
É, a essa altura, uma história extremamente familiar: uma seleção espanhola demonstra a beleza do esforço coletivo para dissecar e desmontar suas adversárias e avançar em um torneio da Copa do Mundo FIFA™.
O que se viu na Copa do Mundo Feminina FIFA Austrália e Nova Zelândia 2023™ e depois na [Copa do Mundo FIFA 2026™]( FIFA World Cup 2026™ ), com a Espanha se tornando a primeira nação a deter simultaneamente os dois títulos globais principais, voltou a se repetir nas últimas duas semanas na Polônia.
A La Rojita adotou perfeitamente o DNA das seleções principais masculina e feminina para se tornar uma força devastadora na Copa do Mundo Feminina Sub-20 FIFA Polônia 2026™.
Após vencer as três partidas da fase de grupos, com 16 gols marcados e apenas um sofrido, as jogadoras de David Aznar deram sequência ao que vinham fazendo nas fases eliminatórias e derrotaram Portugal com tranquilidade por 2 a 0 para chegar às quartas de final.
Como em todos os jogos anteriores na vitrine global, o espírito de cooperação foi a estrela, com jogadoras como Noa Jimenez, Elene Gurtubay, Rosalia Dominguez e Marisa Garcia construindo a base para que Celia Segura, Pau Comendador e Alba Cerrato entrassem do banco e completassem o serviço.
“A técnica sempre diz que uma jogadora não vence estes torneios de nível tão alto. Em vez disso, quem vence é um time. A verdade é que estamos juntas há vários anos nas categorias de base e é isso que nos foi instilado. E, no final, isso nos recompensa”, disse à FIFA a capitã da Espanha, Noe Bejarano.
“É verdade que temos muito talento individual e isso obviamente conta, mas está muito claro que o mais importante é o time, e vamos seguir com isso até o final”, acrescentou Garcia, que abriu o placar para a Espanha com um chute cruzado após uma jogada elaborada de suas companheiras.
“Desde muito jovens, nos ensinam essa filosofia espanhola de futebol sobre o coletivo”, disse Garcia. “Acho que temos isso muito claro, viemos até aqui para defendê-la até o fim e estamos muito felizes que os resultados estão vindo, defendendo nossa filosofia, e agora vamos em busca de mais.”
É um verdadeiro luxo ter jogadoras como Segura, Comendador e Cerrato (que somam dez gols na Polônia 2026) entrando do banco. Mas Aznar destacou que não faz nenhuma distinção entre titulares e reservas.
“A força do grupo é o que nos faz uma equipe diferente nesta Copa do Mundo e é o que vamos continuar alimentando até o último final”, explicou ele à FIFA.
“Acho que é uma questão de educação, é uma questão de cultura, é uma forma de viver este esporte. Temos muito talento, temos um país que tem a sorte de ter muitas jogadoras de alto nível, e também temos a sorte de que elas sejam muito generosas e coloquem esse talento a serviço do coletivo.
Desde pequenas, tentamos instilar isso nelas, acreditamos que é o caminho para que depois cheguem à seleção principal. Nosso objetivo aqui é prepará-las para que tenham a oportunidade de nos representar em campeonatos internacionais principais, e este é um passo muito importante para elas.”
O próximo desafio da Espanha é um confronto de dar água na boca com o Brasil, que superou os Estados Unidos nos pênaltis após empate por 1 a 1.
“Será um jogo muito difícil, então vamos passo a passo tentando fazer o melhor que pudermos”, acrescentou Aznar. “Estivemos acompanhando o Brasil durante esta fase de grupos. Como sempre, é uma equipe que se destaca muito por suas individualidades. Jogadoras com muito talento, muita habilidade. Será um jogo duro, difícil.”
Publicado originalmente pela FIFA em 15/09/2026: Espanha mostra a força do coletivo mais uma vez →