Os Estados Unidos estrearam na Copa do Mundo Feminina Sub-17 em 19 de outubro de 2026 com uma vitória por 17 a 0 sobre Samoa, em Salé, no Marrocos, a maior goleada da história das Copas do Mundo em qualquer categoria, informou o Guardian. A atacante Maddie DiMaria marcou seis gols.
O placar superou a maior diferença registrada até então numa Copa do Mundo de futebol de 11, no futebol masculino ou no futebol feminino: os 16 a 0 do Marrocos sobre a Nova Caledônia na Copa do Mundo Masculina Sub-17 de 2025.
Dez jogadoras diferentes marcaram para as americanas, que foram para o intervalo vencendo por 9 a 0 e terminaram a partida com 58 finalizações. Do outro lado, a goleira de Samoa, Susahna Peacock, fez 13 defesas.
A técnica dos Estados Unidos, Ciara Crinion, disse ao site da FIFA que não sabia que o time estava quebrando um recorde, mas que tem muito orgulho do grupo e acha bom que as jogadoras tenham uma marca assim ligada ao nome delas.
DiMaria tem 17 anos, cursa o ensino médio em St. Louis e já tem compromisso para jogar no futebol universitário pela North Carolina. Os seis gols contra Samoa são o recorde dos Estados Unidos para uma única partida e a maior marca de qualquer jogadora num jogo de Copa do Mundo Feminina, em qualquer categoria.
Ela também foi a primeira a marcar seis vezes num mesmo jogo de uma fase final da FIFA desde Erling Haaland, que fez nove gols na Copa do Mundo Masculina Sub-20 de 2019.
“Isso significa tudo, ele é uma inspiração. Ser a próxima depois dele é uma honra enorme. Sou muito abençoada por ter todas essas meninas me encontrando nos lugares certos”, disse DiMaria sobre Haaland.
Na lista de artilheiras do jogo, Carolina Reyna, irmã mais nova do meio-campista Gio Reyna, da seleção masculina dos Estados Unidos, marcou duas vezes. Loradana Paletta, de 15 anos, também fez dois gols.
Samoa disputou a Copa do Mundo Feminina Sub-17 pela primeira vez em 2025. A FIFA ampliou o torneio de 16 para 24 seleções a partir daquele ano e passou a realizar as Copas Sub-17, masculina e feminina, todos os anos até 2029, com o objetivo de priorizar o desenvolvimento das categorias de base.
Samoa é uma das sete seleções que estrearam na competição feminina nas duas últimas edições. Com mais vagas e países em estágios muito diferentes de desenvolvimento, os placares desequilibrados ficam mais frequentes.
O resultado em Salé lembrou os 13 a 0 da seleção principal americana sobre a Tailândia na Copa do Mundo Feminina de 2019, na França. Alex Morgan marcou cinco gols naquele jogo, e críticos acusaram as americanas de exagerar no placar. Aquele Mundial foi o primeiro disputado com 24 seleções.
O segundo jogo das americanas na fase de grupos foi marcado contra o Quênia, que perdeu a estreia por 3 a 0 para a China.
Os Estados Unidos nunca venceram a Copa do Mundo Feminina Sub-17. Chegaram à final na primeira edição, em 2008, e só voltaram a uma semifinal em 2024. A Coreia do Norte é a atual campeã.
A goleada sobre Samoa põe de volta na mesa uma discussão que já tinha aparecido em 2019, na seleção principal: torneios maiores abrem a porta para estreantes, e com elas vêm placares elásticos. Para a FIFA, que aposta em Copas Sub-17 anuais até 2029 para desenvolver a base, o 17 a 0 é o retrato mais visível desse desnível. Para Maddie DiMaria, é um recorde que entra no currículo antes mesmo da chegada ao futebol universitário.
Os 16 a 0 do Marrocos sobre a Nova Caledônia na Copa do Mundo Masculina Sub-17 de 2025.
Seis, o recorde dos Estados Unidos numa partida e a maior marca individual num jogo de Copa do Mundo Feminina, em qualquer categoria.
Não. O melhor resultado foi o vice na primeira edição, em 2008. A Coreia do Norte é a atual campeã.