A seleção da Irlanda venceu o Cazaquistão por 4 a 0 em Cork, na terça-feira, 13 de outubro de 2026, e fechou a semifinal da repescagem com 12 a 0 no agregado, informou a BBC Sport. A adversária na final, que vale vaga na Copa do Mundo Feminina 2027, é a Polônia, e o jogo de volta será em dezembro, no Aviva Stadium, em Dublin.
A República da Irlanda já tinha vencido a ida por 8 a 0, em Astana. Com a vantagem, a equipe da técnica Carla Ward passou sem sustos pela semifinal e agora está a dois jogos de mais uma Copa do Mundo. O lema do grupo resume a conta: duas partidas vencidas, duas por vencer.
O retrospecto da Irlanda no Páirc Uí Chaoimh, em Cork, é perfeito: quatro jogos, quatro vitórias nos últimos dois anos. Mesmo assim, a federação escolheu o Aviva Stadium para a decisão, como fez em outros jogos grandes da seleção feminina ao longo dos anos.
O último jogo da equipe no Aviva foi uma vitória por 1 a 0 sobre a própria Polônia, em abril de 2026. O gol foi da meio-campista Marissa Sheva, e o resultado garantiu o terceiro lugar no grupo e a condição de cabeça de chave na repescagem. Aquela partida reuniu mais de 18.200 torcedores, e a expectativa é de público bem maior em dezembro. Ward pediu o maior público da história da seleção para atravessar a final.
O estádio também guarda uma lembrança ruim. Foi ali que a Irlanda perdeu para o País de Gales a repescagem da Euro 2025, em dezembro de 2024. Ward pediu à imprensa que esqueça aquele jogo no próximo período de convocação e disse que não vai usá-lo como combustível, porque considera que o time evoluiu muito desde então.
As duas seleções se conhecem bem. Dividiram o Grupo A2 das eliminatórias e se enfrentaram duas vezes em abril de 2026. A Irlanda venceu a primeira por 3 a 2, em Gdansk, no dia 14, e a segunda por 1 a 0, em Dublin, quatro dias depois. Foram as duas primeiras vitórias irlandesas no grupo.
O caminho polonês até a final foi bem mais apertado. A Polônia, sete posições atrás da Irlanda no ranking da FIFA, empatou com a Bélgica por 3 a 3 no agregado e avançou nos pênaltis, por 4 a 3. Agora está a dois jogos da primeira Copa do Mundo da sua história, e Ward acredita que as polonesas vão a Dublin em busca de revanche.
"Nós as conhecemos, elas nos conhecem, e está tudo pronto para um bom jogo. Sabíamos que, se tirássemos uma dessas duas, seria o sorteio mais difícil. Isso é fato", disse a técnica.
Ward afirmou ainda que a Polônia jogou contra a Bélgica do mesmo jeito que jogou contra a Irlanda na fase de grupos, e que o time irlandês hoje tem profundidade e disputa por posição. Para ela, o que vai pesar é foco, preparação e a união do grupo. A técnica pediu que as jogadoras pensem primeiro em si mesmas nas próximas semanas para chegar prontas, enquanto a comissão terá seis semanas de trabalho nos bastidores.
Se passar pela Polônia, a Irlanda volta à Copa do Mundo e, de quebra, enterra no mesmo Aviva Stadium a derrota para o País de Gales que ainda pesa sobre o grupo. Para a Polônia, a final é a chance de estrear em um Mundial depois de perder os dois jogos para as irlandesas nas eliminatórias.
Em dezembro, no Aviva Stadium, em Dublin.
Goleando o Cazaquistão: 8 a 0 em Astana e 4 a 0 em Cork, 12 a 0 no agregado.
Não. Se vencer a Irlanda, disputa a primeira da sua história.