
A France Football divulgou em 8 de setembro as 30 indicadas à Bola de Ouro Feminina 2026, e pela primeira vez desde 2022 o prêmio terá uma vencedora nova. Aitana Bonmatí, campeã em 2023, 2024 e 2025, ficou fora da lista: fraturou a fíbula esquerda em novembro, passou por cirurgia e só voltou em maio, a tempo dos títulos do Barcelona, mas sem temporada suficiente para o júri. A cerimônia é em 26 de outubro, no London Palladium.
O Brasil tem uma representante. A goleira Lorena, do Kansas City Current, concorre em duas categorias, a Bola de Ouro e o Troféu Yashin de melhor goleira. Ela foi eleita goleira do ano da NWSL em 2025, com o recorde de 14 jogos sem sofrer gol, e defendeu dois pênaltis na final da Copa América contra a Colômbia. Marta e Amanda Gutierres, indicadas em 2025 (12ª e 21ª colocadas), não voltaram.
Alexia Putellas (Espanha, Barcelona) Bicampeã do prêmio em 2021 e 2022, fez 24 gols e 13 assistências na temporada em que o Barcelona ganhou tudo: Liga F, Supercopa, Copa da Rainha e Champions. Já não é jogadora do Barça: assinou com o London City Lionesses, da WSL, e aparece na lista com os dois clubes. Aos 32 anos, é a mais cotada para suceder a companheira de meio-campo.
Ewa Pajor (Polônia, Barcelona) Artilheira da temporada com 33 gols. Marcou dois na final da Champions, 4 a 0 sobre o Lyon em Oslo, em 23 de maio. Era a sexta final europeia dela e a primeira que venceu, depois de perder cinco (quatro pelo Wolfsburg e a de 2025 pelo próprio Barça, contra o Arsenal). Sem torneio de seleção no ano, depende de a votação olhar só para o clube.
Pernille Harder (Dinamarca, Bayern de Munique) Aos 33 anos, fez a melhor temporada da carreira em números: 34 gols e 14 assistências na tripla coroa alemã do Bayern. Vice do prêmio em 2018, é a candidata mais forte fora do Barcelona.
Melchie Dumornay (Haiti, OL Lyonnes) Fez 22 gols e 12 assistências e levou o Lyon à final da Champions. Foi a melhor em campo na semifinal e marcou na final da Coupe de la Ligue. Com 23 anos, é a mais jovem das cinco e a aposta de longo prazo.
Khadija Shaw (Jamaica, Manchester City) Trinta e nove gols no ano, 21 deles na WSL, que o City venceu. É a artilheira absoluta entre as indicadas, mas o City não jogou a Champions, e a votação raramente perdoa isso.
O Barcelona coloca oito nomes: além de Putellas e Pajor, Esmee Brugts, Cata Coll, Caroline Graham Hansen, Patri Guijarro, Mapi León (que também foi para o London City) e Clàudia Pina. O Manchester City tem cinco: Shaw, Kerstin Casparij, Alex Greenwood, Yui Hasegawa e Vivianne Miedema. O Lyon tem Dumornay, Selma Bacha e Wendie Renard, mais Caroline Weir, que chega do Real Madrid. O Bayern tem Harder, Klara Bühl e Momoko Tanikawa. O Arsenal, campeão europeu de 2025, caiu para duas: Mariona Caldentey e Alessia Russo.
A NWSL entra com quatro: Lorena, Temwa Chawinga (Kansas City Current), Barbra Banda (Orlando Pride) e Rose Lavelle (Gotham FC), única americana da lista. Manaka Matsukubo jogou o ano no North Carolina Courage antes de ir ao Chelsea, mesmo destino de Melvine Malard, que saiu do Manchester United. Scarlett Camberos, do Club América, coloca a Liga MX na lista, e Tessa Wullaert (Inter e Como) fecha as 30. Nenhuma italiana foi indicada.
Chawinga e Banda são as duas africanas, e as duas com história na WAFCON de agosto. Chawinga levou Malaui, estreante no torneio, até a final (derrota de 3 a 0 para Camarões), foi artilheira com cinco gols e garantiu a primeira Copa do Mundo do país. Banda também marcou cinco pela Zâmbia, mas a seleção caiu na fase de grupos e não vem ao Brasil.
São 18 nacionalidades. A Espanha lidera com seis; Países Baixos, Japão e França têm três cada.
| Jogadora | Seleção | Clube |
|---|---|---|
| Alexia Putellas | Espanha | Barcelona / London City Lionesses |
| Ewa Pajor | Polônia | Barcelona |
| Esmee Brugts | Países Baixos | Barcelona |
| Cata Coll | Espanha | Barcelona |
| Caroline Graham Hansen | Noruega | Barcelona |
| Patri Guijarro | Espanha | Barcelona |
| Mapi León | Espanha | Barcelona / London City Lionesses |
| Clàudia Pina | Espanha | Barcelona |
| Khadija Shaw | Jamaica | Manchester City |
| Kerstin Casparij | Países Baixos | Manchester City |
| Alex Greenwood | Inglaterra | Manchester City |
| Yui Hasegawa | Japão | Manchester City |
| Vivianne Miedema | Países Baixos | Manchester City |
| Melchie Dumornay | Haiti | OL Lyonnes |
| Selma Bacha | França | OL Lyonnes |
| Wendie Renard | França | OL Lyonnes |
| Caroline Weir | Escócia | Real Madrid / OL Lyonnes |
| Pernille Harder | Dinamarca | Bayern de Munique |
| Klara Bühl | Alemanha | Bayern de Munique |
| Momoko Tanikawa | Japão | Bayern de Munique |
| Mariona Caldentey | Espanha | Arsenal |
| Alessia Russo | Inglaterra | Arsenal |
| Lorena | Brasil | Kansas City Current |
| Temwa Chawinga | Malaui | Kansas City Current |
| Barbra Banda | Zâmbia | Orlando Pride |
| Rose Lavelle | Estados Unidos | Gotham FC |
| Manaka Matsukubo | Japão | North Carolina Courage / Chelsea |
| Melvine Malard | França | Manchester United / Chelsea |
| Scarlett Camberos | México | Club América |
| Tessa Wullaert | Bélgica | Inter de Milão / Como |
Os outros prêmios
Yashin (goleira): Ann-Katrin Berger (Gotham FC), Cata Coll (Barcelona), Hannah Hampton (Chelsea), Lorena (Kansas City Current) e Ayaka Yamashita (Manchester City).
Kopa (até 21 anos): Veerle Buurman (Chelsea), Vicky López (Barcelona), Felicia Schröder (Häcken / Real Madrid), Clara Serrajordi (Barcelona) e Lily Yohannes (OL Lyonnes).
Treinador(a): Jonatan Giráldez (OL Lyonnes), Andrée Jeglertz (Manchester City), Nils Nielsen (Japão), Pere Romeu (Barcelona) e Elena Sadiku (Celtic / Häcken).
Clube: Barcelona, Bayern de Munique, Club América, Manchester City e OL Lyonnes.
Das 30, duas já têm vaga garantida na Copa de 2027: Lorena, pelo país-sede, e Chawinga, pela estreia de Malaui. Em 26 de outubro saberemos quem sucede Bonmatí e chega ao ano da Copa como a melhor do mundo em título.