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Azerbaijão 2012: a inesquecível primeira vitória da França

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Jogadoras da França comemoram a vitória nos pênaltis na final da Copa do Mundo Feminina Sub-17 de 2012, contra a Coreia do Norte, no Estádio Tofig Bahramov, em Baku, no Azerbaijão.
Foto: Divulgação/FIFA

O Azerbaijão, às margens do mar Cáspio, é visto como a fronteira entre os continentes da Ásia e da Europa. De forma simbólica, na Copa do Mundo Sub-17 Feminina da FIFA™ disputada no país em 2012, Ásia e Europa estiveram representadas na disputa pelo título, com a França derrotando a Coreia do Norte na final.

Aqui, a FIFA relembra o torneio, à medida que nos preparamos para a Copa do Mundo Sub-17 Feminina da FIFA Marrocos 2026™.

História para o Azerbaijão

Antes de 2012, o Azerbaijão nunca tinha sediado um torneio da FIFA nem tido uma seleção nacional participando de um. Por isso, as duas cidades sede, Baku e Lankaran, foram tomadas por ondas de entusiasmo quando o evento começou, em 22 de setembro.

Mais de 30 mil pessoas estiveram presentes no Estádio Republicano Tofiq Behramov quando as anfitriãs abriram o torneio contra uma Colômbia que tinha Leicy Santos em seu elenco, com as sul-americanas vencendo por 4 a 0.

As de sempre

As alemãs, que tinham a destacada Rebecca Knaak no elenco, terminaram em quarto lugar. A Coreia do Norte, campeã da primeira edição do torneio, em 2008, chegou à final mais uma vez, garantindo uma posição entre as quatro melhores pela terceira vez seguida. A França, por sua vez, seguiu impressionando ao conquistar seu primeiro título.

Gana, por sua vez, foi a surpresa do evento. Depois de somar apenas duas vitórias em suas duas primeiras participações no torneio, a seleção africana chegou ao pódio ao vencer a Alemanha por 1 a 0 na disputa pelo terceiro lugar.

A França entra para a história

Sob o comando de Guy Ferrier, a França sabia que tinha várias jogadoras talentosas à disposição, muitas das quais se tornaram peças fundamentais da seleção principal. As duas integrantes mais jovens do elenco eram Delphine Cascarino e Grace Geyoro, com apenas 15 anos na época.

"Ficamos um pouco nervosas quando recebemos a convocação", disse Cascarino à FIFA. "Foi ótimo poder jogar ao lado de gente que já tinha se firmado nas categorias de base, como Sandie [Toletti], Kadi [Diani] e Griedge [Mbock Bathy]. Acabou sendo uma geração de ouro para a seleção principal, então eu diria que os torneios de base nos ajudaram a amadurecer."

A destaque da França no torneio foi, sem dúvida, Griedge Mbock Bathy. A zagueira foi a síntese de uma equipe sólida do início ao fim da competição, sofrendo apenas quatro gols em seis partidas. A Bola de Ouro adidas de melhor jogadora do torneio foi para a jovem do Guingamp, que se tornou a primeira e, até hoje, única zagueira a receber a honraria.

Futuras estrelas

Além das jogadoras que levaram a França à glória, várias futuras estrelas em formação também disputaram a fase final.

As canadenses Nichelle Prince, Kadeisha Buchanan e Ashley Lawrence surgiram para o cenário mundial, e todas viriam a conquistar o ouro no Torneio Olímpico de Futebol Feminino de Tóquio 2020. Pelo Japão, Risa Shimizu mostrou que já era repleta de talento, enquanto Hina Sugita, de 15 anos, marcou duas vezes. O Japão conquistaria a Copa do Mundo Sub-20 Feminina da FIFA™ dois anos depois, com Sugita levando a Bola de Ouro e a Chuteira de Bronze adidas.

A alemã Sara Dabritz pode até ter deixado o Azerbaijão de mãos vazias, mas não precisou esperar muito por um sucesso nas categorias de base. Dois anos depois, a meio-campista marcou cinco vezes e levou para casa a Chuteira de Bronze quando a Alemanha conquistou o título Sub-20 no Canadá. Desde então, ela viveu uma carreira de destaque no time principal em alguns dos maiores clubes da Europa, incluindo Bayern de Munique, Paris Saint-Germain, Lyon e Real Madrid.

Recordistas

A nigeriana Chinwendu Ihezuo teve um dia para lembrar ao marcar cinco gols na vitória por 11 a 0 sobre as anfitriãs. Ela foi a primeira jogadora a fazer isso em uma partida da Copa do Mundo Sub-17 Feminina, e só a espanhola Lorena Navarro repetiria o feito, em 2018. Joy Bokiri também balançou as redes naquele dia, aos 13 anos e 271 dias, tornando-se a artilheira mais jovem da competição.

Em outro jogo, a Coreia do Norte também venceu a Gâmbia por 11 a 0, o que tornou essas duas vitórias as maiores com o placar zerado na história da competição. As africanas também perderam por 10 a 2 para a França, no que segue sendo a partida com mais gols do torneio.

Ellen Coleman deixou a fase final com a medalha de bronze e entrou para a história ao disputar sua terceira Copa do Mundo Sub-17. A ganesa participou da edição inaugural aos 12 anos, antes de retornar para Trinidad e Tobago 2010.

A atacante norte-coreana Ri Un-sim marcou oito gols, incluindo três no mata-mata, igualando o recorde estabelecido por Yeo Minji em 2010, e depois igualado por Navarro quatro anos mais tarde. Ela ficou com a Chuteira de Ouro adidas, mas não conseguiu evitar a derrota na final para a França.

Publicado originalmente pela FIFA em 03/09/2026: Azerbaijão 2012: a inesquecível primeira vitória da França →

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