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México vence Brasil nos pênaltis e é 3º colocado no Mundial Feminino Sub-17

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Jogadoras do México comemoram durante jogo da seleção Sub-17.
Foto: Divulgação/FIFA

Brasil 1 (1) x (3) 1 México – Disputa pelo 3º lugar

Copa do Mundo Feminina Sub-17 da **FIFA** Marrocos 2025™

8 de novembro de 2025, Estádio Olímpico de Rabat

Gol do Brasil: Kaylane (33' do 2ºT)

Gol do México: Evelin (contra - 45+6' do 2ºT)

Jogadora da Partida: Valentina Murrieta (México)

Não deu. O México venceu o Brasil nos pênaltis por 3 a 1, após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, e ganhou a disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA Marrocos 2025™ para conquistar sua segunda medalha na história do torneio (foi a primeira de bronze, depois da prata em 2018).

O duelo entre as equipes latinas foi pautado por equilíbrio do início ao fim.

O gol de Kaylane no segundo tempo abriu o placar para as brasileiras, mas um toque de cabeça de Evelin nos acréscimos acabou colocando a bola contra a própria rede do Brasil – uma infelicidade para uma jogadora que vinha sendo uma das melhores em campo nesta partida e no Mundial como um todo. Nos pênaltis, a goleira Murrieta defendeu duas cobranças e contou com a ajuda do travessão para evitar outro gol brasileiro.

Mais tarde, neste mesmo dia, a RPD da Coreia derrotou a Holanda por 3 a 0 na grande final do torneio. As norte-coreanas conquistaram bicampeonato consecutivo; já as holandesas foram vice-campeãs e ganharam a primeira medalha – aliás, a edição de 2025 teve a primeira participação do país na Copa do Mundo Feminina Sub-17.

O jogo

As equipes entraram em campo motivadas pela disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA 2025. A busca pelo lugar no pódio – um sonho inédito para as brasileiras – foi marcada desde o começo por equilíbrio e lampejos individuais, especialmente de Evelin, pelo Brasil, e Joselyn Solis, pelo México.

As mexicanas assustaram logo aos três minutos, momento em que Samanta Ruiz bateu firme da entrada da área e viu a bola passar perto do gol defendido por Ana Morganti. O lance serviu de alerta para a defesa brasileira, que precisou se reorganizar para conter o ímpeto inicial das adversárias.

A resposta do Brasil mostrou o talento de Evelin, que tentava assumir a responsabilidade ofensiva na ausência das lesionadas Giovanna Waksman e Gi Iseppe. A atacante tabelou com Pepe, invadiu a área e finalizou, mas, ao tentar tirar da goleira, acabou fazendo a bola explodir na trave. A grande chance perdida foi lamentada por Evelin, que enfrentava marcação firme e parecia isolada no ataque – faltava uma parceira para ela entre as zagueiras.

Do outro lado, o México voltou a levar perigo com uma jogada individual de Solis, que fez fila pelo lado esquerdo e driblou suas marcadoras antes de chutar forte. A finalização poderia ter surpreendido qualquer goleira, já que um cruzamento rasteiro seria a decisão mais comum em um lance como esse, mas a brasileira Ana Morganti defendeu com firmeza e manteve o placar zerado. Nos acréscimos, a própria Solis carimbou o travessão em escanteio.

O reinício do jogo após o intervalo trouxe outra grande oportunidade ao Brasil: aos três minutos, Barajas hesitou na zaga e perdeu a bola para Maria, mas a brasileira errou o alvo na finalização. Vinte minutos depois, Evelin cruzou para a pequena área, Kaylane cabeceou, e a bola sobrou com perigo para Gabi Pusch, que chutou muito fraco. Pelo menos, havia um bom sinal: Evelin não estava mais tão sozinha na frente.

Finalmente, a presença de mais atletas no setor ofensivo deu resultado para o Brasil aos 33 do segundo tempo. Gabi Pusch deu um toquinho de cabeça na entrada da área e escorou para Maria, que foi até a linha de fundo e cruzou rasteiro para Kaylane marcar. Um gol batalhado e construído de forma coletiva, mas que coroou também o bom desempenho de Kaylane na Copa do Mundo Feminina Sub-17 de 2025.

No entanto, o destino quis escrever uma nota de rodapé triste para Evelin, que vinha sendo uma das melhores em campo na partida e na competição de modo geral. O México cobrou falta nos acréscimos, levantando a bola para a área, e a brasileira tocou de cabeça na tentativa de afastar e acabou colocando a bola contra a própria rede.

Um empate doloroso para o Brasil, que, apesar do baque, quase alcançou o gol da vitória pouco depois com Marina, mas a goleira mexicana Murrieta salvou em cima da linha – a bola ainda quicou dramaticamente.

A decisão foi para os pênaltis. A goleira brasileira Ana Morganti defendeu a cobrança de Alvarado, mas a adversária Murrieta foi mais feliz, impedindo dois gols do Brasil e contando com a ajuda do travessão para evitar mais um. Quem fechou a conta foi Monroe, convertendo para o México e fechando o placar das penalidades em 3 a 1.

Com a palavra

"Não dá para acreditar, com toda a campanha que a gente fez até aqui. Por mais que seja muito difícil, a gente precisa levantar a cabeça por tudo que construiu até aqui. Quero agradecer às minhas companheiras, é um prazer jogar ao lado de todas, a toda a comissão e ao estafe. Não é o resultado que nós queríamos, mas a nossa vontade nem sempre é a vontade de Deus. Todas nós temos um futuro brilhante pela frente e vamos erguer a cabeça."

– Kaylane, autora do gol do Brasil no tempo regulamentar

"O elenco é totalmente unido, independentemente de qualquer coisa. Se uma erra, a gente sempre vai colocá-la para cima. Foi um prazer jogar com elas. Infelizmente, não vamos mais jogar juntas na Sub-17, mas quero agradecer por tudo mesmo. Somos um grupo totalmente unido."

– Maria, capitã do Brasil neste jogo

"Eu vou lembrar que o Brasil tem totais condições de sempre chegar a momentos decisivos e importantes a nível mundial. O que elas fizeram durante a competição toda foi incrível. Hoje, foi o jogo que a gente menos conseguiu jogar um bom futebol; em todos os outros, a gente quase sempre foi dominante. Deixamos escapar, mas não é demérito. A gente mostrou que sempre pode brigar por algo grande."

– Rilany Silva, treinadora do Brasil

Publicado originalmente pela FIFA em 08/11/2025: México vence Brasil nos pênaltis e é 3º colocado no Mundial Feminino Sub-17 →

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