
A vimos pela última vez sorrindo de orelha a orelha no pódio da Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA República Dominicana 2024™. Em Santo Domingo, Kennedy Fuller ajudou os Estados Unidos a conquistar a medalha de bronze, a primeira da seleção na competição em 16 anos, antes de receber a Chuteira de Prata da adidas após marcar quatro gols e dar três assistências no Caribe.
Dois anos depois, a talentosa meio-campista está de volta ao palco mundial com os Estados Unidos. Depois de um início lento no torneio, com apenas um ponto nos dois primeiros jogos, as americanas finalmente encontraram seu ritmo diante da Nova Zelândia, golearam por 9 a 0 e garantiram vaga nas oitavas de final, um cenário que parecia distante no apito inicial.
“É, quer dizer, estou muito orgulhosa das garotas. Acho que a gente cresceu muito ao longo deste torneio, e é tudo que posso pedir como companheira de equipe e capitã. Acho que todos os gols foram resultado do ótimo trabalho em equipe, e estou muito feliz por este time”, disse Fuller à FIFA.
Não havia dúvida: cada jogadora americana deixou sua marca em campo em Sosnowiec, e Fuller estava no centro disso. Além dos passes precisos e do trabalho incansável para recuperar a bola, a jogadora do Bay FC, da National Women's Soccer League (NWSL), também fez um hat-trick espetacular. Mas, como ela bem apontou, foi a conexão entre as jogadoras que tornou possível uma atuação quase perfeita, com os Estados Unidos explodindo logo no início da partida.
“Acho que dissemos antes do jogo que queríamos ser bem dominantes e ter controle da partida, e acho que fizemos um trabalho muito bom nisso”, acrescentou. “Depois que abrimos o placar, nossa atuação só foi construindo em cima daquele domínio. De novo, estou muito orgulhosa do meu time.”
Dois anos depois de se destacar em uma Copa do Mundo da FIFA, a ex-jogadora do Angel City FC pode parecer, à primeira vista, praticamente a mesma. Aos 19 anos, ela ainda usa seus coques da sorte, os "coques de guerreira", como ela os chama, enquanto sua energia no meio-campo e sua qualidade técnica permanecem firmemente intactas. E, claro, aquele sorriso contagiante continua sendo parte fundamental do pacote.
O contexto, porém, é bem diferente. Fuller cresceu, seu futebol evoluiu, e sua influência dentro do elenco Sub-20 dos Estados Unidos é maior do que nunca. Desta vez, ela chegou à Polônia usando a braçadeira de capitã.
Fiel ao seu estilo de liderança, e apesar de ter acabado de marcar um hat-trick memorável e ter sido eleita a Visa Jogadora da Partida, Fuller demonstrou pouco interesse em falar sobre si mesma. Plenamente consciente de que sua equipe acabara de registrar a maior vitória da história dos Estados Unidos na Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA™, a meio-campista só queria dividir os elogios. Se pudesse cortar seu troféu individual em 21 pedaços iguais, provavelmente teria feito isso.
“De novo, o mérito foi todo das minhas companheiras de equipe. Eu só estava no lugar certo, na hora certa, e elas fizeram um ótimo trabalho me colocando na melhor posição para ter sucesso. De novo, parabéns a todas. Os nove gols foram simplesmente lindos.”
E agora, tendo garantido vaga entre as melhores terceiras colocadas, as americanas enfrentarão um impressionante Brasil nas oitavas de final, em Katowice, na próxima quarta-feira. Fuller só descobriu a identidade da próxima adversária quando chegou à zona mista, mas o desafio certamente não a assusta.
“Mas, de novo, esta equipe está construindo algo tão especial neste torneio. Estamos tentando lembrar a nós mesmas que não importa como você começa, e sim como você termina.”
Publicado originalmente pela FIFA em 11/09/2026: Fuller: esta equipe está construindo algo especial →