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Polônia e Colômbia mostram como Mundial Feminino Sub-20 aproxima torcedores

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Polônia e Colômbia, na Copa do Mundo Feminina da FIFA.
Foto: Divulgação/FIFA

Polônia e Colômbia são separadas por um oceano; são países de continentes, idiomas, culturas e climas diferentes, com histórias próprias também no futebol. Porém, quando suas seleções entrarem em campo no dia 17 de setembro, em Bielsko-Biala, haverá uma experiência importante em comum entre elas porque a anfitriã da Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA Polônia 2026™ enfrentará pelas oitavas de final o país que recebeu a edição anterior do torneio em solo colombiano em 2024.

Para a Polônia, é a oportunidade de viver agora algo que a Colômbia conhece bem: apresentar ao país uma geração de jovens jogadoras e construir uma relação com torcedores que pode durar muito mais que o mês de uma Copa do Mundo.

Três personagens do atual elenco colombiano ajudam a ligar as duas edições. A goleira Luisa Agudelo, a agora capitã Juana Ortegón e o técnico Carlos Paniagua estavam na Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA 2024™ e viram o país abraçar aquela seleção.

“O Mundial Feminino Sub-20 na Colômbia foi vivido com muita intensidade em 2024. Os estádios estavam sempre cheios, com 35 ou 40 mil pessoas. Era um orgulho para nós, como colombianos, ver toda aquela gente. E creio que fizemos uma boa campanha”, recordou o treinador em entrevista à FIFA.

A Colômbia chegou às quartas de final naquela edição e se despediu invicta, após uma eliminação nos pênaltis diante da Holanda. O resultado encerrou a campanha, mas aquela geração continuou seu caminho, já que Agudelo e Ortegón estão novamente no Mundial Sub-20, agora mais experientes e com responsabilidades ainda maiores.

Ortegón, aliás, agora é a capitã. Outras companheiras avançaram para novos palcos, como Linda Caicedo, que já disputava competições pela seleção principal antes daquele torneio e consolidou-se como uma das grandes estrelas do futebol colombiano e mundial.

A vez da Polônia

Dois anos depois da linda campanha colombiana em casa, esse encontro entre as duas equipes acontece na Polônia. A seleção anfitriã venceu RPD da Coreia, México e Benim e avançou às oitavas com 100% de aproveitamento, despertando entusiasmo. “Acho que há cada vez mais empolgação em torno da nossa seleção na Polônia. Existe uma verdadeira sensação de euforia e alegria”, resumiu Oliwia Zwiazek.

Jagoda Cyraniak se impressionou com o que encontrou nas arquibancadas. “É incrível. Os torcedores e todas as pessoas que nos apoiam têm sido fantásticos. E o fato de termos vencido os três jogos da fase de grupos é uma loucura. Nem conseguíamos imaginar isso antes do torneio, somos muito gratas e sabemos que é fruto de muito trabalho.”

Mas será que jogar em casa, diante de sua torcida, não aumenta a pressão para jovens jogadoras? Magda Piekarska acredita que não. “Definitivamente não aumenta a pressão. Eu diria até que isso nos impulsiona. Não vamos decepcioná-los. Vamos deixar tudo em campo e lutar até o apito final”, explicou à FIFA.

As ambições são grandes. “Estou muito orgulhosa deste time e muito feliz, é um sonho se realizando. Este é um torneio inacreditável”, disse a atacante Zuzanna Grzywinska. “Nosso objetivo é ganhar tudo. Até agora, três vitórias em três jogos... queremos continuar e conquistar uma medalha”, completou ela, após marcar três gols contra Benim.

Enquanto isso, o treinador Marcin Kasprowicz deixa claro que entende o peso que a campanha polonesa no Mundial Sub-20 tem para que o futebol feminino construa ainda mais raízes no país. “É simbólico e desafiador, porque a responsabilidade e a visibilidade estão do nosso lado. Queremos continuar realizando nossos sonhos”, analisou.

“Ainda não quero falar de medalhas. Se vencermos a Colômbia, vamos avançar de novo, jogo a jogo, porque é um mata-mata. Mas o desempenho da nossa equipe não nos surpreende”, acrescentou Marcin, enquanto os corredores internos do estádio ainda ecoavam o rap cantado pelas jogadoras em outro cômodo. Ele gargalhou ao falar sobre isso. “A criatividade delas é incrível e divertida, isso também não me surpreende.”

Aliás, a conexão delas com o povo também se revela longe das arquibancadas, já que os sons do vestiário passam por clássicos da música polonesa antes de chegar ao rap pesado.

De anfitriã a visitante

Enquanto a Polônia sorri de orelha a orelha graças à ligação com a torcida, o confronto de Bielsko-Biala representará uma inversão curiosa para Luisa Agudelo, Juana Ortegón e Carlos Paniagua. Em 2024, a Colômbia se acostumou a jogar com o estádio a seu favor e não terá isso agora. Por outro lado, já sabem que tipo de ambiente encontrarão.

“Sabemos o que significa ser anfitriã, é algo que nossa equipe já conhece e que estará contra nós porque é Polônia x Colômbia, mas acho que saberemos lidar”, afirmou Juana.

Mesmo a milhares de quilômetros de casa, a capitã já encontrou uma pequena amostra da ligação construída com a torcida colombiana. Durante a primeira fase, ela se surpreendeu positivamente com a quantidade de compatriotas nas arquibancadas, disse que a presença deles fazia a equipe se sentir “como se estivesse em casa” e prometeu: “Que os colombianos saibam que nós entramos em cada jogo para lutar pela vitória.”

A goleira Luisa espera encontrá-los nas oitavas. “Dizem que há colombianos em todo o mundo e sei que haverá muitos nos apoiando no estádio e de longe. Vai ser muito bonito. Sei que o país está unido por nós e estão tão empolgados quanto nós. Somos uma Colômbia que vai passo a passo e quer conquistar muitas coisas lindas”, afirmou.

Embora o treinador Paniagua torça pela presença de compatriotas que vivem na Polônia ou em regiões próximas, ele sabe que seu time estará diante de um público majoritariamente polonês e confia em suas jogadoras: “Essas meninas já sabem jogar esse tipo de partida, já se sentem confortáveis nessa situação. Dentro de campo, são 11 contra 11. Quero que continuem desfrutando desta linda Copa do Mundo.”

Publicado originalmente pela FIFA em 14/09/2026: Polônia e Colômbia mostram como Mundial Feminino Sub-20 aproxima torcedores →

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