
Sophia Wilson defendeu o valor do contrato que fez dela a primeira jogadora da NWSL a ganhar US$ 1 milhão numa única temporada, em entrevista ao Front Office Sports publicada em 15 de abril de 2026. A atacante da seleção dos Estados Unidos voltou ao Portland Thorns na temporada de 2026 depois de passar todo o ano de 2025 fora dos gramados.
Wilson joga pelo Portland Thorns com uma opção de contrato de US$ 1 milhão, que ela exerceu na pré-temporada. Com isso, o acordo se tornou o primeiro da história da liga de futebol feminino dos Estados Unidos a chegar a sete dígitos em uma só temporada.
A atacante contou que recebeu a notícia com empolgação e que viu no valor um passo na direção certa, não só para ela, mas para o esporte feminino em geral e para as jogadoras da NWSL.
Wilson admitiu que a assinatura veio com sentimentos misturados. Ela voltava de uma gravidez e imaginou que parte do público se perguntasse por que ela, e por que naquele momento da carreira.
“Independentemente de tudo isso, eu provei ano após ano que tenho valor”, disse a atacante, de 25 anos.
Para ela, o contrato mostrou ao mundo que o produto do esporte feminino existe e que as atletas merecem ser pagas de acordo com isso. No balanço, Wilson chamou o episódio de positivo para o esporte.
Wilson deu à luz a filha, Gigi, em setembro de 2025. Na volta, disputou todos os cinco jogos do Portland Thorns na temporada até a data da entrevista e voltou também à seleção dos Estados Unidos, em 11 de abril de 2026, contra o Japão.
Antes conhecida como Sophia Smith, ela é casada com Michael Wilson, wide receiver do futebol americano.
O Portland Thorns escolheu Wilson no draft de 2020, aos 19 anos, meses depois de ela conquistar o título universitário nacional com Stanford. Desde então, ela virou uma das maiores estrelas da liga: foi a artilheira em 2023 e a terceira maior goleadora em 2024, sua última temporada antes da pausa.
Depois do acordo de Wilson, a NWSL anunciou a regra de High Impact Player (jogadora de alto impacto), que permite aos clubes ultrapassar o teto salarial para ter uma estrela no elenco. Foi essa regra que abriu caminho para Trinity Rodman, companheira de Wilson na seleção, assinar com o Washington Spirit um contrato histórico de três anos, de mais de US$ 2 milhões por ano.
A National Women's Soccer League Players Association, o sindicato das jogadoras da liga, abriu uma reclamação formal contra a NWSL sobre o funcionamento da regra, e o processo seguia em andamento em abril de 2026.
Perguntada sobre o efeito da regra em contratos futuros, Wilson disse estar concentrada no presente. Para ela, é positivo que as jogadoras recebam mais e possam negociar o que valem, seja qual for o formato, que não depende dela.
O contrato de Wilson abriu a porta dos salários de sete dígitos na NWSL e veio antes da regra que levou Trinity Rodman a passar dos US$ 2 milhões por ano. Para a torcedora, fica o registro de que uma jogadora voltou da maternidade com o maior salário que a liga já tinha pago numa temporada, e de que a marca logo foi superada por uma companheira de seleção.
US$ 1 milhão por temporada, valor da opção de contrato que ela exerceu na pré-temporada.
Ela passou todo o ano de 2025 sem jogar e voltou depois da gravidez; a filha, Gigi, nasceu em setembro.
É a regra da NWSL que permite a um clube ultrapassar o teto salarial para ter uma estrela no elenco.