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Young Nadeshiko encontram força na adversidade

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Japão e Estados Unidos, na Copa do Mundo Feminina da FIFA.
Foto: Divulgação/FIFA

Em seu segundo confronto da fase de grupos da Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA Polônia 2026™, o Japão dividiu os pontos com os Estados Unidos em um empate agitado por 2 a 2. Apesar de ceder a vantagem duas vezes, as japonesas buscaram o empate contra as adversárias para garantir um ponto importante. O Japão ficou atrás no placar aos 35 minutos, e só aos 74 minutos Natsumi Tago empatou a partida.

O empate durou pouco, porém, já que Alex Buck devolveu a vantagem aos Estados Unidos apenas 60 segundos depois. Ainda assim, a equipe asiática recusou-se a desistir. Aos 83 minutos, Konoha Nakamura acertou um belo chute com efeito que entrou rente à trave, deixando tudo igual novamente.

Embora a vitória tenha escapado no fim, a entrada de Nakamura vinda do banco se mostrou valiosa para o Japão. Ao relembrar o gol, Nakamura disse: “A corrida de Mone Sato por trás da defesa puxou as zagueiras, abrindo espaço no meio para mim.

Foi, sem dúvida, uma chance que o time inteiro trabalhou para criar.” Ela também falou sobre como se sentiu ao entrar como substituta, acrescentando: “Meu primeiro foco era conseguir o resultado para a gente.

A gente estava atrás no placar naquele momento, então eu queria marcar um gol para o time.” Foi exatamente isso que aconteceu.

Assim que entrou em campo, Nakamura foi proativa e se concentrou em entregar o resultado que o time precisava, mudando o ritmo do jogo direto do banco: um exemplo perfeito da atitude determinada e voltada ao trabalho em equipe do Japão.

As Young Nadeshiko tiveram trabalho para vencer a estreia contra a Nova Zelândia, com um sofrido 2 a 1, e ainda não mostraram de fato do que são capazes. O time tem dificuldade para marcar gols em alguns momentos e demora para retomar o ritmo depois de sofrer gols.

Ainda assim, as japonesas marcaram o gol da vitória nos minutos finais da primeira partida e, contra os Estados Unidos, buscaram o resultado duas vezes. Com jogadoras diferentes dando contribuições decisivas e duas partidas difíceis já disputadas, o time vem ficando cada vez mais forte como equipe.

Segundo o técnico Akira Ijiri, a capacidade de virar o resultado duas vezes se deu “porque elas se recusaram a desistir até o fim e jogaram com o trabalho em equipe e a determinação japoneses.”

“Certamente há muitas áreas em que podemos melhorar, mas o time está crescendo rápido a cada jogo. Acho que as dificuldades representam oportunidades para evoluir”, explicou, acrescentando: “A gente sempre se vê como desafiante em um jogo. A gente encara cada partida como se fosse uma final, então não há espaço nenhum para negatividade.”

Levando em conta só os resultados, a trajetória do Japão na Copa do Mundo está longe de ser tranquila. No entanto, uma coisa que se destacou foi a recusa em serem derrotadas e a capacidade de resolver problemas dentro de uma partida. Em vez de ser sinal de estagnação, as dificuldades são parte importante do desenvolvimento do time.

A próxima partida será o último jogo da fase de grupos, contra a Itália. Enquanto seguem crescendo em meio às dificuldades, as Young Nadeshiko agora buscam transformar a evolução em vitória e garantir vaga no mata-mata.

Publicado originalmente pela FIFA em 09/09/2026: Young Nadeshiko encontram força na adversidade →

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