Redação GINGA36

Thierry Henry mira Copa do Mundo Feminina 2027 com chuteira

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Thierry Henry mira a Copa do Mundo Feminina 2027, no Brasil, como o momento-chave para levar ao mundo chuteiras desenhadas para jogadoras, e não adaptadas de modelos criados para homens, informou o Mundo Deportivo no sábado, 24 de outubro de 2026.

O ex-atacante francês, ídolo do Arsenal e campeão do mundo com a França em 1998, conduz o projeto como diretor de futebol da On, marca suíça que tenta abrir caminho no esporte pela inovação tecnológica.

“Você tem as jogadoras usando chuteiras de homem, e isso não é normal”, disse Henry.

Por que uma chuteira feita para jogadoras?

O crescimento das audiências, a profissionalização das competições e a chegada de novos investimentos transformaram o futebol feminino num mercado cada vez mais atraente para as marcas. Essa evolução, porém, nem sempre veio acompanhada de produtos adaptados às necessidades das atletas.

É essa lacuna que Henry quer fechar. A ideia é responder a uma necessidade real das jogadoras e, ao mesmo tempo, transformar a carência em oportunidade de negócio num mercado que não para de crescer.

Qual o papel de Sydney Schertenleib?

A iniciativa conta com Sydney Schertenleib, meio-campista suíça do Barcelona, que colabora no desenvolvimento de novos produtos da On. A presença dela leva para dentro do processo de design a visão de uma jogadora profissional, com o objetivo de responder melhor às exigências do jogo feminino.

O projeto faz parte da estratégia da On para ganhar espaço no futebol. Além de Schertenleib, a marca tem o atacante Kylian Mbappé ligado ao desenvolvimento de seus produtos.

Que tecnologia a On usa?

A marca trabalha com a LightSpray, uma tecnologia de fabricação automatizada que produz a parte superior do calçado extremamente leve e sem costuras. A aposta é levar essa inovação para o gramado e explorar novas possibilidades de leveza, conforto e desempenho.

Por que a Copa de 2027 entra na conta?

Henry apontou o Mundial feminino no Brasil, em 2027, como o momento para dar impulso internacional à iniciativa. Para o Mundo Deportivo, a competição, que vai reunir as melhores seleções do planeta, pode virar uma vitrine de primeiro nível para os avanços no equipamento das jogadoras.

O jornal espanhol avalia que a aposta mostra como o negócio do futebol feminino já não se limita a patrocínios, direitos de transmissão ou grandes estrelas: há espaço também para tecnologia e para material esportivo específico.

O que muda

Para a torcedora brasileira, a Copa do Mundo de 2027 em casa deve servir também de palco para a disputa das marcas pelo futebol feminino, e a chuteira pensada para as jogadoras é uma das frentes dessa disputa. Para as atletas, a iniciativa de Henry reconhece uma queixa antiga: jogar com um equipamento que nunca foi desenhado para elas.

Para entender

Qual o cargo de Thierry Henry na On?

Ele é diretor de futebol da marca suíça, que quer crescer no esporte pela inovação tecnológica.

Quem é a jogadora que participa do projeto?

Sydney Schertenleib, meio-campista suíça do Barcelona, que colabora no desenvolvimento de novos produtos da On.

Por que a Copa do Mundo Feminina 2027 importa para o projeto?

Henry apontou o Mundial no Brasil como o momento-chave para dar impulso internacional às chuteiras pensadas para jogadoras.

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