Carolina Reyna marcou duas vezes na vitória dos Estados Unidos por 17 a 0 sobre Samoa, na Copa do Mundo Feminina Sub-17 de 2026, no Marrocos, e formou com o irmão, Gio Reyna, a primeira dupla de irmã e irmão a marcar pelo país em Copas do Mundo da FIFA, somadas todas as categorias, informou a Claro Sports. Gio tinha marcado na vitória por 4 a 1 sobre o Paraguai, na Copa do Mundo masculina de 2026.
Os dois são filhos de Claudio Reyna e Danielle Egan, que também defenderam os Estados Unidos. O feito une o futebol feminino, as seleções de base e a seleção principal masculina, em competições diferentes.
Carolina começou no banco. A atacante entrou aos 61 minutos e marcou o primeiro gol três minutos depois. Aos 78, fez o segundo com um chute de canhota de perto da área, no ângulo. A goleada foi descrita pela FIFA como a mais ampla já registrada em uma Copa do Mundo.
Os dois gols reforçaram a candidatura dela a um papel maior na equipe da técnica Ciara Crinion. A treinadora destacou a profundidade do elenco e a qualidade da finalização da atacante, e brincou com a possibilidade de Carolina se gabar do gol para Gio.
"Manter a energia e elevá-la ao entrar do banco é o mais importante, e eu queria garantir que faria isso", disse Carolina depois da partida. O objetivo imediato dela é transformar a estreia marcante em mais minutos ao longo do torneio.
A ligação entre os irmãos com a Copa do Mundo começou antes dos gols. Carolina tinha 10 anos quando viu Gio usar a braçadeira de capitão dos Estados Unidos no Mundial Sub-17 de 2019, no Brasil. Sete anos depois, ela chegou ao próprio Mundial e se tornou a primeira irmã de um jogador americano a marcar pelo país em uma Copa do Mundo da FIFA.
O pai, Claudio Reyna, disputou quatro Copas do Mundo pelos Estados Unidos: 1994, 1998, 2002 e 2006. A mãe, Danielle Egan, fez seis partidas pela seleção feminina americana e se destacou no futebol universitário com a North Carolina. Carolina deve entrar no mesmo programa em 2027, um dos mais reconhecidos do futebol universitário feminino.
No futebol masculino, os alemães Fritz e Ottmar Walter marcaram na Copa de 1954, na Suíça. Os holandeses Willy e René van de Kerkhof fizeram gols na Copa de 1978, na Argentina. Os brasileiros Sócrates e Raí marcaram em edições diferentes do Mundial, assim como os dinamarqueses Michael e Brian Laudrup.
No futebol feminino, as norueguesas Ada Hegerberg e Andrine Hegerberg marcaram no mesmo jogo, na vitória por 2 a 1 sobre o Canadá no Mundial Sub-20 de 2012, no Japão. As americanas Kristie Mewis e Sam Mewis deixaram a marca em categorias diferentes: Kristie fez gol no Mundial Sub-17 de 2008, e Samantha marcou pela seleção principal na Copa do Mundo de 2019, na França.
Para a seleção americana sub-17, os dois gols saídos do banco abrem disputa por mais espaço no ataque de Ciara Crinion durante o torneio no Marrocos. Para Carolina, o Mundial é a vitrine antes da chegada à North Carolina em 2027, enquanto Gio segue a carreira profissional.
É atacante da seleção sub-17 dos Estados Unidos, filha de Claudio Reyna e Danielle Egan e irmã de Gio Reyna.
Carolina e Gio são a primeira dupla de irmã e irmão a marcar pelos Estados Unidos em Copas do Mundo da FIFA, somadas todas as categorias.
Ela deve entrar na North Carolina, no futebol universitário americano, em 2027.