Redação GINGA36

Barbra Banda cumpre protocolo do ebola e desfalca o Pride

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A atleta Barbra Banda, em 2023.
Foto: Steffen Prößdorf / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A atacante [Barbra Banda](/atleta/barbra-banda), do Orlando Pride, e mais duas jogadoras da seleção da [Zâmbia](/selecao/zambia) estão impedidas de voltar aos seus clubes na NWSL por causa dos protocolos sanitários de reentrada nos Estados Unidos, criados por conta do ebola, informou o Goal.com. A liga confirmou a situação em comunicado na sexta-feira (16).

Além de Banda, estão na mesma situação a atacante [Racheal Kundananji](/atleta/racheal-kundananji), do Chicago Stars, e a ponta Prisca Chilufya, do Angel City. As três defenderam a Zâmbia na última data FIFA e só poderão treinar e jogar depois de cumprir as exigências de saúde pública do governo americano.

Por que as zambianas ficaram de fora?

No começo de outubro, a seleção da Zâmbia viajou a Kampala, capital de Uganda, para o jogo de ida contra as donas da casa pela classificatória para o torneio olímpico de Los Angeles 2028. Perdeu por 2 a 1 e virou o confronto na volta, em casa, com vitória por 4 a 1.

A passagem por Uganda é o que pesa. Washington impôs quarentena obrigatória de 21 dias a quem chega aos Estados Unidos depois de ter estado na República Democrática do Congo, em Uganda ou no Sudão do Sul. A medida responde ao avanço do vírus no centro e no leste da África.

A emergência sanitária foi declarada oficialmente em meados de maio, depois de um salto de casos no leste do Congo. O Ministério da Saúde congolês confirmou 9.066 casos e 4.381 mortes, e houve casos importados em Uganda e no Quênia.

O que disse a NWSL?

A liga se pronunciou depois que torcedores e clubes cobraram explicação sobre a ausência repentina das jogadoras. No comunicado, a NWSL afirmou que as atletas, depois de servir à seleção zambiana, cumprem os protocolos de reentrada exigidos a quem volta da região do leste africano.

“A NWSL está trabalhando com seus clubes e com a imigração dos EUA para garantir o retorno seguro das jogadoras; todas as jogadoras estão em excelente saúde”, declarou a liga.

Quanto pesa o desfalque?

A ausência chega num momento delicado. Restam só duas rodadas da fase de classificação antes dos playoffs, e Orlando Pride e Chicago Stars têm jogos difíceis pela frente para manter a posição na chave final. Os dois clubes perdem suas principais referências no ataque, e as comissões técnicas terão de montar alternativas táticas às pressas.

O que ainda não se sabe

O que muda

Para a torcida do Orlando Pride, do Chicago Stars e do Angel City, a reta final da temporada pode começar sem três das principais jogadoras zambianas da liga. Para a seleção da Zâmbia, o avanço construído com a virada sobre Uganda teve um custo fora de campo: suas estrelas seguem longe dos clubes enquanto cumprem as regras sanitárias americanas.

Para entender

Por que Barbra Banda não pode jogar pelo Orlando Pride?

Porque esteve em Uganda com a seleção da Zâmbia e precisa cumprir o protocolo sanitário de reentrada nos Estados Unidos antes de voltar a treinar e jogar.

Quais jogadoras foram afetadas?

Barbra Banda, do Orlando Pride, Racheal Kundananji, do Chicago Stars, e Prisca Chilufya, do Angel City.

As jogadoras estão doentes?

Não. Segundo a NWSL, todas estão em excelente saúde.

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