
A segunda rodada das eliminatórias da OFC para o Brasil 2027 acontece de 27 de fevereiro a 5 de março. A Nova Caledônia enfrenta Fiji, Vanuatu e Papua Nova Guiné no Grupo B. A zagueira do Le Mans Marie-Laure Palene está ansiosa para ajudar sua equipe a fazer história.
Enquanto a seleção masculina da Nova Caledônia se prepara para disputar o Torneio de Repescagem da FIFA em março, a seleção feminina abre sua campanha de classificação para a Copa do Mundo Feminina FIFA Brasil 2027™ ainda nesta semana.
Este é um marco empolgante para um elenco extremamente ambicioso, disposto a dar continuidade ao sucesso recente da nação insular no cenário internacional e escrever seu próprio capítulo nos livros de história.
A zagueira do Le Mans Marie-Laure Palene, de 24 anos, será uma figura de liderança neste grupo jovem e recém-formado, tendo chegado à França continental seis anos atrás.
Depois de ouvir o conselho do primo Georges Gope-Fenepej, também internacional kanak, ela deixou sua casa em 2020 e foi subindo de nível aos poucos.
A caledônia agora sonha em jogar a Copa do Mundo Feminina, de olho no torneio de 2027 no Brasil, país onde o futebol reina soberano.
Colocada no Grupo B, ao lado das anfitriãs Fiji, Vanuatu e Papua Nova Guiné, terminar entre as duas primeiras garantiria à equipe a passagem para a decisiva terceira rodada, em abril.
Lá, será definida a única vaga de classificação direta da OFC para a competição global, com uma vaga adicional possivelmente disponível pelo Torneio de Repescagem.
Tudo o que você precisa saber sobre as eliminatórias da OFC
FIFA: Como você está se sentindo com a aproximação do início das eliminatórias da OFC?
Marie-Laure Palene: Estamos honradas por disputar as eliminatórias desta grande competição. Nosso período de treinos começou em 16 de fevereiro na Nova Caledônia, e as meninas estão trabalhando duro para chegar na melhor forma possível. Quanto a mim, só vou me juntar ao grupo no dia 23, em Fiji, porque meu clube, o Le Mans FC, ainda tem jogos para disputar.
O que significa para você vestir a camisa da Nova Caledônia no cenário internacional?
Esta é a primeira oportunidade da equipe principal de se classificar para uma Copa do Mundo. O futebol na Nova Caledônia está em ascensão. Temos acompanhado a seleção feminina Sub-20, que se classificou para a Copa do Mundo na Polônia. Estou muito feliz por elas. Quando eu tinha a idade delas, eu adoraria ter me classificado para um evento assim, mas agora outra oportunidade surgiu. É hora de criar um novo capítulo na história da seleção feminina, classificando-se para a Copa do Mundo Feminina de 2027. Além disso, não é em qualquer lugar, é numa nação enorme do futebol, então jogar a Copa do Mundo no Brasil seria uma oportunidade dos sonhos.
Seus adversários nesta fase das eliminatórias são Fiji, Vanuatu e Papua Nova Guiné. O que vocês esperam alcançar?
Nosso objetivo é terminar em primeiro ou segundo lugar no grupo para disputar a fase eliminatória em abril. Conhecemos bem essas seleções porque costumamos jogar contra elas nos Jogos do Pacífico. Depois de enfrentar cada equipe algumas vezes, você começa a entender os pontos fortes e fracos delas.
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O que você acha que será preciso para vocês fazerem história e se classificarem para a Copa do Mundo?
Esta é uma equipe muito jovem, o que é um dos nossos pontos fortes, porque as jogadoras jovens trazem algo diferente e gostam de se superar. Outro fator importante é que o povo da Nova Caledônia é muito aguerrido, ou melhor, combativo. Somos uma nação de guerreiras que sempre se apoiam, então nossa equipe tem o que é preciso no aspecto mental. Não disputamos muitas competições, mas quando disputamos, fazemos nossa presença ser sentida.
Se vocês se classificarem para a Copa do Mundo, contra qual seleção ou jogadora você mais gostaria de jogar?
Sempre tive dois ídolos ao longo da minha carreira: N'Golo Kanté e Marta. Nem preciso dizer que, se conseguirmos nos classificar e enfrentarmos o Brasil, seria incrível. Outra grande inspiração para mim quando eu era mais jovem foi meu primo, Georges Gope-Fenepej. Graças a ele, eu deixei a ilha para jogar na França continental, já que ele jogava pelo Le Mans FC na época e me convenceu a ir com ele. Ele me apresentou a vários clubes, mas ter um rosto amigo para me receber quando cheguei foi de grande ajuda.
Publicado originalmente pela FIFA em 25/02/2026: Palene: Nova Caledônia é uma equipe de guerreiras →