Redação GINGA36

Aubyn Henry pede investimento duradouro na base da Jamaica

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Seleção da Jamaica, em 2026.
Foto: Divulgação/FIFA

Aubyn Henry, investidor de capital de risco no esporte e fundador da AUBYN Sports Management (ASM), pediu investimento duradouro no futebol feminino da Jamaica, com mais recursos para a base, como informou o Jamaica Observer neste domingo, 1 de novembro de 2026.

Para Henry, o sucesso internacional das Reggae Girlz, a seleção feminina da Jamaica, precisa virar mais oportunidades para as jovens jogadoras. Ele reconhece que as conquistas da equipe principal deram projeção ao país, mas sustenta que falta dar mais ênfase à infraestrutura e aos programas capazes de manter esse resultado.

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Para onde Henry quer direcionar os recursos?

A lista começa na base e passa por competições escolares, treinamento, instalações e caminhos estruturados para que as jovens cheguem ao nível profissional.

O investimento, na avaliação dele, também pode gerar emprego e oportunidades econômicas em treinamento, gestão esportiva, medicina esportiva e mídia.

O que mudou na liga jamaicana?

Henry reconheceu avanços na Jamaica Women's Premier League, a competição nacional, sob a Professional Women's Football Jamaica Limited (PWFJL). Ele elogiou a presidente da entidade, Christina Hudson, pelo esforço de fortalecer o campeonato e atrair investimento de empresas.

No comunicado divulgado no domingo, creditou o progresso também à dedicação de clubes, dirigentes, patrocinadores e de quem trabalha nos bastidores.

Por que as Reggae Girlz pesam nesse debate?

A Jamaica fez história ao se classificar para as Copas do Mundo Femininas de 2019 e 2023 e chegou às oitavas de final na segunda delas. Essas campanhas e o sucesso internacional da capitã Khadija Shaw, apelidada de Bunny, ajudaram a ampliar a visibilidade do futebol feminino no país.

“Todo jamaicano sonha em ver as Reggae Girlz levantarem aquele troféu da Copa do Mundo. Mas o que importa tanto quanto isso é o que acontece depois. A menina que joga futebol na sua comunidade terá instalações melhores, mais oportunidades e um caminho real para o sucesso? Esse é o legado que deveríamos estar construindo”, disse Henry.

Quem Henry chama para essa tarefa?

Com a Jamaica em busca da classificação para a Copa do Mundo Feminina 2027, no Brasil, Henry afirma que a responsabilidade vai além das jogadoras. Ele cobra trabalho conjunto de dirigentes do futebol, empresas jamaicanas, escolas, clubes e investidores privados para transformar o êxito esportivo em desenvolvimento sustentável.

A ASM defende que a excelência esportiva jamaicana não seja apenas celebrada no exterior, mas usada para criar oportunidades dentro do país.

O que muda

Henry propõe trocar a régua: o desenvolvimento do futebol feminino jamaicano deixaria de ser medido apenas pelo desempenho das Reggae Girlz nos grandes torneios e passaria a considerar também as oportunidades abertas às jovens jogadoras de toda a ilha. Para a torcedora, os clubes e a seleção, isso significa olhar também para o que fica no país depois de cada campanha.

Para entender

Quem é Aubyn Henry?

Investidor de capital de risco no esporte e fundador da AUBYN Sports Management.

A cobrança de Henry vale só para a seleção?

Não. Ele diz que dirigentes, empresas, escolas, clubes e investidores privados também têm parte nessa responsabilidade.

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