Redação GINGA36

Copa do Mundo Feminina 2027 dá US$ 2,5 milhões às federações

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Copa do Mundo Feminina 2027 dá US$ 2,5 milhões às federações
Foto: Agência Brasil/EBC

A FIFA aprovou para a Copa do Mundo Feminina 2027, no Brasil, um novo modelo de distribuição de dinheiro que dá US$ 2,5 milhões de preparação a cada uma das 32 federações participantes, informou o Friends of Football. A aprovação saiu do Bureau do Conselho da FIFA depois da reunião do Conselho em Zurique, em 15 de outubro de 2026, e foi anunciada em 22 de outubro.

Qual valor já está confirmado?

O modelo define a estrutura, não a maior parte das quantias. O valor fechado é o da preparação, que a FIFA descreve como equivalente ao da Copa do Mundo masculina de 2026 e que será liberado antes de dezembro de 2026. No total, são US$ 80 milhões, conta feita pelo Friends of Football, não pela FIFA.

Na Copa de 2023, na Austrália e na Nova Zelândia, a preparação somou US$ 30,7 milhões. O aumento é de US$ 49,3 milhões, cerca de 161%.

Esse dinheiro não é premiação. Ele cobre os custos de participação das federações, como períodos de treino, viagens e equipe, e não paga clubes pela liberação de atletas nem vai direto para as jogadoras.

Quanto pode chegar a premiação?

A Sky News informou em 29 de outubro de 2026 que a FIFA pretende dobrar o fundo de premiação para cerca de US$ 220 milhões, o maior da história da competição. O fundo foi de US$ 30 milhões em 2019 e de US$ 110 milhões em 2023. A FIFA aprovou o princípio do aumento, sem anunciar o valor.

Igualar os pagamentos por desempenho da Copa masculina de 2026 exigiria ao menos US$ 511 milhões, segundo a Sky News. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, já havia apontado a igualdade de premiação entre os dois torneios como ambição.

A emissora também relatou que a FIFA espera lucro com a edição de 2027. Pelos princípios aprovados, qualquer sobra do torneio vai para as federações participantes, com uma parte definida reservada às jogadoras. Esse pagamento não é garantido, porque depende do resultado financeiro da competição.

Como o dinheiro chega aos clubes?

O Programa de Benefícios aos Clubes compensa quem formou e liberou as jogadoras que disputam a Copa. A Sky News apontou uma meta de cerca de US$ 22,6 milhões, o dobro de 2023. Naquele ano, o programa distribuiu US$ 11,3 milhões a 1.041 clubes de 48 federações, contra 822 clubes e 39 federações em 2019.

Em 2023, metade do fundo foi para os clubes que liberaram atletas, conforme o número de jogadoras e os dias de torneio. A outra metade foi para os clubes que as treinaram entre os 12 e os 22 anos. O dinheiro passou pelas federações e, pela regra da FIFA, se destina ao desenvolvimento do futebol de meninas e mulheres. O método de 2027 pode ser diferente.

O exemplo publicado pela própria FIFA é o da australiana Charlotte Grant. A participação dela em 2023 gerou US$ 27.537,03, divididos entre seis organizações, de US$ 13.081,35 para o Vittsjö GIK a US$ 722,78 para o Blacktown Spartans. Três das seis são entidades australianas de formação, bem abaixo do futebol profissional.

O alcance tem limite. Só recebem os clubes ligados a jogadoras que chegam à Copa, e dobrar o fundo não dobra cada pagamento, porque o número de clubes e o cálculo também pesam.

O que muda para as jogadoras?

A Copa de 2023 criou pagamentos mínimos garantidos a cada atleta, para que o dinheiro não dependesse só da divisão feita por cada federação. A FIFA aprovou mínimos maiores para 2027, sem divulgar a nova tabela. Segundo a Sky News, a entidade também quer melhorar o processo de pagamento, depois de queixas sobre atrasos após o último torneio.

O modelo ainda prevê dinheiro para federações que disputam as eliminatórias e não chegam ao Brasil. A Sky News relatou que os planos em estudo alcançariam mais de 140 países, com pagamentos que beneficiam as jogadoras deles.

O que ainda não se sabe

O que muda

O dinheiro da Copa de 2027 passa a correr por quatro canais: preparação para as federações, premiação por desempenho, pagamento garantido às jogadoras e compensação aos clubes. Para a seleção, o reforço chega antes do torneio; para a atleta, a promessa é de valor maior e pagamento mais claro; para o clube que formou uma jogadora, o trabalho de anos pode render dinheiro mesmo depois da saída dela. A reunião de dezembro de 2026 vai mostrar quanto passa por cada caminho.

Para entender

Os US$ 220 milhões de premiação estão aprovados?

Não. O valor é a meta informada pela Sky News. A FIFA aprovou os princípios da distribuição e deve definir as quantias em dezembro de 2026.

Quanto cada jogadora recebeu na Copa de 2023?

Os mínimos iam de US$ 30 mil, para quem caiu na fase de grupos, a US$ 270 mil, para as campeãs. Os valores correspondiam à colocação final e não se acumulavam a cada fase.

Clube pequeno pode receber dinheiro da Copa?

Pode, se treinou entre os 12 e os 22 anos uma jogadora que chegou ao torneio. A maioria dos clubes não se qualifica, porque tudo depende dessa ligação.

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