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Fujino: quero liderar o ataque do Japão

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Japão em ação.
Foto: Divulgação/FIFA

A Copa da Ásia Feminina, com 12 seleções, acontece na Austrália de 1º a 21 de março. O torneio também serve de eliminatória da AFC para a Copa do Mundo Feminina da FIFA, e a Ásia tem seis vagas diretas, além de outras duas disponíveis pelo Torneio de Repescagem.

Pouco mais de dois anos atrás, o sonho de Aoba Fujino de conhecer Sydney foi interrompido de forma abrupta. No mês que vem, a jogadora de 22 anos vai à Austrália com o desejo ardente de corrigir os erros da edição anterior da Copa do Mundo Feminina da FIFA e garantir a classificação do Japão para a edição seguinte, sediada no Brasil no ano que vem.

Segunda integrante mais jovem da seleção Nadeshiko no torneio cossediado por Austrália e Nova Zelândia em 2023, Fujino se tornou a artilheira mais jovem da história do Japão ao marcar contra a Costa Rica na segunda partida da fase de grupos de sua seleção.

Depois de passar pela fase de grupos com campanha perfeita, incluindo uma vitória avassaladora por 4 a 0 sobre a Espanha, o Japão superou a Noruega nas oitavas de final antes de perder por 2 a 1 para a Suécia nas quartas de final.

Com as cinco partidas disputadas na Nova Zelândia, a seleção ficou a um passo de chegar à final, no Stadium Australia, em Sydney.

Esse será o mesmo palco da final da Copa da Ásia Feminina do mês que vem, torneio que, pela última vez, também vai valer como eliminatória para a Copa do Mundo Feminina.

Enquanto o Japão busca o terceiro título continental, a seleção sabe que também há um prêmio muito maior em jogo sob o comando do técnico Nils Nielsen, como Fujino detalha à FIFA.

“Saber que é um torneio em que podemos conquistar uma vaga para a Copa do Mundo torna tudo incrivelmente interessante, e o técnico sempre nos diz para sermos confiantes, sermos corajosas e acreditarmos em nós mesmas.

“Existe agora um ambiente em que todo mundo tenta ser positivo e proativo.”

A primeira tarefa da Nadeshiko no torneio de 12 seleções será superar um grupo que reúne Taipé Chinês, Índia e Vietnã.

Com a Ásia tendo seis vagas diretas para o Brasil 2027, as seleções que vencerem suas quartas de final vão carimbar o passaporte para a América do Sul.

Como há ainda outras duas vagas possíveis pelo Torneio de Repescagem, chegar às quartas de final é o mínimo exigido do Japão.

Depois de ter perdido a edição anterior da Copa da Ásia Feminina por lesão, o próximo torneio é especialmente importante para Fujino.

A atacante sabe, porém, o quanto será desafiador competir em uma das confederações mais equilibradas do futebol feminino.

“Estou muito animada para o torneio, mas na Ásia as seleções são mais equilibradas, então é bem difícil criar chances e vencer.”

Fujino, porém, tem uma visão clara do papel que pretende cumprir na Copa da Ásia, em que quer se lançar ao ataque, criar chances e marcar gols.

“Abrir o jogo com dribles ou passes é um dos meus pontos fortes. Quero liderar o ataque com movimentação para a frente.”

Revelada nas categorias de base do Tokyo Verdy Beleza, clube de sua cidade natal, Fujino hoje defende o Manchester City, potência inglesa.

O clube se tornou uma espécie de destino para jogadoras japonesas nos últimos anos, com as também companheiras de seleção Yui Hasegawa e Ayaka Yamashita indo de Manchester para a Austrália na Copa da Ásia Feminina.

Com sua recuperação de lesão seguindo de forma positiva, outra estrela do City, a australiana Mary Fowler, deve ser um dos destaques do torneio em casa.

Enfrentar sua companheira de clube no nível de seleções é uma perspectiva que Fujino aprecia, como ela explica à FIFA.

“É meio de brincadeira, mas a gente fala coisas como ‘o Japão é forte, então seria legal se encontrar na final’, mas ela me diz que a Austrália tem praias lindas, e a gente fala que seria bom ir ao mar um dia.”

Os oceanos do Brasil também não são nada mal, e é lá que Fujino mira estar no ano que vem, quando o Japão vai buscar um segundo título mundial, caso passe com segurança pelas eliminatórias continentais.

Lá, ela pretende usar a frustração de seu último torneio no hemisfério sul como estímulo para um sucesso ainda maior no próximo.

“Quando não conseguimos passar das quartas de final, foi um momento que me fez olhar para mim mesma e voltar ao básico. Isso me fez perceber que ainda preciso crescer.”

“Pouco a pouco, fui aprendendo o que significa carregar a responsabilidade de representar meu país,”

“agora [no Brasil] quero ser uma figura central, que lidera o time e que consegue entregar resultado quando as coisas ficam difíceis.

“Quero que minhas companheiras me vejam como alguém em quem podem confiar. Para isso, preciso continuar produzindo resultados no ataque, sempre.”

Publicado originalmente pela FIFA em 18/02/2026: Fujino: quero liderar o ataque do Japão →

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