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Chidi: a Nigéria jamais esqueceria a conquista do troféu

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Chidi: a Nigéria jamais esqueceria a conquista do troféu
Foto: FIFA/Reprodução

Em entrevista à FIFA em setembro, o técnico da Nigéria, Akeem Busari, fez uma declaração ousada antes da Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA Marrocos 2026™: “Queremos ser campeãs.”

Seria uma tarefa difícil. Nenhuma seleção africana havia chegado à decisão até então, e as Flamingos ainda tinham pela frente um Grupo B de aparência complicada, que reunia a RPD da Coreia, atual bicampeã. Uma vitória histórica por 3 a 1 sobre as grandes favoritas, porém, acendeu uma chama que levou a equipe até a decisão.

Agora o Japão espera as comandadas de Busari, e ele acredita que sua equipe pode se inspirar na vitória sobre outra gigante asiática.

“Pelo que vimos contra a RPD [da Coreia], acho que é a essência do que devemos esperar ainda mais das japonesas”, disse ele à FIFA na entrevista coletiva da final. “Mas é outra história, porque, tanto para nós quanto para elas, o jogo não será o mesmo. O caráter, a mentalidade e a atitude com que você encara cada jogo, e também em todos os outros níveis, é o que realmente importa.”

A Nigéria mostrou caráter, mentalidade e atitude de sobra neste torneio. A derrota por 2 a 1 para a Polônia na estreia poderia ter soado o alarme, mas a equipe se recuperou e venceu cinco seguidas, contra Porto Rico, RPD da Coreia, México, Venezuela e Brasil, para chegar à grande final.

“Depois do primeiro jogo, precisamos sentar com elas, conversar com elas no aspecto psicológico, falar sobre o nosso plano de jogo e sobre tudo o que vínhamos fazendo nos treinos”, continuou. “Precisávamos mudar a nossa atitude e o nosso caráter, mas, por causa da idade delas, só precisávamos conversar com elas, aconselhá-las, e são esses os pontos que fazem a diferença.”

Se a Nigéria triunfar, caberá à capitã Harmony Chidi erguer o troféu e criar uma lembrança inesquecível na história do futebol nigeriano e africano.

“Acho que seria uma coisa grandiosa, uma alegria, e nunca seria esquecida na vida”, afirmou a atacante. “Chegar à final é uma coisa muito grande, é uma coisa grandiosa e é algo com que sonhamos. [Vencer] seria algo de que eu, o meu país, as minhas companheiras, as nossas técnicas e todo mundo se orgulharia.”

Busari tem sido elogiado por ter virado a campanha da Nigéria e pelo estilo de futebol corajoso e pela impressionante perspicácia tática que fizeram as Flamingos voarem acima da RPD da Coreia e do Brasil. Mas, pelo menos para o técnico da Nigéria, todo o poder está com as jogadoras que ajudaram a levar a equipe até ali.

“Seria um ganho para a África, para a Nigéria, para a minha própria carreira como pessoa, mas também para as jogadoras: elas são as gladiadoras. Sem elas, não poderíamos fazer nada”, disse ele. “Neste nível, [uma final] é uma coisa enorme que almejamos, e queremos trabalhar duro para chegar lá.

“Queremos acertar a nossa mentalidade, queremos passar a nossa atitude para as jogadoras também, para que elas vejam que o trabalho ainda não está concluído; ainda estamos na pista da corrida. Vamos simplesmente ter que lutar de verdade até chegar lá.”

O que muda

A Nigéria passa a ser a primeira seleção africana a chegar à decisão da Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA, em Marrocos 2026. Depois de perder a estreia para a Polônia, a equipe de Akeem Busari venceu cinco jogos seguidos, entre eles contra a RPD da Coreia, atual bicampeã, e o Brasil. Agora enfrenta o Japão. Se vencer, a capitã Harmony Chidi erguerá o troféu em nome do futebol nigeriano e africano.

Para entender

Contra quem a Nigéria disputa a final?

Contra o Japão. Akeem Busari acredita que a equipe pode se inspirar na vitória sobre a RPD da Coreia, outra gigante asiática.

Como foi a campanha da Nigéria até a decisão?

Perdeu a estreia para a Polônia por 2 a 1 e depois venceu cinco seguidas, contra Porto Rico, RPD da Coreia, México, Venezuela e Brasil. Contra a RPD da Coreia, a grande favorita, a vitória foi por 3 a 1.

O que mudou depois da derrota na estreia?

A comissão técnica sentou com as jogadoras para conversar sobre o aspecto psicológico, o plano de jogo e o trabalho feito nos treinos. Segundo Busari, a equipe precisava mudar a atitude e o caráter, e por causa da idade das atletas bastou conversar com elas e aconselhá-las.

Publicado originalmente pela FIFA em 05/11/2026: Chidi: a Nigéria jamais esqueceria a conquista do troféu →

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