A noite de segunda-feira, 26 de outubro de 2026, começou com 45 minutos de atraso por causa do trânsito na porta do London Palladium, em Londres, segundo a ESPN, e terminou com Alexia Putellas no centro do palco. A espanhola levou a terceira Bola de Ouro da carreira, depois de 2021 e 2022, e igualou as três de Aitana Bonmatí, dona das edições de 2023 a 2025.
A 70ª gala da premiação juntou gente do futebol, da música e da TV, e a cantora Jorja Smith se apresentou no palco. Esta é a nossa coluna da noite: quem vestiu o quê, quem disse o quê e onde ficou cada uma das 30 indicadas, com o link para a figurinha de cada uma no álbum GINGA36.
No meio de um tapete vermelho quase todo de preto, Alexia chegou de marfim. O vestido foi feito sob medida pela Dior e criado por Jonathan Anderson, diretor criativo da maison, segundo a revista espanhola Vanidad: cetim de seda, ombros à mostra, drapeados cruzados e plumas como adorno. A inspiração foi Nike, a deusa grega da vitória, num vestido usado justamente na noite do terceiro troféu.
Joias: brincos de pérolas, diamantes e ouro branco da Boucheron, da coleção Plume de Pan, que conversam com as plumas do vestido, e dois anéis de ouro branco e diamantes da mesma linha.
Sapatos: scarpins de bico fino, acetinados, no mesmo tom do vestido.
Cabelo e maquiagem: assinados por Fer Martínez. O cabelo, mais escuro que o de costume, veio em ondas abertas no estilo da velha Hollywood, descreveu o El Debate, que pôs Alexia entre as sete mais bem vestidas da gala.
Styling: Alba Melendo.
No discurso, Alexia cumprimentou as outras indicadas, agradeceu às companheiras, à comissão técnica e à torcida e comentou o peso de ver tantas jogadoras do Barcelona entre as 30, relatou a Nueva Mujer. O momento mais forte veio quando ela voltou à lesão no joelho de 2022 e à recuperação: "Me lembro de quando voltei a aprender a andar", disse, segundo a Telecinco.
O fecho foi um recado para quem assistia: "Não escute se alguém disser que você não vai conseguir. Acredite em você. Se tem um sonho, vá atrás dele".
Melhor jovem pela segunda vez seguida, aos 20 anos. Dedicou o troféu à mãe: "Mesmo que você não esteja mais ao meu lado, mãe, eu te sinto em cada passo que dou".
Melhor goleira do ano. Dividiu o prêmio com o time ("é tanto delas quanto meu") e viu os pais se emocionarem na plateia.
A mexicana Charlyn Corral, do Pachuca, foi eleita a artilheira do ano. Pere Romeu, do Barcelona, ficou com o prêmio de melhor técnico, e o próprio Barcelona com o de melhor time feminino. Na conta da ESPN, a noite foi espanhola de ponta a ponta.
Preto, longo e reto, com decote assimétrico e franzido no busto. Bolsa preta brilhante, relógio de metal com mostrador verde e anéis.
Vinho, com brilho, decote reto e mistura de tecidos. Cabelo puxado para trás e mão na cintura para as fotos.
Bordô, com um ombro à mostra, e cabelo preso.
Vestido de cetim de gola alta.
Os looks foram descritos pelo Evening Standard e pelo Infobae. Também posaram no tapete Veerle Buurman, Manaka Matsukubo, Hannah Hampton e Melvine Malard.
1º lugar.
2º lugar.
3º lugar.
1º a 10º: Alexia Putellas (Espanha), Ewa Pajor (Polônia), Khadija "Bunny" Shaw (Jamaica), Melchie Dumornay (Haiti), Patri Guijarro (Espanha), Caroline Graham Hansen (Noruega), Pernille Harder (Dinamarca), Clàudia Pina (Espanha), Alessia Russo (Inglaterra) e Temwa Chawinga (Malaui).
11º a 25º: Yui Hasegawa (Japão), Klara Bühl (Alemanha), Mariona Caldentey (Espanha), Wendie Renard (França), Cata Coll (Espanha), Mapi León (Espanha), Esmee Brugts (Holanda), Barbra Banda (Zâmbia), Tessa Wullaert (Bélgica), Selma Bacha (França), Scarlett Camberos (México), Manaka Matsukubo (Japão), Momoko Tanikawa (Japão), Kerstin Casparij (Holanda) e Caroline Weir (Escócia).
26º a 30º: Alex Greenwood (Inglaterra, 26ª), Melvine Malard (França, 28ª), Rose Lavelle (Estados Unidos), Vivianne Miedema (Holanda) e a brasileira Lorena.
Fontes: top 10 pela Semana; da 11ª à 30ª pelo Sports - Orange.
Para a torcedora brasileira, a Espanha chega ao último ano antes da Copa do Mundo Feminina 2027, no Brasil, com a melhor jogadora, a melhor goleira e a melhor jovem do mundo no mesmo elenco, além de mais quatro nomes entre as 16 primeiras. A goleira Lorena foi a representante do Brasil entre as 30 indicadas.
Alexia Putellas, da Espanha. É a terceira da carreira dela, depois de 2021 e 2022.
Um Dior sob medida, criado por Jonathan Anderson, em cetim de seda marfim com plumas, inspirado em Nike, a deusa grega da vitória.
Vicky López (melhor jovem), Cata Coll (melhor goleira), Charlyn Corral (artilheira), Pere Romeu (melhor técnico) e o Barcelona (melhor time).