— Tony Gustavsson assumiu o comando da seleção sueca no ano passado
— Com as eliminatórias pela frente, ele tenta levar o país à Copa do Mundo
— Swedes set to begin Women’s World Cup qualifying campaign
Tony Gustavsson sabe o que é preciso para moldar uma equipe capaz de disputar o título da [Copa do Mundo Feminina da FIFA™](fifa.com/pt/articles/copa-mundo-feminina-2027-quando-onde-informacoes).
Nas edições de 2015 e 2019, ele foi auxiliar técnico de Jill Ellis na seleção dos Estados Unidos que foram bicampeões. No torneio de 2023, ele foi o técnico da semifinalista Austrália. A emocionante campanha das Matildas, que encantou a nação australiana, terminou com a derrota para a Suécia na disputa pelo terceiro lugar.
Agora, três anos depois, Gustavsson não poderia estar mais orgulhoso: ele assumiu o comando da seleção escandinava após a UEFA Euro Feminina de 2025.
“Desde que comecei a treinar, há 25 anos, sempre sonhei em um dia estar ao lado dos treinadores, jogadoras e torcedores, cantar o hino nacional sueco e ser o técnico da seleção”, disse à FIFA. “Quando me ofereceram o cargo, não hesitei nem por um segundo. Esse é o tipo de oportunidade que aparece apenas uma vez na vida. É um privilégio e uma honra representar meu país, trabalhar com essas jogadoras incríveis e também me conectar com os torcedores.”
A jornada da Suécia rumo à Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil, começa com dois jogos fora de casa no Grupo A1. Elas enfrentarão a Itália na terça-feira e, quatro dias depois, vão encarar a Sérvia.
Tony Gustavsson: Há muita energia, muita empolgação, com as eliminatórias para a Copa do Mundo prestes a começar. E, obviamente, nós, os treinadores, que passamos três meses planejando isso e não encontrávamos as jogadoras há tanto tempo, também estamos muito animados.
A primeira coisa que me vem à mente é a união. Há um espírito coletivo muito forte, que foi construído muito antes da minha chegada. Há jogadoras de gerações que estabeleceram isso na seleçã sueca por décadas. Elas sabem o que significa representar o país, o que significa fazer parte desta equipe.
Se pensarmos mais especificamente em termos de futebol, acho que nossa força física é um diferencial. Temos uma mentalidade de defender agressivamente e pressionar com intensidade. Depois, há a velocidade de transição, e a Suécia é uma equipe muito forte em bolas paradas, historicamente.
O que também me anima é que, embora tenhamos perdido algumas jogadoras de muita experiência nas últimas duas listas, conseguimos introduzir muitas estreantes, jogadoras jovens, e mostramos que ainda podemos competir. Temos essa mistura entre experiência e jogadoras jovens, energéticas e promissoras.
Stina é uma das jogadoras que personifica esta equipe. Ela é uma camisa 9, é artilheira, tem experiência em jogos de alto nível, mas ainda se dedica à defesa como ninguém. A pressão que ela exerce sobre as adversárias, recuperando a bola, recompondo a marcação, pressionando a goleira... Acho que quando nossa camisa 9 faz isso, todas as outras seguem seu exemplo.
Bom, se treinar a seleção do seu país é uma oportunidade única, poder treinar uma seleção anfitriã da Copa do Mundo também é algo semelhante. Ver o crescimento do esporte, a trajetória do futebol feminino naquele país e ter o privilégio de fazer parte disso... Isso nos lembra que o futebol vai muito além dos 90 minutos em campo. Foi algo muito maior que um simples torneio de futebol.
Ver o estádio em Sydney lotado e com ingressos esgotados na partida de estreia da Austrália é, obviamente, uma lembrança inesquecível. Mas é impossível esquecer a disputa de pênaltis contra a França nas quartas de final [a Austrália venceu por 7 a 6 após a disputa ir para a 20ª cobrança]. Foi uma montanha-russa de emoções que jamais esquecerei!
Tive o privilégio de estar nas Olimpíadas de 2016 no Brasil e sei o quanto aquele país respira futebol. E, na verdade, acho que é normal sonhar e visualizar a Copa do Mundo agora. É preciso ter isso como motivação. É fácil dar a resposta clichê e dizer: "Precisamos nos classificar primeiro, um jogo de cada vez..." Como técnico, como jogador, como torcedor, você precisa se permitir sonhar, sentir o cheiro e a atmosfera daquela Copa do Mundo, porque isso vai te motivar a se classificar.
É exatamente isso que eu espero e com o que sonho. E sei que as jogadoras e os torcedores também. Sempre fui uma pessoa que adora competir. E não fujo de um desafio. Na verdade, adoro desafios difíceis. Sabemos que a competição no futebol feminino hoje em dia é enorme. Muitas equipes podem vencer. Vimos isso na última Eurocopa, por exemplo. Mas quando competirmos, vamos dar o nosso melhor. E me permito sonhar.
Publicado originalmente pela FIFA em 26/02/2026: Gustavsson: "Suécia pode sonhar com o título" →