
— As Copper Queens chegaram às quartas de final da WAFCON de 2025
— A Zâmbia se classifica para o Brasil 2027 se chegar às semifinais da edição deste ano
— A equipe de Nora Hauptle estreia contra o Egito nesta terça-feira
A Zâmbia começa sua caminhada rumo à Copa do Mundo Feminina FIFA Brasil 2027™ ao entrar em campo na Copa Africana das Nações Feminina da CAF.
As Copper Queens, medalhistas de bronze em 2022 e quartofinalistas em 2025, tentam chegar às semifinais nesta edição para garantir uma vaga na Copa do Mundo Feminina do ano que vem. As quatro semifinalistas deste torneio, que acontece entre 26 de julho e 16 de agosto, se classificam para a fase final global no Brasil, enquanto as quatro eliminadas nas quartas de final disputam um playoff que decide quais duas seleções avançam para as decisões interconfederações.
"Os jogos não vão ser fáceis, mas sinto que estamos totalmente preparadas para isso", disse Racheal Kundananji à FIFA. "Sabemos para que estamos aqui, e é um passo de cada vez até chegar ao nosso objetivo. Estamos focadas, e é por isso que digo que é um passo de cada vez. O primeiro jogo é a nossa prioridade, depois podemos focar no segundo jogo, e então vamos para outro jogo."
Na WAFCON, a Zâmbia enfrenta o desafio do Grupo C, com Egito, Nigéria e Malaui. Mas nem estar agrupada com a seleção mais vitoriosa da competição, a Nigéria, que conquistou seu décimo título da WAFCON em 2025, vai abalar a equipe de Nora Hauptle.
"Vai ser passo a passo até chegarmos à próxima rodada de jogos, as quartas de final, as semifinais, até talvez a final", continuou Kundananji. "Acho que os primeiros jogos são sempre difíceis de jogar e são os jogos mais importantes. Estamos todas indo atrás da mesma coisa. Estamos focadas e acredito na minha equipe, que a gente consegue."
A atacante do Bay FC vai reencontrar um rosto conhecido, a também referência da NWSL Barbra Banda, quando a Zâmbia estrear contra o Egito na terça-feira. É uma parceria rendosa: as duas jogadoras marcaram três gols cada uma na última WAFCON, antes de a caminhada terminar nas quartas de final. A atacante de 26 anos está ansiosa para se reencontrar com a capitã.
"A gente joga junto há muito tempo. Se não me engano, já faz oito anos desde que começamos a jogar juntas. A gente se conhece há muito, muito tempo. Por isso é bem fácil para nós combinarmos tudo. Conhecemos nossos pontos fortes, conhecemos nossos pontos fracos, então é bem fácil trabalharmos juntas. Não me vejo como a jogadora que deveria carregar todo o peso sozinha. Acredito que este é um esporte de equipe, e trabalhando junto com o meu time, as coisas ficam mais fáceis. Quanto mais você pensa na pressão que está carregando, mais eu me pressiono, então eu sempre penso em só dar o meu melhor e fazer o que eu amo fazer com tranquilidade e aproveitando o jogo."
Embora o foco total esteja em avançar às fases finais da competição, as jogadoras sabem que também são exemplos para jovens jogadores e jogadoras, na África e além.
"Sabemos que estamos inspirando muitas garotas, não só na Zâmbia, não só na África, mas no mundo todo", disse ela. "Tantas garotas, até mesmo garotos, que estão acompanhando, se inspiram no que estamos fazendo. Por isso é difícil desistirmos, porque se desistirmos, que mensagem vamos mandar para essas crianças? Precisamos permanecer fortes não importa o que vier, porque vai ter altos e baixos. A questão é estar focada e amar o que você faz e sempre aproveitar o jogo. Uma coisa que todo mundo não pode esquecer é competir consigo mesma. A melhor competidora sou eu mesma. Quando estou competindo comigo mesma, eu consigo mais, porque estou me desafiando, não estou desafiando outras pessoas. É bem fácil para mim me tornar quem eu quero ser, porque estou sempre dando o meu melhor."
Publicado originalmente pela FIFA em 25/07/2026: Kundananji: vamos permanecer fortes para inspirar a próxima geração →