
— A Holanda entra nas suas duas últimas rodadas das classificatórias da UEFA na liderança do Grupo A2
— As holandesas enfrentam a República da Irlanda em Cork no dia 5 de junho, antes de receber a Polônia no dia 9 de junho
— Lineth Beerensteyn conversa com a FIFA sobre o estilo de jogo da equipe sob o comando do técnico Arjan Veurink
Para a Holanda, a semana que vem será crucial na busca por classificação para a Copa do Mundo Feminina FIFA Brasil 2027™. A equipe de Arjan Veurink, na liderança do Grupo A2 depois de dois confrontos disputados contra a França em abril, enfrenta a República da Irlanda em Cork na sexta-feira, antes de receber a Polônia quatro dias depois, com tudo ainda em jogo.
O confronto da Holanda em casa contra as irlandesas em março mostrou como este grupo é disputado. Lineth Beerensteyn foi a grande destaque da partida, com dois gols na vitória holandesa por 2 a 1, mas o resultado ficou indefinido até os minutos finais.
Agora, as OranjeLeeuwinnen encaram o jogo de volta em Cork contra as mesmas adversárias, que devem impor mais um teste difícil.
Para Beerensteyn e suas companheiras, porém, a próxima semana é sobre mais do que apenas dois jogos internacionais. A classificação direta para a Copa do Mundo Feminina está em jogo, e a atacante sabe que todas vão precisar estar em alto nível.
Nesta entrevista à FIFA, ela fala sobre os jogos da Holanda até aqui, a nova dinâmica de jogo da equipe e o que classificar para mais um grande torneio mundial significaria para ela.
Lineth Beerensteyn: Fizemos muito bem em alguns jogos, mas é claro que também tivemos jogos difíceis. Como equipe, estamos evoluindo muito bem neste momento. Mostramos em cada partida que estamos prontas, não importa contra quem jogamos. Nossos dois jogos recentes contra a França foram bons exemplos. Enfrentar as francesas duas vezes em sequência é, claro, muito exigente, mas fizemos um bom trabalho como equipe. Agora temos mais dois jogos difíceis pela frente, mas estamos nos preparando bem, e estaremos prontas.
O jogo na Polônia foi complicado. Sabíamos que elas seriam adversárias fortes e que têm muitas jogadoras excepcionais. Ao mesmo tempo, também temos jogadoras muito talentosas. Desta vez, porém, jogaremos em casa. Vai ser outra partida difícil, mas se jogarmos como sabemos que podemos, com certeza podemos vencer. O jogo em casa contra as irlandesas também não foi fácil. Vencemos por 2 a 1, mas a partida ficou tensa até o fim, e por muito tempo não ficou claro se venceríamos. No fim, vencemos, e o mais importante é sempre vencer e somar os três pontos. Desta vez vamos jogar fora de casa, então será um tipo de jogo diferente. Elas com certeza também vão se preparar de forma diferente. Elas conhecem o nosso jogo e não vão ter esquecido o último confronto contra nós. Com certeza vai ser um tipo de jogo diferente.
Com carinho, porque marquei duas vezes! Mas também sei que cada jogo é diferente. Vamos enfrentar as irlandesas de novo, mas as circunstâncias serão diferentes desta vez. Se mantivermos o espírito de equipe elevado e mostrarmos nossa qualidade em campo, as chances vão aparecer.
Todas sabemos que, se vencermos nossos dois últimos jogos, vamos vencer o grupo. Esse é, claro, o nosso objetivo, mas sabemos que não vai ser fácil. Vamos ter que dar tudo de nós, e ainda mais, se quisermos terminar em primeiro. Precisamos concentrar primeiro no jogo na Irlanda, e só depois vamos voltar o foco para a Polônia.
Nosso estilo é muito dinâmico. Como atacante, gosto de poder jogar nas três posições de ataque. Se eu começo pela direita, também posso aparecer pela esquerda ou me deslocar para o meio. Temos muita liberdade lá na frente e podemos nos revezar durante os jogos. Nossas laterais também sobem bastante, então, no geral, é um estilo de jogo moderno. Minha função não mudou muito, mas estou assumindo ainda mais responsabilidade agora. Eu sabia que já tinha isso em mim, mas está aparecendo cada vez mais com a nova comissão técnica. Tenho muito orgulho disso.
Tivemos anos incríveis, mas também momentos difíceis. Assim é o futebol, nem tudo é tranquilo, às vezes também há reveses. Faço parte da seleção há pelo menos dez anos, e nesse tempo a equipe evoluiu muito em todos os aspectos. É ótimo ver o quanto crescemos. Estou muito feliz e orgulhosa de ter feito parte disso e de ter testemunhado tudo. Jogar minha 125ª partida pela seleção também vai ser, sem dúvida, uma sensação incrível.
Disputar um torneio pela seleção é a melhor coisa que uma jogadora pode viver. Uma Copa do Mundo é algo realmente especial, e seria fantástico se nos classificássemos diretamente. Aí saberíamos que poderíamos usar os meses seguintes para evoluir ainda mais e testar coisas novas. Estamos prontas para esses dois jogos, e depois disso, estou ansiosa pelo que vier a seguir.
Publicado originalmente pela FIFA em 04/06/2026: Beerensteyn: precisamos dar tudo de nós, e ainda mais →