
Pela primeira vez na história da Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA, as semifinais contam com quatro equipes de quatro confederações diferentes. O Brasil enfrenta a Coreia do Norte, enquanto a Holanda encara o México.
Quarta-feira, 5 de novembro
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16h30 em Rabat
12h30 em Brasilia
16h30 em Lisboa
A primeira semifinal em Rabat é um duelo intrigante. Apesar de toda a sua tradição internacional, o Brasil chegou a esta fase do Mundial Feminino Sub-17 da FIFA pela primeira vez. Do outro lado, temos a Coreia do Norte, que é o país que mais títulos conquistou na categoria: três vezes. Curioso notar também que, embora ambas as equipes sejam presenças constantes na competição, esta é apenas a segunda vez qe vão se enfrentar, depois da fase de grupos de 2016.
Após mais uma atuação impressionante na vitória por 5 a 1 sobre o Japão, nas quartas de final, a Coreia do Norte parece quase imbatível. A Seleção Brasileira, por sua vez, vem superando dificuldades no caminho para as semifinais. Na partida anterior, foi dominante contra o Canadá, mas precisou ir à disputa de pênaltis, na qual brilhou a goleira Ana Morganti.
"Sucesso é um pouco relativo. Nós fizemos coisas que nunca tinham sido alcançadas. Mas o sucesso no futebol sabemos que é subir num pódio. Nós não pretendíamos vir para a Copa do Mundo para fazer uma boa campanha. Nós viemos para subir ao pódio, é nisso que estamos pensando, é para lá que estamos olhando. Quanto mais passamos de fase, mais difícil fica, mas acho que estamos preparadas para lidar com as complexidades dessa partida."
Rilany Silva, treinadora do Brasil
"Faremos o nosso melhor na semifinal. Os jogos que temos pela frente são ainda mais importantes e considero tudo como o nosso primeiro passo, por isso daremos o nosso melhor."
Pak Song-jin, treinador da Coreia do Norte
Kaylane (Brasil)
A capitã do Brasil tem sido o pilar do meio-campo neste torneio. Ela deu o pontapé inicial na campanha da equipe, marcando logo aos três minutos do jogo de estreia contra o Marrocos, e mais recentemente converteu seu pênalti na disputa contra o Canadá. "A felicidade das minhas companheiras é a minha felicidade. Estou feliz por elas porque quando uma vence, todas vencem", disse ela à FIFA após a vitória nas quartas de final.
Kim Won-sim (Coreia do Norte)
É difícil escolher entre Kim Won-sim e sua companheira de equipe Yu Jong-hyang, ambas com seis gols marcados aqui no Marrocos e duas vezes eleitas a Melhor Jogadora da Partida. O gol de Kim Won-sim nas quartas de final, aos 37 segundos de jogo, chocou o Japão e as deixou sem chances de reação. Após a partida, ela avisou todas as futuras adversárias: "Vou marcar ainda mais gols para garantir a nossa vitória."
20h em Rabat
16h em Brasília
20h em Lisboa
A Holanda é uma das grandes histórias do torneio: por duas vezes, a seleção parecia eliminada, e por duas vezes reagiu de modo espetacular. Agora, elas são as primeiras estreantes desde a Itália em 2014 a chegar às semifinais após sua segunda vitória consecutiva nos pênaltis.
As campeãs europeias agora enfrentam um adversário conhecido, o México, que as derrotou na fase de grupos, quando Citlalli Reyes marcou o gol da vitória nos minutos finais. O México também teve sua parcela de vitórias dramáticas, derrotando a Itália nos pênaltis nas quartas de final, depois que a goleira Valentina Murrieta fez defesas espetaculares em duas cobranças durante o tempo regualmentar e uma terceira na disputa de pênaltis.
"Este será um jogo diferente do anterior. Disse às jogadoras para manterem a calma e comemorarem, pois agora estamos entre as quatro melhores equipes. A preparação para a semifinal, contra um grande adversário, ficou para o dia seguinte."
Miguel Gamero, treinador do México
Ranneke Derks (Netherlands)
Derks foi a melhor jogadora da seleção holandesa quando conquistaram o título europeu no início deste ano, mas tem tido dificuldades no Marrocos. Entrando em campo no intervalo das quartas de final, ela parecia determinada a mudar essa história. Derks teve sua chance e marcou o gol de empate em 2 a 2, levando a partida para a disputa de pênaltis. Ela converteu sua batida com segurança e levou para casa o prêmio de melhor jogadora da partida. Com Liv Pennock suspensa, a Holanda contará com ela mais do que nunca.
Valentina Murrieta (México)
Se o México voltar às semifinais, terá que agradecer em grande parte a Murrieta. A goleira do Club América foi titular em todas as cinco partidas do torneio e não sofreu nenhum gol nos últimos quatro jogos. Protegida por uma defesa sólida como uma rocha, ela ainda precisou fazer defesas cruciais — principalmente nas quartas de final contra a Itália. Depois de defender os pênaltis de Rachele Giudici e Giulia Galli durante a partida, ela fez a defesa decisiva na disputa de pênaltis, garantindo a classificação do México.
Publicado originalmente pela FIFA em 03/11/2025: Brasil tem semifinal inédita pela frente; Holanda x México é revanche →