Muita coisa mudou em pouco menos de um ano para Giulia Galli. A atacante da Itália agora tem um novo clube e ambições renovadas desde seus feitos impressionantes na Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA Marrocos 2025™. Ainda assim, ela está de volta disputando um torneio de base da FIFA, embalada por sua atuação notável no Marrocos, onde conquistou a Chuteira de Bronze da adidas, com cinco gols e uma assistência registrados.
A jovem de 18 anos vive um momento frutífero na Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA Polônia 2026™, depois de ajudar a Itália a terminar em primeiro no grupo, à frente de Japão, Estados Unidos e Nova Zelândia.
Assim como as Azzurrine aguardam ansiosas pelo confronto das oitavas de final contra a China, Galli também se prepara para o próximo capítulo da carreira. Quando o torneio terminar, ela se junta às campeãs europeias do Barcelona, que a contrataram da Roma por um contrato de quatro anos. Em entrevista à FIFA, Galli diz estar ansiosa para dar um passo importante em todas as frentes.
Está tudo indo muito bem. Este é um lugar lindo, temos um elenco fantástico e há muita coisa para se animar. Estamos ansiosas para avançar para a próxima fase agora. Sabíamos como as equipes que enfrentamos eram fortes. Os Estados Unidos, por exemplo, são um celeiro quando o assunto é futebol feminino. No entanto, nossa abordagem é a mesma em cada partida, porque todas são muito importantes.
As seleções italianas são reconhecidas pela paixão que mostramos em campo e pelo nosso estilo de jogo. Como equipe, nunca desistimos e todas acreditamos até o último segundo. Temos nossas características individuais e formas diferentes de fazer as coisas, e quando você junta tudo isso, forma uma mistura muito especial. Nossa principal força é a união dentro do grupo, que é a coisa mais importante dentro e fora de campo.
Claro. Como costumo dizer, a estrutura da seleção é como uma família. Obviamente, a gente tende a admirar as jogadoras da equipe principal e se inspirar nelas, e é importante para nós encontrar o espírito certo para seguir os passos delas.
Há muitas jogadoras na seleção principal que eu assisto desde criança, e sempre tentei tirar algo útil delas que possa me ajudar no presente e no futuro. Elas tiveram um papel importante na história do futebol feminino italiano e são um exemplo para nós.
Acho que meu jeito mudou, porque cresci como pessoa em geral. Sinto que estou mais assertiva e mais confiante, e tento levar essas qualidades para o campo também, para que eu e minhas companheiras possamos dar o nosso melhor. Espero também ter evoluído do ponto de vista futebolístico desde a Copa do Mundo Sub-17.
Obviamente, estou muito feliz e honrada por ter assinado com o clube. Estou ansiosa para começar e ver como é. Espero descobrir coisas novas sobre mim mesma e espero melhorar o máximo possível.
Giulia Dragoni fez muito por mim. Ela sempre me ajuda e sou imensamente grata a ela. Ela sempre é um pilar de apoio nos momentos difíceis. Fico feliz em ver como a carreira dela está progredindo.
Sempre assisti à Copa do Mundo. O planeta se une quando essas competições acontecem. No momento, estou focada neste torneio, dando o meu melhor e ajudando a equipe. Seria um sonho realizado estar envolvida. Todas nós gostaríamos de estar lá e trabalhamos por esse objetivo todos os dias. O Brasil produziu vários ícones do futebol, mas também é um país lindo, com uma cultura fascinante, que eu adoraria conhecer.
Espero estar mais perto da melhor versão de mim mesma.
Publicado originalmente pela FIFA em 15/09/2026: Galli: a Itália tem uma mistura muito especial →