
Juana Ortegon já tem um currículo internacional considerável: aos 20 anos, ela se prepara para a quarta grande vitrine global da carreira. Uma das jogadoras que mais se destacaram pela Colômbia na Copa do Mundo Sub-17 Feminina da FIFA 2022™, ela também fez parte dos elencos das edições Sub-20 de 2022 e 2024, sendo esta última disputada em casa. Na Polônia, neste ano, a jogadora do Independiente Santa Fe vestirá a braçadeira de capitã, um reflexo de sua estatura e de sua influência dentro de uma seleção que continua dando passos largos. Ortegon é o coração do meio de campo de Carlos Paniagua, onde seu estilo de jogo espelha sua personalidade fora de campo: generosa, comprometida e apaixonada. Depois da campanha elogiável de La Tricolor na última Copa do Mundo Sub-20 Feminina da FIFA™, na qual a equipe acabou caindo nos pênaltis por 3 a 0 para a Holanda nas quartas de final após um empate por 2 a 2, a Colômbia está determinada a ir ainda mais longe desta vez. Não falta talento à disposição da seleção, com um núcleo experiente que inclui várias jogadoras que já provaram o futebol internacional adulto. Enquanto nomes como Linda Caicedo, Mayra Ramirez e Leicy Santos sonham com a glória na Copa do Mundo Feminina da FIFA™ do ano que vem, no Brasil, a nova geração da Colômbia vai buscar mostrar sua força na Polônia 2026, onde estreia no dia 5 de setembro no Grupo E ao lado de Costa Rica, Coreia do Norte e Portugal.
FIFA: O que significa ter representado seu país em três Copas do Mundo? Juana Ortegon: Tem sido uma jornada muito recompensadora. Quando olho para trás, vejo o quanto aquela garota de 15 anos cresceu e evoluiu. Essas experiências me ensinaram muito sobre o futebol profissional e me deram uma perspectiva completamente diferente sobre o jogo. Tem sido uma oportunidade muito valiosa. Desenvolvemos não apenas como jogadoras, mas também em caráter e em habilidades de liderança. Agora, como capitã da seleção Sub-20, espero colocar isso em prática em outro palco de Copa do Mundo.
A Colômbia sediou a última Copa do Mundo Sub-20 Feminina. O que você aprendeu com essa experiência? Tivemos um apoio incrível. Jogar em estádios lotados, aprender a lidar com esse tipo de pressão e administrar as emoções que sentimos em campo foram algumas das maiores lições que tiramos daquele torneio. Agora posso recorrer a essa experiência, e acho que isso faz uma diferença real.
O que significa para a equipe ter várias jogadoras que já têm experiência de disputar esse torneio? Isso agrega muito e deixa a equipe bem mais forte. Formamos a espinha dorsal do time e todas nós abraçamos essa responsabilidade. Significa que nossas companheiras se sentem apoiadas, porque sabem que várias de nós já vivemos a Copa do Mundo antes. Essa continuidade é importante, porque traz mais maturidade ao grupo e nos ajuda a encarar cada partida da forma certa.
Como você vê seu papel de liderança dentro da equipe? É algo que venho melhorando e continuo trabalhando, para não sentir o peso da responsabilidade, mas sim enxergar isso como uma chance de apoiar quem está ao meu redor. Eu as incentivo a me verem como alguém a quem podem recorrer sempre que precisarem. Sou uma líder que se importa com suas companheiras e que sempre tenta liderar pelo exemplo.
Quais objetivos você traçou para o torneio? O mais importante para nós é representar nosso país da melhor forma possível. Sempre dizemos que jogamos para vencer, mas numa Copa do Mundo é preciso ir jogo a jogo. É um torneio imprevisível, então estamos focadas em encarar cada desafio conforme ele vem e ir o mais longe que pudermos.
O que significa para você ter tantas jogadoras de ponta dando o tom na seleção principal? Elas são exemplos e uma fonte constante de inspiração para nós. Já cruzei caminhos com elas em vários momentos e sempre tento absorver o máximo possível desses encontros. São profissionais de verdade que sempre se esforçam para dar tudo por seu país. Acho que precisamos estar prontas, porque, a qualquer momento, podemos nos ver jogando ao lado delas ou tendo que dar um passo à frente como parte da nova geração. Acima de tudo, é empolgante ver a Colômbia sendo reconhecida como uma seleção de ponta.
O que mais te empolga em relação ao futuro? Qual é o seu sonho? O sonho é ir até o fim. Não existe honra maior para uma seleção do que se tornar campeã do mundo e, para nós, é incrivelmente especial ter a oportunidade de levar nosso país a esse nível. É isso que todas nós queremos alcançar.
Publicado originalmente pela FIFA em 03/09/2026: Ortegon: Colômbia quer ir até o fim →