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Dumornay: Haiti precisa estar no seu melhor contra o México

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Dumornay: Haiti precisa estar no seu melhor contra o México
Foto: FIFA/Reprodução

A um mês e meio de um confronto decisivo contra o México, os sinais ainda estão longe do “vai” para o Haiti. Os rostos da capitã Nerilia Mondesir e da meio-campista ofensiva de destaque Melchie Dumornay contaram a história de dois dias difíceis na França.

As haitianas esperavam mais destes dois amistosos preparatórios disputados antes do confronto único e eliminatório que vai decidir a classificação do Haiti, pela Concacaf, para a Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027™, mas foram goleadas por 5 a 1 pelo Japão e depois por 7 a 1 pela Austrália.

“Esta última derrota dói”, disse Mondesir à FIFA, depois da derrota contra a Austrália. A capitã lamentou especialmente ter sofrido um gol logo no início e várias chances perdidas: “Fizemos coisas boas no primeiro tempo, mas nossos contra-ataques não tiveram convicção. Nossos passes finais poderiam ter sido melhores.”

Apesar da decepção, as duas jogadoras voltaram rapidamente a atenção para o próximo jogo e tentaram tirar lições desta data internacional. Pia Sundhage, técnica da seleção desde fevereiro passado, montou uma programação desafiadora: o Japão, quinto colocado no Ranking Mundial Feminino FIFA/Coca-Cola, e uma Austrália que terminou em quarto lugar na última Copa do Mundo Feminina da FIFA. E isso mostrou o quanto elas ainda precisam avançar para alcançar o mais alto nível.

“No time como um todo, há questões técnicas a corrigir, e a técnica já está trabalhando nisso”, explicou Dumornay à FIFA. Apesar dessas dificuldades, a jogadora do Lyon insistiu na unidade do grupo: “Somos um time, estamos juntas como um só, mas ainda há ajustes a fazer.”

A estrela do OL Lyonnes foi um dos pontos positivos desta data internacional. Depois de se destacar contra o Japão, ela marcou um gol excelente contra a Austrália: partindo do seu próprio campo, deixou toda a defesa das Matildas pelo caminho antes de finalizar com categoria, sem chances para Mackenzie Arnold. Aos 23 anos, ela já soma 30 gols pela seleção.

Embora seja a primeira jogadora que vem à mente quando se pensa no Haiti, a ex-meio-campista do Reims sabe que não pode carregar uma seleção inteira nas costas.

“Sei que não posso fazer o trabalho sozinha”, afirmou. “É um time: é preciso preparar 23, ou talvez até mais, jogadoras. Também vai ser trabalho da Federação e da técnica garantir que, na próxima data internacional, todo mundo esteja pronto e no seu melhor para essa partida, que vai ser decisiva para nós.”

Antes de se reunir com as companheiras de seleção do Haiti, a meio-campista ofensiva volta ao Lyon, onde já parece ter encontrado seu ritmo desde o início da temporada. Em cinco jogos pelo time do Rhône, “Corventina”, como é conhecida, já balançou as redes em oito ocasiões.

Ela também aproveita o equilíbrio que encontrou entre sua vida no Lyon e as partidas pelas Les Grenadieres. Embora o confronto com o México já esteja marcado no seu calendário há algum tempo, ela sabe que, por ora, precisa voltar a atenção para as obrigações no clube.

“O objetivo para mim é saber me desligar, e já tenho maturidade suficiente para saber quando deixar de lado e focar no que é prioridade agora”, explica. Ela resume sua abordagem de forma bem simples: “Hoje, foi a seleção; amanhã, vai ser meu clube.”

Sua rotina no Lyon oferece um ambiente favorável para continuar evoluindo, e ela tem o mesmo desejo de dar o seu melhor com as cores do Haiti. “Também procuro me colocar na melhor posição possível quando estou com a seleção, e faço tudo o que posso para ajudar minhas companheiras.”

Uma Dumornay em boa fase será um trunfo precioso contra o México. Mas o Haiti sabe que o sucesso também vai depender de uma defesa mais sólida, depois de sofrer 12 gols em dois jogos. Para a jogadora do Lyon, se adaptar ao sistema de Sundhage ainda é um grande desafio.

“Temos que assimilar completamente o que a técnica está implementando, e a verdade é que está difícil neste momento: há muitos espaços que as adversárias podem explorar”, avalia. “Mas ainda estamos bem tranquilas, vamos seguir adiante a partir disso e aproveitar os pontos positivos da nossa atuação. Também cabe a nós, jogadoras, assumir a responsabilidade.”

Mondesir compartilha dessa confiança e destacou a “boa relação entre a comissão técnica e as jogadoras”. Para a atacante do Seattle Reign FC, a experiência da técnica vai ajudar o grupo a encontrar o caminho: “Cada técnica tem o seu estilo de jogo; a Pia tem muita experiência, e se seguirmos o plano, as coisas vão dar certo.”

Depois de ameaçar em alguns momentos contra um Japão eficiente, as haitianas também poderiam estar vencendo por 2 a 1 contra a Austrália, se a trave não tivesse salvado as jogadoras de Joe Montemurro. Esses trechos de jogo oferecem motivos para esperança, sem eliminar as fragilidades expostas por essas duas derrotas.

Entre agora e o confronto do mês que vem contra o México, no Texas, Les Grenadieres vão ter que encontrar a solidez que lhes falta. Para abrir as portas para uma segunda Copa do Mundo Feminina consecutiva, elas vão precisar da magia de Dumornay e da força de todo o grupo.

Publicado originalmente pela FIFA em 14/10/2026: Dumornay: Haiti precisa estar no seu melhor contra o México →

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