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Jimenez, da Espanha, tem orgulho de se destacar

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Noa Jimenez, na Copa do Mundo Feminina da FIFA.
Foto: Divulgação/FIFA

Não demora muito para Noa Jimenez chamar a atenção sempre que a Espanha entra em campo. Nada mais apropriado: é a visão dela, algo que facilmente poderia ter se tornado um obstáculo, que virou parte da sua marca registrada e um símbolo da crença de que nada deve impedir ninguém de aproveitar o jogo bonito.

Jimenez faz parte do elenco da La Roja na Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA Polônia 2026™, onde a equipe de David Aznar avançou para o mata-mata com três vitórias em três jogos. A próxima partida é um confronto das oitavas de final contra a rival ibérica Portugal, nesta quarta-feira, em Katowice.

Refletindo sobre a infância, o desenvolvimento e a trajetória até aqui, a lateral de 18 anos falou com exclusividade à FIFA sobre sua história, suas ambições e o objetivo comum de uma seleção espanhola que espera repetir o feito da geração campeã da Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA Costa Rica 2022™.

FIFA: Esta é sua segunda Copa do Mundo, depois de ter atuado pela Sub-17 no Marrocos 2025. Como está sendo a experiência na Polônia?

Noa Jimenez: Estamos muito felizes com como as coisas têm ido até aqui. Nosso principal objetivo era terminar em primeiro no grupo, e conseguimos fazer isso. Agora só queremos aproveitar o mata-mata.

No Marrocos 2025, a Espanha foi eliminada nas oitavas de final. Como você olha para aquela experiência?

Mesmo tendo sido eliminadas cedo, ainda olho para aquilo de forma positiva, porque acho que fizemos um bom torneio e tenho orgulho do que conquistamos. Todas nós sentimos algo parecido, mas, no meu caso, fui tomada pela tristeza e pela frustração, foi difícil de engolir. Mas experiências assim também ajudam a aprender e a crescer, como jogadora e como pessoa.

Não é comum ver uma jogadora usando óculos de proteção em campo. Por que você precisa deles, e há quanto tempo os usa?

Uso óculos desde os cinco anos porque sou míope, e uso óculos de proteção para jogar futebol desde os seis anos, quando comecei a jogar.

Como foi se adaptar a usá-los, e como isso mudou ao longo dos anos?

Não tive nenhum problema para me adaptar aos óculos. No início, eu os usava por necessidade, mas, com o tempo, eles se tornaram uma parte importante de quem eu sou. Hoje me sinto estranha sem eles.

Eles têm alguma característica especial?

Eles são feitos para o esporte: o material garante que, se eu levar uma pancada ou for atingida pela bola, nem a armação nem as lentes vão quebrar.

Seus óculos são rosa-fúcsia em homenagem à sua mãe, que também tem deficiência visual. O que essa cor significa para você?

Uso essa cor desde pequena. O fúcsia é uma das cores que minha mãe consegue ver com mais clareza. A visão dela é muito limitada, é quase como se ela olhasse através de um túnel. Basicamente, ela só consegue distinguir entre cores claras e escuras. Usar óculos dessa cor significa que, desde que eu não esteja muito longe, ela consegue me identificar entre as minhas companheiras de equipe. Se eu estiver do outro lado do campo, meu pai diz a ela onde estou, para que ela consiga me acompanhar, e explica o que está acontecendo na partida.

Eles estão aqui na Polônia te apoiando durante o torneio?

Sim, meus pais vieram. O resto da minha família está assistindo de casa e me mandando mensagens para dizer o orgulho que sentem de mim.

Você tem só 18 anos, mas sua história pode inspirar outras pessoas em situações parecidas. Que mensagem você mandaria para elas?

Quero que elas saibam que, quaisquer que sejam os desafios que enfrentem, eles não precisam ser um obstáculo. É preciso abraçá-los com orgulho como parte de quem você é, seja usando óculos, tendo uma prótese ou estando numa cadeira de rodas. Existe um esporte para todo mundo: basta trabalhar duro e aproveitar o que você faz.

Qual é o objetivo na Polônia 2026 agora que vocês chegaram ao mata-mata?

Estamos trabalhando para o nosso objetivo, que é vencer a Copa do Mundo.

Você atuou contra a Nova Caledônia, mas ficou no banco nas outras partidas. Como você encara esse papel e ainda assim contribui com a equipe?

Quero usar tudo o que aprendi ao longo dos anos para ajudar a equipe. Esteja dentro ou fora de campo, é preciso se manter positiva e apoiar as companheiras, para que a equipe jogue o seu melhor e alcance nosso objetivo.

O que você espera conquistar na sua carreira no futebol?

Tenho a sorte de estar disputando minha segunda Copa do Mundo, mas, desde pequena, sonho em jogar pelo time principal do Barcelona e representar a seleção principal da Espanha. Estou trabalhando duro para realizar esses sonhos.

Publicado originalmente pela FIFA em 14/09/2026: Jimenez, da Espanha, tem orgulho de se destacar →

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