
A Amazon anunciou em 14 de abril de 2026 um acordo de patrocínio de dois anos com as seleções brasileiras de futebol, que abrange a equipe feminina, a masculina e as categorias de base, informou a Exame. O contrato contempla a Copa do Mundo Feminina 2027, prevista para o Brasil.
Foi um movimento novo da empresa no país, que passou a fazer parte da estrutura institucional do futebol brasileiro, com participação em frentes operacionais e de comunicação das seleções.
O patrocínio vale para as três frentes ao mesmo tempo: a seleção feminina do Brasil, a masculina e a base. Ele já estava em vigor durante a Copa do Mundo FIFA 2026, disputada pela seleção masculina, e segue valendo no ciclo do Mundial feminino que o país vai receber.
Segundo a Exame, a atuação da Amazon inclui iniciativas voltadas à visibilidade das competições e ao engajamento do público em várias plataformas.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentou a parceria como a soma de tradição esportiva com tecnologia e distribuição. A entidade buscava ampliar o alcance das seleções e diversificar as fontes de receita.
“A empresa traz uma capacidade única de inovação e uma capilaridade que alcança milhões de brasileiros em todos os cantos do país”, afirmou Samir Xaud, presidente da CBF.
Do lado da Amazon, o acordo fez parte da estratégia de se aproximar do público brasileiro por meio da cultura esportiva. O futebol concentra a maior audiência esportiva do país, e a empresa o trata como canal para chegar ao consumidor. Juliana Sztrajtman, CEO da Amazon Brasil, disse que estar ao lado das seleções significa fazer parte de algo que vai além do esporte, ligado a conexão, emoção e experiências.
A Amazon direciona investimentos ao futebol feminino desde 2025, com ações voltadas a ampliar a exposição de atletas e competições, de acordo com a Exame. O patrocínio das seleções entrou nesse conjunto de iniciativas, ao lado do que a empresa já fazia no esporte.
Desde 2022, a Amazon ampliou a presença no setor com investimentos em direitos de transmissão e produção de conteúdo. No Brasil, o Prime Video, serviço de streaming incluído na assinatura Amazon Prime, tem direitos sobre competições como o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil.
O modelo da empresa junta transmissão e comércio eletrônico: durante os jogos, códigos QR levam o espectador a produtos ligados ao que está na tela.
Na disputa pela liderança das vendas online durante o Mundial masculino, a Amazon lançou a Central da Torcida, página com produtos para torcedores, de TVs e sistemas de áudio a álbuns de figurinhas licenciados, decoração temática e roupas. A aposta principal foi o catálogo de produtos licenciados exclusivamente pela FIFA, que a varejista oferecia sozinha no Brasil, segundo Ricardo Perez, diretor de varejo da empresa.
A seleção brasileira feminina chega ao Mundial em casa com uma patrocinadora que já investia na modalidade e cujo contrato contempla a Copa de 2027. Para a CBF, o acordo é receita nova e alcance em plataformas digitais; para a torcedora, a expectativa é de mais exposição das jogadoras e das competições, que é o que a Amazon diz buscar no futebol feminino desde 2025.
A feminina, a masculina e as categorias de base do Brasil, num único acordo de dois anos.
Sim. O contrato contempla o Mundial feminino de 2027, previsto para o Brasil.
Em 14 de abril de 2026, com declarações de Juliana Sztrajtman, da Amazon Brasil, e de Samir Xaud, presidente da CBF.