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Rilany fala do desafio contra a China e da “excepcional” Greise

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Rilany fala do desafio contra a China e da “excepcional” Greise
Foto: FIFA/Reprodução

Para quem quer ver gols na Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA Marrocos 2026™, o Brasil seria uma das escolhas mais seguras.

A Seleção marcou 15 gols (número superado apenas por Estados Unidos e Coreia do Norte) e sofreu oito, o maior total entre as equipes ainda na disputa. É também a primeira seleção nesta competição a empatar duas partidas por 3 a 3, depois dos jogos eletrizantes contra Gana e, na partida mais recente, contra a Polônia.

“Um Brasil ofensivo é o que queremos que a Seleção seja, independentemente da categoria”, disse a técnica Rilany à FIFA. “Jogar com uma postura muito agressiva sem a bola e com um estilo muito direto e vertical com a bola é o Brasil que queremos ver.

“E é exatamente esse o Brasil que estamos vendo. As meninas entenderam e abraçaram a nossa filosofia de jogo, e a estão executando excepcionalmente bem, apesar dos altos e baixos de cada partida.”

Altos e baixos têm sido a regra. O Brasil esteve atrás do Canadá na estreia, passou à frente, sofreu o empate de novo e acabou vencendo por 6 a 2. Depois, abriu o placar contra Gana, ficou atrás, voltou à frente, mas levou um golpe inesperado a cinco minutos do fim. Em seguida veio outra montanha-russa de 3 a 3, contra a Polônia, com vitória das sul-americanas por 7 a 6 nos pênaltis. Rilany, porém, vê a capacidade da sua equipe de resistir aos golpes como um ponto muito positivo.

“Eu resumiria a nossa campanha no torneio até agora em uma palavra: mentalidade”, disse ela. “Saber lidar com os altos e baixos de uma partida: sofrer gols, marcar gols, passar à frente, ficar atrás e depois empatar. Enfrentamos todo tipo de situação nas nossas partidas até aqui, e o que nos permitiu continuar competitivas foi a nossa mentalidade.”

Outra disputa apertada pode estar logo adiante, já que a equipe se prepara para as quartas de final contra uma China que marcou 13 gols até agora e sofreu apenas dois. O Brasil venceu por 3 a 0 quando as duas seleções se enfrentaram na edição do ano passado, mas isso pouco importa para Rilany.

“Nós as enfrentamos no ano passado, mas agora elas têm outras jogadoras e outro estilo de jogo, e o Brasil também”, afirmou ela. “Não acho que a partida vá ter qualquer semelhança com a do ano passado. Acredito que será muito mais difícil, tanto para nós quanto para a China, mas também acho que será outro grande jogo.

“Estamos preparadas física, técnica, tática e mentalmente para este desafio. Vai ser outra grande partida, e esperamos ser nós a sorrir no fim.

“A China impõe desafios muito diferentes dos que encontramos contra a Polônia, então será uma partida muito diferente. Mas é uma equipe muito sólida, tanto no ataque quanto na defesa, e muito disciplinada na sua forma de jogar. Vamos enfrentar grandes desafios, e teremos de ser extremamente precisas nas nossas decisões com a bola para não dar oportunidades de contra-ataque, que podem ser muito perigosos para nós.”

A jogadora que pode ser decisiva na busca pelo título é a atacante Greise Kelly. Ela tem sido uma das jogadoras de destaque da competição, com três gols e quatro assistências, e apenas Maddie DiMaria (13) e Yu Jong-hyang (8) superam suas sete participações em gols.

“Greise é uma jogadora excepcional e uma das melhores atacantes da idade dela”, afirmou Rilany. “É uma jogadora inteligente, que entende o jogo coletivo, e, individualmente, vence duelos o tempo todo, com e sem a bola.

“É uma jogadora que nunca desiste, com uma resiliência e uma agressividade inatas que acrescentam muito ao nosso jogo. Espero que Greise se torne uma das jogadoras de destaque deste torneio.”

O que muda

Nas quartas de final da Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA, o Brasil, que marcou 15 gols e sofreu oito, encara uma China com 13 gols marcados e apenas dois sofridos. Para a técnica Rilany, a seleção terá de ser extremamente precisa nas decisões com a bola para não dar oportunidades de contra-ataque, e a vitória por 3 a 0 do ano passado não serve de referência.

Para entender

Quem o Brasil enfrenta nas quartas de final?

O Brasil enfrenta a China, que marcou 13 gols e sofreu apenas dois até agora.

Como foi o confronto entre Brasil e China na edição do ano passado?

O Brasil venceu por 3 a 0. Rilany avalia que as duas seleções agora têm outras jogadoras e outro estilo de jogo, e espera uma partida muito mais difícil.

Por que a atacante Greise Kelly é um dos destaques do Brasil?

Greise Kelly soma três gols e quatro assistências, e apenas Maddie DiMaria (13) e Yu Jong-hyang (8) superam suas sete participações em gols. Rilany a define como uma jogadora excepcional e uma das melhores atacantes da idade dela.

Publicado originalmente pela FIFA em 30/10/2026: Rilany fala do desafio contra a China e da “excepcional” Greise →

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