
Wendie Renard, Amandine Henry, Kenza Dali, Eugénie Le Sommer, Selma Bacha e Sakina Karchaoui contam a própria trajetória num documentário em duas partes sobre a seleção da [França](/selecao/franca), apresentado neste sábado, 24 de outubro de 2026, informou a France Télévisions. A obra é do polo de documentários Découverte et Science da emissora.
O filme acompanha o dia a dia das jogadoras francesas e registra, nas palavras da própria apresentação, uma nova página da história do futebol feminino escrita por elas. A câmera fica perto das atletas nas alegrias, nas vitórias e nas dúvidas.
A produção mistura entrevistas exclusivas, cenas do cotidiano, lances de jogo e de treino, além de arquivos pessoais e populares. A ideia é percorrer os desafios de ontem e os de amanhã, no plano individual e no coletivo.
O ponto de partida está numa frase que resume a proposta: "Ninguém nasce Bleue, torna-se Bleue". As jogadoras precisaram construir uma mentalidade de aço para conquistar espaço num meio amplamente masculino, segundo a apresentação.
Os relatos passam pelo olhar das famílias, pelas dúvidas sobre o futuro, pela precariedade e pela falta de estrutura. Cada obstáculo superado, diz o texto, abriu caminho para que meninas e meninos das novas gerações possam sonhar alto.
O filme também trata do que ainda falta. As mentalidades mudam, mas o reconhecimento de verdade do futebol feminino demora a chegar, segundo a produção.
As Bleues, como são chamadas as jogadoras da seleção francesa, dividem três desejos para o futuro: ser atletas sem ter de provar a própria feminilidade, ser mães sem sacrificar a carreira e ser profissionais sem viver na precariedade.
Elas também cobram um compromisso coletivo do público, dos clubes, dos patrocinadores e da imprensa. A apresentação descreve as atletas como de todos os territórios e de todas as origens, e diz que a luta delas vai além dos troféus: está em jogo o futuro da modalidade e do esporte praticado por mulheres.
Assinam o projeto Antonio Grigolini, Amandine Picault e Benoit Raio de San Lazaro, do polo de documentários da France Télévisions.
Para a torcedora, o documentário reúne num só lugar o depoimento de nomes centrais da seleção francesa sobre temas que atravessam o futebol feminino: maternidade, precariedade, estrutura e reconhecimento. Para a França, é um registro em primeira pessoa de atletas que, segundo a produção, lutam para garantir um futuro melhor à geração seguinte.
Wendie Renard, Amandine Henry, Kenza Dali, Eugénie Le Sommer, Selma Bacha e Sakina Karchaoui, entre outras jogadoras da seleção francesa.
O polo de documentários Découverte et Science da France Télévisions.
A precariedade, a falta de estrutura, a maternidade, a cobrança para provar feminilidade e a demora no reconhecimento do futebol feminino.