
Por bons 45 minutos antes de suas jogadoras entrarem em campo para o aquecimento, Ri Yu-il ficou de pé, perfeitamente ereto, no mesmo lugar. Quando o apito marcou o início da partida de abertura da Copa dos Campeões Feminina da FIFA™, o técnico do Naegohyang voltou à mesma posição, logo à direita do banco de reservas, onde passou boa parte da hora e meia seguinte observando tudo com calma.
Em conversa com a FIFA antes do confronto com o Auckland United FC, Ri e a capitã Kim Kyong-yong ressaltaram que a sequência de sucesso da equipe foi construída sobre a união e uma determinação inabalável.
Sob esse aspecto, foi uma noite de pleno sucesso para a potência de Pyongyang, já que gols de Kim Kyong-yong em cada um dos tempos garantiram a vitória por 2 a 0 na primeira fase. Como o segundo desses gols só saiu aos 88 minutos, porém, o Naegohyang foi obrigado a buscar fundo nas reservas de concentração, e foram esse foco e essa determinação que deixaram Ri satisfeito com a atuação de sua equipe quando falou com exclusividade à FIFA depois da partida.
“Era a primeira partida para as duas equipes, então isso trouxe alguma dificuldade, mas acho que ambas se saíram, taticamente, muito bem e exatamente como tinham planejado.
“Do ponto de vista do Naegohyang, o mais gratificante foi que a equipe estava totalmente preparada no aspecto mental.
“É preciso lembrar que foi a primeira vez que jogamos neste estádio, mas tenho que elogiar as jogadoras, porque elas se acostumaram com tudo muito rapidamente e executaram as intenções táticas que tínhamos traçado; tudo isso com a mentalidade muito forte da qual nos orgulhamos.”
Se Kim Kyong-yong foi certeira diante do gol, o esforço defensivo da equipe foi igualmente impressionante, mal permitindo que o Auckland enxergasse o gol. Peça-chave da linha de três zagueiras, tanto no Naegohyang quanto na seleção da RPD da Coreia, é Ri Kum Hyang.
Falando com exclusividade à FIFA após o início impressionante da equipe, a zagueira central de 25 anos disse que o time jogou com uma determinação de aço, a mesma que fez do Naegohyang um colecionador contumaz de jogos sem sofrer gols.
“Posso explicar de forma muito simples, com uma frase só: eu não queria sofrer gol, nem um único, de jeito nenhum.
“Essa é a minha responsabilidade como zagueira. Fiz questão de correr, correr e correr e de fazer tudo o que podia para ajudar a equipe. Para garantir que não sofrêssemos gol, de jeito nenhum, e que pudéssemos vencer esta partida e seguir avançando no torneio.”
Recém-saída da campanha em que foi capitã da seleção na conquista da prata nos últimos Jogos Asiáticos, e depois de exercer o mesmo papel quando a RPD da Coreia se classificou para a Copa do Mundo Feminina da FIFA™ no início do ano, Ri Kum-hyang vive um período agitado.
E a agenda está prestes a ficar muito mais intensa com a aproximação acelerada de Brasil 2027, enquanto o Naegohyang tem pela frente, ainda neste ano, um compromisso na segunda fase da Copa dos Campeões Feminina contra as rainhas da CAF, ainda a definir.
Olhando mais adiante, o Naegohyang também já está confirmado no grupo inicial de clubes que garantiram vaga na primeira edição da Copa do Mundo de Clubes Feminina da FIFA, em 2028.
Como alguém que teve papel fundamental nessa onda de sucesso do clube e da seleção, Ri, que começou a jogar aos nove anos por insistência da mãe, está encantada por fazer parte do que chama de “momento especial” para o futebol feminino em seu país.
“Acho que temos um sistema muito bom de treinamento, formação e desenvolvimento de jogadoras na RPD da Coreia, e vi isso de perto. Fui muito bem treinada desde que comecei a jogar, ainda criança.
“Esse sucesso que estamos vivendo se deve à maravilhosa educação futebolística em todo o país, mas também ao fato de as jogadoras serem totalmente dedicadas ao futebol. Esse é um aspecto muito importante, que não deve ser ignorado.
“Quanto ao Naegohyang, estamos absolutamente felizes por poder participar da Copa do Mundo de Clubes, assim como estamos, no nível de seleções, com a Copa do Mundo Feminina. É uma honra fantástica poder competir nesse tipo de palco, mas também é importante lembrar que simplesmente ganhar ou perder não é tudo.
“Um dos pontos mais importantes é que estamos aprendendo e crescendo constantemente, mas, para o Naegohyang, acho que, se jogarmos com o mesmo tipo de união que tivemos hoje, não há limite para até onde podemos chegar, seja às semifinais, à final ou até o fim.”
São pensamentos ecoados pelo técnico da equipe, que disse à FIFA que o clube fará tudo o que puder para chegar à reta decisiva da Copa dos Campeões Feminina e depois levar esse embalo para a Copa do Mundo de Clubes Feminina, em 2028.
“Sinto confiança no ponto em que estamos e no progresso que estamos fazendo. Mas está claro que não podemos ficar parados nem nos acomodar com esta vitória. Daqui para a frente na Copa dos Campeões Feminina, vamos enfrentar, progressivamente, equipes de nível cada vez mais alto.
“Isso significa que também precisamos elevar nosso nível em todos os aspectos, especialmente no físico e no tático.
“Agora, também temos pela frente a Copa do Mundo de Clubes Feminina, e como técnico isso me traz grande alegria. Pessoalmente, porém, também preciso continuar me desenvolvendo, e, com este torneio como motivação, vou estudar e me preparar ainda mais para que a equipe possa render o máximo de sua capacidade e ir o mais longe possível nessas duas competições.”
Com a vitória por 2 a 0 sobre o Auckland United FC na estreia, o Naegohyang tem pela frente, ainda neste ano, a segunda fase da Copa dos Campeões Feminina da FIFA contra a campeã da CAF, ainda a definir. Para a zagueira Ri Kum-hyang, peça-chave também da seleção da RPD da Coreia, a agenda fica mais intensa com a aproximação de Brasil 2027 e, depois, da Copa do Mundo de Clubes Feminina da FIFA, em 2028.
A capitã Kim Kyong-yong marcou os dois, um em cada tempo. O segundo saiu só aos 88 minutos.
Ainda neste ano, o clube enfrenta na segunda fase a campeã da CAF, que ainda está por definir.
A zagueira central de 25 anos é peça-chave da linha de três zagueiras no Naegohyang e na seleção da RPD da Coreia. Foi capitã da seleção na prata dos últimos Jogos Asiáticos e na classificação para a Copa do Mundo Feminina da FIFA.
Publicado originalmente pela FIFA em 24/10/2026: Ri Kum-hyang: não há limite para até onde o Naegohyang pode chegar →