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União rara continua fortalecendo a seleção da RPD da Coreia em busca do bi

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Coreia do Norte e Colômbia, na Copa do Mundo Feminina da FIFA.
Foto: FIFA/Reprodução

Teses fisiológicas, técnicas e táticas poderiam ser feitas sobre o sucesso da RPD da Coreia em mais uma edição de Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA™, mas a busca pelo bicampeonato consecutivo – que seria um feito inédito na história do torneio – tem uma explicação emocional que não pode ser menosprezada: este é um elenco que se importa e demonstra uma união raríssima mesmo para esportes coletivos de alto desempenho.

O apito final já havia confirmado a vitória por 3 a 0 sobre a Colômbia na semifinal da edição de 2026, e as jogadoras coreanas ainda tinham algo a fazer juntas. Elas permaneceram no gramado do Estádio LKS Lodz, na Polônia, formaram uma grande fileira de braços dados e cantaram alegremente enquanto balançavam ao som da música. A cena em campo combinou com a palavra que mais se repetiu nas entrevistas: união.

“Acho que a nossa força é sermos mais unidas do que as outras equipes”, declarou o treinador Han Chol-hak à FIFA. “Nossas jogadoras estão fisicamente preparadas para atuar em alta intensidade, e temos uma estrutura tática adequada a esse estilo.”

Diante da Colômbia, essa combinação voltou a funcionar e fez a RPD da Coreia quebrar um recorde impressionante: 13 vitórias consecutivas na Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA, superando a marca de 12 triunfos seguidos da Alemanha de 2008 a 2012.

A busca desta geração coreana pela excelência tem outros fatores, é claro, mas a força coletiva se destaca e permite que diferentes jogadoras assumam protagonismo. Três delas deixaram suas marcas na semifinal: Choe Rim-jong, S. Ryu Gyong e a capitã Park Ok-I.

“Para mim, vencer como equipe é o mais importante. Fazer muitos gols é algo de que precisamos para que nossa equipe vença, mas fico mais feliz quando minhas companheiras marcam do que quando eu mesma faço um gol. Desde que a nossa equipe possa vencer, isso é tudo o que importa para mim”, disse a capitã Park à FIFA.

A líder reforçou o que já havia dito o treinador. “Temos um nível de união que outras equipes não têm. Vamos usar isso para vencer a Espanha”, acrescentou ela.

Evidentemente, ela já se refere à grande final do torneio marcada para 27 de setembro; a adversária será a Espanha, que superou a Itália por 2 a 0 nesta mesma quarta-feira (23).

Por isso, Choe Rim-jong deixou claro que ainda falta uma missão para esse grupo. “Estou muito feliz. Fico feliz por vencermos hoje, mas nosso objetivo é ganhar a Copa do Mundo. O mais importante para mim é vencermos como equipe”, comentou a atleta.

A RPD da Coreia conquistou o torneio em 2024, na edição sediada pela Colômbia, e busca se tornar a primeira seleção da história a vencer o título de forma consecutiva. O fato de estarem na final novamente já é significativo o suficiente, mas, para elas, disputar a decisão também significa que ainda há espaço para exigir mais de si mesmas.

“Como atleta da nossa equipe, preciso apresentar um nível ainda mais alto na final”, respondeu Choe em sintonia com o treinador, que disse: “A Espanha é uma equipe de alto nível, principalmente nível técnico. Vamos nos preparar da melhor maneira possível.”

Publicado originalmente pela FIFA em 23/09/2026: União rara continua fortalecendo a seleção da RPD da Coreia em busca do bi →

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