
O projeto Equidad en la Cancha formou 380 adolescentes de Bogotá e de Puerto Tejada, na Colômbia, e fechou o ciclo em Cali, em 2 e 3 de outubro de 2026, com um torneio chamado Copa Capitanas, informou o DXT Capital.
Por trás da iniciativa estão o Sistema Coca-Cola, a Little Caesars Pizza, o Deportivo Cali Femenino e a Fundación Colombianitos. A proposta é usar o esporte como motor de transformação social e como ferramenta para fortalecer liderança, confiança e autonomia das participantes.
Na Colômbia, milhares de jovens mulheres que sonham em ser atletas crescem diante de barreiras que têm pouco a ver com a capacidade delas e muito com os estereótipos de gênero. Elas têm menos acesso a espaços seguros para praticar esporte, menos apoio para desenvolver o talento e menos chance de projetar um futuro naquilo que as apaixona, embora o país tenha cada vez mais atletas que são referência internacional.
O número que sustenta o diagnóstico vem da Red de Ciudades Cómo Vamos: jovens mulheres que vivem em contextos vulneráveis têm até 40% menos acesso e uso do tempo livre em espaços esportivos públicos do que os homens, por causa de intimidação e da percepção de insegurança. Para os organizadores, a diferença não está no talento, e sim nas oportunidades.
Na fase de preparação, o processo juntou três frentes: treino esportivo, desenvolvimento de habilidades para a vida e educação para a equidade de gênero.
“O propósito vai muito além de formar atletas melhores: buscamos construir ambientes onde os e as jovens aprendam a liderar, a se respeitar mutuamente e a reconhecer que o talento não tem gênero”, afirmou Johana Cerpa, vice-presidente Jurídica e de Assuntos Corporativos da Coca-Cola FEMSA Colombia.
Cada parceiro entrou com uma capacidade diferente. A Fundación Colombianitos trouxe 25 anos de experiência no uso do esporte como ferramenta de desenvolvimento integral. O Deportivo Cali Femenino entrou como referência que inspira novas gerações de mulheres no futebol. O Sistema Coca-Cola partiu da ideia de que o desenvolvimento sustentável só acontece quando é construído junto com as comunidades, e a Little Caesars Pizza, da convicção de que marcas podem gerar oportunidades reais quando põem as pessoas no centro das decisões.
O torneio de encerramento reuniu quatro equipes finalistas, de Ciudad Bolívar e Kennedy, em Bogotá, e de Puerto Tejada. O título ficou com o time Todas en la Cancha, de Ciudad Bolívar.
Fora do resultado, o momento que o projeto destaca é o encontro das participantes com as jogadoras profissionais do Deportivo Cali Femenino. O contato com referências do futebol feminino, dentro de um ambiente esportivo profissional, reforçou a mensagem de que mulheres conseguem se projetar quando têm oportunidade, acompanhamento e espaço que valorize o talento.
Jaime Press, country manager da Little Caesars na Colômbia, disse que ainda existem barreiras que tornam necessário abrir mais oportunidades para que adolescentes e jovens desenvolvam todo o seu potencial.
Para as 380 participantes, o saldo que os organizadores apontam vai além do troféu: treino, formação em equidade de gênero e contato direto com jogadoras de um clube profissional. Para o futebol feminino colombiano, o projeto é um exemplo de clube, marcas e fundação dividindo papéis numa mesma iniciativa voltada a jovens mulheres.
380 adolescentes de Bogotá e de Puerto Tejada, na Colômbia, na fase de preparação do projeto.
O time Todas en la Cancha, de Ciudad Bolívar, em Bogotá, no torneio disputado em Cali em 2 e 3 de outubro de 2026.
O Sistema Coca-Cola, a Little Caesars Pizza, o Deportivo Cali Femenino e a Fundación Colombianitos.