Redação GINGA36

Rumo a 2027, Wiegman cobra mais eficiência da Inglaterra

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A [Inglaterra](/selecao/inglaterra) venceu a Grécia por 3 a 1 na ida da repescagem rumo a 2027 e tem dois gols de vantagem para a volta, nesta terça-feira (13), em Leicester, mas a técnica Sarina Wiegman quer mais eficiência da equipe, informou a BBC Sport. Na ida, na sexta-feira passada, em Creta, as Lionesses tiveram 74% de posse de bola, mas converteram só três das 26 finalizações e ainda levaram gol no segundo tempo.

Por que a falta de eficiência preocupa?

O problema não é novo. Desde a Copa do Mundo de 2023, quando a Inglaterra terminou vice-campeã atrás da Espanha, a seleção tem dificuldade para resolver os jogos com facilidade. Na fase de grupos daquele torneio, bateu Haiti e Dinamarca por apenas 1 a 0 cada, duas seleções mais fracas no ranking. Nas eliminatórias, passou pela Nigéria nos pênaltis e precisou de uma virada para superar a Colômbia por 2 a 1 nas quartas de final.

Nas eliminatórias para a Copa de 2027, o padrão se repete: a Inglaterra passou raspando por Islândia e Espanha e sofreu contra a Grécia. Mesmo assim, cria chances: teve 58 toques dentro da área adversária e deu 210 passes no terço final do campo na ida.

“É o passe final, o cruzamento final e a finalização final. Isso é o que faltou”, disse a meio-campista Keira Walsh, que chamou a hesitação do time de frustrante.

A técnica neerlandesa Sarina Wiegman cobrou o mesmo problema por outro ângulo: para ela, falta ficar na posição certa, escolher o passe certo no momento certo e decidir entre cruzamento e cutback perto da linha de fundo.

Quem pode decidir o jogo pela Inglaterra?

A artilheira da seleção desde a Euro 2025 é a meio-campista Georgia Stanway, do Arsenal, com dez gols e média de um gol a cada 81 minutos, uma das três jogadoras europeias que mais marcaram por seleções nacionais no período.

Os gols vêm de fontes variadas: 11 jogadoras diferentes balançaram as redes pela Inglaterra desde a Euro 2025, incluindo as zagueiras Lucy Bronze e Jess Carter, enquanto a centroavante Alessia Russo soma seis. Já a ponta Lauren Hemp, com 687 minutos em campo no período, marcou só duas vezes, e a meia-atacante Lauren James, deslocada da ponta para funções de armadora e até de centroavante, não balançou as redes nos últimos 425 minutos.

As lesões das atacantes Aggie Beever-Jones e Michelle Agyemang deixaram Alessia Russo sem concorrência direta na posição de número nove. A Inglaterra também não venceu nenhum jogo em que ficou atrás do placar desde o fim da Euro 2025: perdeu para o Brasil e para a Espanha nessas ocasiões.

O que Ellen White e Fran Kirby apontam?

Para a ex-atacante Ellen White, maior artilheira da história da seleção, falta construir ritmo e conexões: a Inglaterra não pode só acelerar o jogo, precisa de jogadoras no meio-campo capazes de impor o ritmo e de duplas afinadas entre a armadora e a centroavante, como ela teve com Fran Kirby.

Kirby, hoje fora da seleção, aponta outro ponto: a movimentação dentro da área precisa ser generosa, com corridas no vão mesmo sem receber a bola, para atrair erros da defesa adversária e abrir espaço. Para a ex-meia, a Inglaterra pareceu apressada contra a Grécia, quando deveria ter sido mais controlada.

O que ainda não se sabe

O que muda

Vencer ou empatar a volta garante à Inglaterra seguir na briga por uma vaga na [Copa do Mundo Feminina 2027](/copa-do-mundo-feminina-2027/), no Brasil. Para Wiegman, o desafio maior é transformar o domínio de bola em gols também contra seleções que se fecham atrás, o tipo de adversário que mais tem travado as Lionesses desde 2023.

Para entender

Quando é a volta entre Inglaterra e Grécia?

Nesta terça-feira (13), às 19h30 no horário local, em Leicester.

Quem é a artilheira da Inglaterra no ciclo pós-Euro 2025?

A meio-campista Georgia Stanway, do Arsenal, com dez gols.

O que Wiegman pede à equipe para a volta?

Mais precisão no passe final, no cruzamento e na definição dentro da área.

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