
A meio-campista Caroline Weir, capitã da Escócia e indicada pela segunda vez seguida à Bola de Ouro, disse que trocaria indicações e gols por uma vaga na Copa do Mundo Feminina 2027, no Brasil, em entrevista publicada neste domingo (25) pela BBC Sport. Aos 31 anos, ela está entre as 30 indicadas ao prêmio, que será entregue na segunda-feira, em Londres.
“Eu trocaria tudo, indicações, gols, para este time chegar a uma Copa do Mundo, e é só nisso que consigo pensar”, afirmou Weir, que chamou a classificação de seu maior objetivo.
O ano deu motivos de sobra. Weir deixou o Real Madrid como maior artilheira da história do clube, transferiu-se para o Lyon, octacampeão europeu, e foi nomeada capitã da Escócia. Pela seleção, marcou 11 gols no ano, com três hat-tricks (três gols numa mesma partida).
Mesmo assim, a escocesa evita falar de si. Tratou a indicação como uma honra, por estar numa lista com tantas boas jogadoras, mas lembrou que a escolha é subjetiva.
A primeira indicação, no ano passado, tem lugar especial para ela. Weir foi a primeira escocesa indicada ao prêmio, no mesmo ano de Scott McTominay, e na temporada em que voltou de uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho. Na cerimônia daquele ano, em Paris, esteve com o marido, Josh.
Weir não jogou a partida de volta contra a República Tcheca, na primeira fase da repescagem europeia para a Copa, porque se machucou no aquecimento. Ainda não voltou a jogar. A Escócia venceu as tchecas e agora enfrenta a Suécia na repescagem.
Antes da lesão, Weir não pretendia ir ao Palladium, em Londres, porque o Lyon recebe a Inter de Milão pela Liga dos Campeões na quarta-feira. Com a lesão, a ida ficou incerta.
Na última concentração da seleção, as companheiras Erin Cuthbert e Claire Emslie entregaram a Weir uma camisa comemorativa pelas indicações seguidas. Emslie, que recebeu uma camisa pela 75ª partida pela seleção, marcou o primeiro gol desde que virou mãe, e Weir a chamou de inspiração.
As duas são amigas há 20 anos. Weir tem 31 e Emslie, 32. Ambas estão entre as seis jogadoras do elenco atual que disputaram a Copa do Mundo de 2019, a que fez história para a Escócia.
A ferida é a de Helsinque, há quase dois anos, quando a seleção de Pedro Martínez Losa ficou fora da Euro 2025. Desde então, Weir repete o desejo de jogar a Copa no Brasil: em março, disse estar quase desesperada pela vaga; em abril, que não queria nada mais no ano; em junho, que fazia tudo para realizar o sonho.
O caminho agora passa pela Suécia, semifinalista nas duas últimas Copas do Mundo.
Para a Escócia, a principal jogadora chega ao confronto decisivo com a Suécia sem esconder que a Copa vale mais que qualquer prêmio individual, mas ainda se recuperando de lesão. A presença dela em campo pesa na chance de a seleção voltar a um grande torneio, e de o Brasil receber uma das meio-campistas mais decisivas da Europa em 2027.
Sim. Ela está entre as 30 indicadas, pela segunda vez seguida.
A Suécia, na repescagem europeia, depois de passar pela República Tcheca.
No Lyon, da França. Ela saiu do Real Madrid como maior artilheira da história do clube.