
A goleira espanhola [Misa Rodríguez](/atleta/misa-rodriguez), que também defende a seleção da [Espanha](/selecao/espanha), virou a primeira jogadora penalizada pela aplicação mais rígida da regra do toque de mão depois de uma reposição de bola, segundo reportagem do Marca, publicada nesta quinta-feira, 1 de outubro de 2026. O lance aconteceu aos 87 minutos de uma partida, a partir de um mal-entendido com Williamson.
Rodríguez havia reposto a bola em jogo com o pé. Mas Williamson entendeu que a reposição tinha sido feita com a mão, e tocou a bola com a própria mão para colocá-la na entrada da pequena área e cobrar o tiro de meta ela mesma. Só que a bola já estava em jogo, porque o toque de Rodríguez tinha sido com o pé. A árbitra interpretou a mão de Williamson como falta dentro da área e assinalou pênalti.
Em julho de 2026, Roberto Rosetti, chefe da arbitragem da UEFA, informou que lances como o de Marc Pubill passariam a ser sempre marcados como pênalti. A referência é ao episódio da última Liga dos Campeões, entre o Barcelona e o Atlético de Madrid, envolvendo Marc Pubill e Musso. A partir daquele aviso, qualquer toque de mão numa bola já em jogo, depois de uma reposição, passou a ser sancionado com pênalti, independentemente da intenção de quem tocou. Rodríguez se tornou a primeira jogadora a sentir, na prática, o efeito dessa mudança, segundo o Marca.
O episódio reforça o aviso que a UEFA já tinha dado em julho de 2026: depois de qualquer reposição de bola, o toque de mão dentro da área vira pênalti automático, sem espaço para discutir a intenção de quem tocou. Goleiras e jogadoras de linha passam a ter de redobrar o cuidado nesses lances, porque o precedente de Marc Pubill deixou de ser caso isolado e virou critério fixo de arbitragem, valendo também para o futebol feminino.
Depois de qualquer reposição de bola, um toque de mão dentro da área passa a ser sempre marcado como pênalti, mesmo que quem tocou não tivesse intenção de jogar a bola.
Do lance do jogador Marc Pubill na última Liga dos Campeões, entre o Barcelona e o Atlético de Madrid, citado por Roberto Rosetti, chefe da arbitragem da UEFA, como o caso que definiu a nova interpretação.
Porque entendeu, de forma equivocada, que Misa Rodríguez tinha reposto a bola com a mão, quando na verdade Rodríguez havia usado o pé.