
A lista de 30 indicadas à Bola de Ouro feminina de 2026 não tem Aitana Bonmatí e reúne jogadoras de Malaui, Zâmbia e Haiti ao lado dos nomes das potências europeias, segundo a RTBF. A vencedora será conhecida em 26 de outubro, na 70ª edição do prêmio.
A Bola de Ouro existe desde 1956, mas passou mais de seis décadas apenas com a categoria masculina. A versão feminina chegou em 2018, e a primeira vencedora foi a norueguesa Ada Hegerberg. Desde então, o troféu ajudou a colocar as grandes jogadoras no noticiário do mundo inteiro.
A distância para o masculino continua grande. As duas categorias são anunciadas na mesma cerimônia e levam o mesmo nome, mas cobertura, audiência e exposição seguem muito diferentes.
Aitana Bonmatí, vencedora do prêmio três vezes, ficou longe dos gramados durante grande parte da temporada por causa de uma lesão e não aparece entre as candidatas. A ausência da espanhola abre uma página nova e deixa espaço para outros rostos.
Alexia Putellas, dona de duas Bolas de Ouro, surge como nome incontornável. Entre as candidatas mais citadas estão também Ewa Pajor, autora de dois gols na final da Liga dos Campeões, Melchie Dumornay, Pernille Harder e Khadija Shaw.
Para a RTBF, as 30 indicadas mostram que o futebol feminino de alto nível não se resume mais a poucas seleções europeias. A malauiana Temwa Chawinga, a zambiana Barbra Banda e a haitiana Melchie Dumornay chegam de trajetórias distantes dos redutos históricos da modalidade.
Na mesma relação, uma belga divide espaço com uma zambiana, uma haitiana, uma jamaicana e uma malauiana. As carreiras ficaram mais internacionais, e as principais jogadoras circulam entre campeonatos de países diferentes.
Entre as 30, o nome que mais fala ao público belga é o de Tessa Wullaert, capitã das Red Flames, a seleção da Bélgica. A atacante defende o Como, na Série A feminina da Itália, depois de vestir as camisas do Wolfsburg e do Manchester City.
Wullaert recebeu a primeira indicação à Bola de Ouro aos 33 anos, depois de uma temporada de 29 gols e 15 assistências em 38 jogos, somando clube e seleção. A indicação é um reconhecimento individual para uma jogadora que, por muito tempo, foi um dos rostos do futebol feminino belga.
Além de apontar a melhor jogadora do mundo, a Bola de Ouro ajuda a definir quais mulheres serão vistas, acompanhadas e reconhecidas como os novos rostos do futebol, avalia a RTBF. Para a torcedora, a lista de 2026 é um convite a acompanhar atletas de fora do eixo europeu; para a Bélgica, marca a primeira indicação da sua capitã.
Em 26 de outubro, na cerimônia da 70ª edição do prêmio.
A espanhola, vencedora três vezes, ficou longe dos gramados durante grande parte da temporada por causa de uma lesão.
A norueguesa Ada Hegerberg, em 2018, ano em que a categoria foi criada.