
[Ashley Sanchez](/atleta/ashley-sanchez), atacante do North Carolina Courage, marcou na volta à seleção dos [Estados Unidos](/selecao/estados-unidos), no empate por 2 a 2 com a Espanha na terça-feira (13), e mira dois alvos: o recorde de gols em uma temporada da NWSL, do qual está a um gol, e a [Copa do Mundo Feminina 2027](/copa-do-mundo-feminina-2027/), informou a WRAL. Com 20 gols, ela busca o 21º no sábado (17), quando o Courage recebe o San Diego no First Horizon Stadium, no WakeMed Soccer Park.
Sanchez foi convocada para os dois amistosos de outubro contra a Espanha, primeira do ranking mundial. Jogou as duas partidas e foi titular na segunda, a do gol. Foram as primeiras partidas dela pela seleção desde 2023.
Chamada pela primeira vez em 2017, a atacante de 27 anos estava no grupo da Copa do Mundo de 2023, mas não entrou em campo. Naquele torneio, os Estados Unidos caíram para a Suécia nas oitavas de final, a pior campanha da seleção na história das Copas.
Ela conta que a volta veio depois de abrir mão da expectativa de estar em toda convocação. Quando as chamadas pararam, passou a se concentrar no clube e no que estava sob o controle dela, jogo após jogo. Disse também que não sabia se seria convocada de novo nem qual seria o papel dela nos amistosos.
A virada começou com uma troca de posição. Mak Lind, técnico contratado pelo Courage em janeiro, em primeiro ano no clube, decidiu antes mesmo de assumir que Sanchez devia jogar aberta pela ponta, e não como meia ofensiva, a posição dela em toda a carreira. Ele tinha estudado o time em vídeo.
A ideia já existia em casa. Por sugestão do noivo, o ex-jogador profissional Thomas Williamson, Sanchez treinou na ponta esquerda durante a intertemporada, antes da decisão do técnico. Os dois ficaram noivos em junho.
Lind montou um time que pressiona e dá liberdade às jogadoras. Para ele, Sanchez hoje acredita mais em si mesma e encara a marcadora direta com coragem. A atacante diz que ele foi um dos primeiros técnicos a treiná-la de um jeito que tira o melhor dela.
Antes de 2026, Sanchez somava 19 gols na carreira, em cinco temporadas, sete deles em 49 jogos pelo Courage nas duas últimas. Na pré-temporada, Lind disse a ela que podia chegar a 20 gols na NWSL, marca alcançada uma única vez, por [Temwa Chawinga](/atleta/temwa-chawinga), do KC Current, em 2024.
Sanchez marcou duas vezes na estreia, contra o Louisville, e fez cinco gols nos seis primeiros jogos. Teve quatro partidas com dois gols e uma com três. Igualou o recorde da liga contra o Utah, em 27 de setembro.
Com ela e [Evelyn Ijeh](/atleta/evelyn-ijeh), autora de 11 gols, o Courage tem o ataque mais goleador da NWSL, com 50 gols. A vaga nos playoffs ainda não está garantida: o time é oitavo, com 42 pontos, e os oito primeiros se classificam. Faltam três rodadas, e três vitórias bastam. Em 2025, o Courage ficou fora por um ponto.
A Copa do Mundo Feminina 2027 começa em junho, no Brasil, e Sanchez quer estar em campo desta vez. “Fiz parte da Copa de 2023, então já vivi isso, mas acho que gostaria de jogar desta vez”, disse. Ela trata o torneio como uma das metas para o próximo ano.
O gol na volta à seleção e a temporada recorde colocam Sanchez na disputa por uma vaga no grupo que Emma Hayes vai levar ao Brasil em 2027. Para o Courage, os três jogos que restam valem ao mesmo tempo a classificação e a chance de a atacante isolar o recorde da liga.
São 20 gols, marca de Temwa Chawinga em 2024. Ashley Sanchez igualou o número em 27 de setembro de 2026, contra o Utah.
O próximo jogo é no sábado (17), contra o San Diego, e o Courage tem três partidas a disputar na temporada regular.
Ela estava no grupo dos Estados Unidos na Copa de 2023, mas não entrou em campo.