
Argentina vai enfrentar Gana nas oitavas de final de Marrocos 2026
Julia Vinhas disputa a segunda Copa do Mundo Feminina depois de jogar a recente fase final do Mundial Sub-20
A defensora aponta o que a Argentina precisará acertar para avançar
O orgulho de representar a Argentina atravessa todas as categorias. Para Julia Vinhas, apaixonada por futebol desde a infância, vestir a camisa da seleção é uma motivação a mais.
“Os argentinos amam o seu país. Muita gente pode criticá-lo, mas nós o amamos e sempre vamos defendê-lo”, disse ela à FIFA antes do duelo da Argentina com Gana pelas oitavas de final da Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA Marrocos 2026™. Uma vitória sobre Gana levaria La Albiceleste às quartas de final de uma Copa do Mundo Feminina pela primeira vez. A ambição é grande, mas Vinhas não tem ilusões sobre a tarefa que vem pela frente.
“Gana é uma equipe muito forte fisicamente”, disse ela. “Quando eu as vi contra o Brasil, elas simplesmente não paravam de correr. Nunca paravam.” Para combater essa intensidade, segundo a defensora, a chave é “manter as linhas próximas, ficar compactas e interromper as jogadas se precisarmos”.
Ela acrescentou: “Não podemos dar a elas o espaço em que elas gostam de correr.” Mesmo tendo ficado menos com a bola contra o Marrocos, a Argentina encontrou outras maneiras de criar problemas para as anfitriãs e venceu por 5 a 2. Vinhas destacou os chutes de longa distância, uma arma que a equipe já usou com eficiência.
“Muitas das nossas jogadoras têm um chute forte, e precisamos aproveitar isso buscando oportunidades de fora da área. Já marcamos vários gols assim, com Jose [Galarza], Juli [Aguilar] e Mercedes [Diz]. Brune [Pilati] e Maca [Torre] também acertaram o travessão várias vezes. É um ponto forte nosso, e sabemos quando usá-lo.”
Gana estreou com derrota para a Noruega, empatou com o Brasil num jogo lá e cá e depois venceu o Canadá. Gana e Argentina se recuperaram de inícios difíceis e cresceram ao longo do torneio. Vinhas sente que superar esses tropeços iniciais deu à La Albiceleste uma confiança renovada. A equipe leva o orgulho nacional para cada partida, impulsionada pela torcida nas arquibancadas e por quem acompanha a campanha a milhares de quilômetros de distância.
“Todas nós damos tudo pela camisa. Nunca entregamos nada às adversárias, e você nunca vai nos ver desistir, nem por um momento.”
A trajetória dela começou quando, depois de experimentar outros esportes, ela pediu à mãe para tentar o futebol.
“Comecei jogando com meninos, como acho que muitas de nós aqui. Depois encontrei um clube de futebol feminino e, em seguida, entrei no meu clube atual”, contou ela, relembrando o caminho que a levou ao Club Atlético Platense.
A primeira convocação para a seleção da Argentina veio no meio do ano passado, mas tanta coisa aconteceu desde então que ela não se lembra da data exata.
“Assim que recebi a notificação, caí no choro e contei para o meu pai.”
Desde então, Vinhas viveu experiências que poucas jogadoras da idade dela podem contar. No mês passado, ela jogou a Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA Polônia 2026™, em que a Argentina chegou às oitavas de final. Agora, ela se prepara para outro mata-mata, desta vez com a Sub-17, no Marrocos.
Jogar ao lado de companheiras mais velhas trouxe lições que ela agora coloca em prática.
“Como jogadora, aprendi a não me intimidar com ninguém e que a idade não importa. É mais do que isso: é como você se comporta em campo. Como pessoa, aprendi a aproveitar essas experiências, porque você nunca sabe quando elas vão acabar.”
Uma agenda cheia significou tempo longe de casa e das pessoas queridas, mas Vinhas encontrou conforto nos laços próximos do grupo.
“Aqui há muito apoio. Estar longe de casa é difícil, mas todas nós nos apoiamos umas nas outras e damos força umas às outras.”
Uma vitória sobre Gana nas oitavas de final da Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA Marrocos 2026 levaria a Argentina às quartas de final de uma Copa do Mundo Feminina pela primeira vez. Para a defensora Julia Vinhas, que no mês passado disputou o Mundial Sub-20 na Polônia, onde a Argentina chegou às oitavas, é outro mata-mata. Agora o desafio é uma adversária muito forte fisicamente, que exige linhas próximas e uma equipe compacta.
A Argentina enfrenta Gana, que estreou perdendo para a Noruega, empatou com o Brasil e depois venceu o Canadá.
Segundo Julia Vinhas, a equipe precisa manter as linhas próximas, ficar compacta e interromper as jogadas quando for preciso, sem dar espaço para as adversárias correrem. Os chutes de fora da área também são uma arma, porque vários gols da equipe já saíram assim.
Julia Vinhas joga no Club Atlético Platense. Ela começou jogando com meninos e depois passou por um clube de futebol feminino antes de chegar lá.
Publicado originalmente pela FIFA em 25/10/2026: Vinhas: “Sempre vamos defender a Argentina” →