
Atsuto Uchida, auxiliar técnico da seleção feminina do Japão, afirmou que às vezes diverge de propósito do comando durante os jogos para ampliar as opções de decisão, como informou a DAZN News nesta sexta-feira, 30 de outubro de 2026.
A declaração saiu no episódio 284 do FOOTBALL TIME, programa de Uchida na DAZN, no quadro FOOTBALL JOBS, dedicado às profissões ligadas ao futebol. O episódio marcou a volta dele à apresentação, depois do período de trabalho com a seleção do Japão, conhecida como Nadeshiko Japan.
Uchida jogou como defensor no Kashima Antlers, no Schalke, da Alemanha, e na seleção japonesa. Como auxiliar, contribuiu para o título da equipe na 20ª edição dos Jogos Asiáticos e hoje ajuda a desenvolver o futebol feminino japonês. Na comissão, cuida principalmente da defesa: orienta as defensoras e conduz reuniões.
Uchida disse que, se estivesse no comando, ia querer ouvir ideias diferentes e ter várias opções para escolher. Por isso, quando é consultado sobre uma substituição, às vezes apresenta uma opinião diversa de propósito, em vez de só reforçar o que já estava sendo pensado.
“Como auxiliar, quero que quem comanda tenha um leque amplo de opções, então às vezes digo coisas totalmente diferentes. Colocar esta jogadora e jogar com três zagueiras, por exemplo”, afirmou Uchida.
Essa troca, segundo ele, dura de 10 a 20 segundos, aproximadamente, porque o jogo não dá tempo para uma discussão longa.
O convidado do programa comentou que a relação de confiança é muito importante, mas que dizer sim a tudo não é necessariamente o melhor, e Uchida endossou a ideia. Ele ponderou que isso depende de quem comanda: há quem prefira um auxiliar que respalde a própria decisão, e o papel muda de acordo com cada relação.
Uchida disse que procura ficar mais perto do elenco justamente porque há mais distância entre o comando e as jogadoras. Sem chegar a uma relação de amizade, ele quer ouvir o que elas sentem em campo.
O método aparece no trabalho diário. Quando uma jogadora pergunta como defender no um contra um, ele não entrega a resposta pronta: primeiro pergunta como ela quer defender. A partir daí, os dois avaliam as características dela e definem juntos a distância certa e a forma de reagir.
Para Uchida, o auxiliar precisa entender os detalhes e a parte especializada do jogo mais do que quem comanda. A cobrança vem na hora: se uma jogadora pergunta durante o treino o que ele achou de um lance, ele tem de responder com uma sequência clara.
Enquanto o comando precisa enxergar a equipe inteira, o auxiliar fica ao lado de cada jogadora para ajudar a resolver problemas específicos.
Para a torcedora, a fala mostra como a comissão do Japão troca ideias nos segundos em que se decide uma substituição ou uma mudança tática. Para as jogadoras, indica um auxiliar que prefere a pergunta à resposta pronta.
Ele é auxiliar técnico e cuida principalmente da defesa, com a orientação das defensoras e a condução de reuniões.
De 10 a 20 segundos, aproximadamente, segundo Uchida.
Não. Para Uchida, isso depende de quem comanda, porque há quem prefira um auxiliar que respalde a própria decisão.