
A Copa do Mundo Feminina 2027 herda lições de marcas e mídia da Copa masculina de 2026, avaliaram representantes de CazéTV, Coca-Cola, Globo e Hyundai, como informou o Meio e Mensagem em 21 de setembro de 2026.
O balanço passa por três frentes: a cobertura que vai além da transmissão ao vivo, o peso das histórias de atletas e seleções e as ativações, as ações de marca feitas diretamente com o público.
Para Marcela Zaiden, diretora de planejamento executivo e gestão de elenco do esporte da Globo, grandes eventos catalisam transformações em todo o ecossistema do esporte. O futebol feminino no Brasil e na América do Sul entra nessa conta porque o campeonato ocorrerá pela primeira vez no continente.
“Toda a experiência operacional, tecnológica, editorial e comercial construída em 2026 será colocada a serviço da Copa feminina. E isso fortalece o ambiente para que a modalidade chegue ainda mais preparada, com maior visibilidade, mais patrocinadores e uma expectativa de audiência superior à de edições anteriores”, afirmou Zaiden.
A relação do público com o evento também mudou, segundo o Meio e Mensagem. A conversa deixou de caber nos 90 minutos de jogo e passou pelas histórias por trás das partidas e pelo contato direto com os jogadores nas redes sociais. Esses pontos de contato abriram espaço para marcas de todos os tamanhos e para públicos sem o hábito de acompanhar transmissões de futebol.
A CazéTV consolidou em 2026 um modelo de cobertura com programação diária, conteúdos de criadores, produção nas redes sociais e participação do público. Christian Mutzig, sócio da LiveMode, descreveu a curva de audiência: de um pico anterior de 6,9 milhões de dispositivos, o canal chegou a 12,6 milhões na estreia da seleção e ultrapassou 20 milhões três partidas depois.
O recorde ficou em 23,9 milhões de dispositivos simultâneos, com 118,7 milhões de contas únicas na plataforma. Segundo Mutzig, a CazéTV passou a reunir 29 das 30 maiores transmissões ao vivo da história do YouTube.
O plano para o futebol feminino é usar a capacidade de mobilização dessa comunidade para ampliar o alcance da modalidade e gerar conexões entre atletas, torcida e marcas.
Ebru Semizer, diretora de marketing da Hyundai Motor Brasil, contou que a família e muitas amigas na Turquia, o país dela, assistiram à Copa por causa das histórias. Citou Vozinha, goleiro de Cabo Verde, e as despedidas de vários jogadores, e disse que gostaria de ver o mesmo em 2027.
Raquel Ribeiro, diretora sênior de marketing da Coca-Cola Brasil, vê nisso um dos papéis de quem decide investir no futebol feminino: amplificar essas histórias e levá-las a milhões de meninas, para que se inspirem, se reconheçam e entendam que aquilo é possível.
Ribeiro também apontou a consolidação de criadores de conteúdo e influenciadores na comunicação da Copa, com uma entrada forte no espaço do entretenimento, e um protagonismo menos concentrado em algumas seleções, atletas e veículos. O alerta dela é que o pulso da cultura digital muda rápido, e acompanhar essa mudança cabe a quem lidera o processo nesses eventos, não só ao time de mídia.
A Hyundai realizou 30 mil test drives no período da Copa e levou torcida aos Estados Unidos para acompanhar jogos. Semizer disse que a marca seguirá em busca de ativações desse tipo em 2027, pela memória afetiva que elas criam com o consumidor.
A Coca-Cola sorteou, na promoção A Bola do Jogo, as bolas oficiais usadas nos jogos do Brasil, com mais de 3,5 milhões de escaneamentos de QR Codes. O Tour da Taça da Copa do Mundo da FIFA passou por São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, reuniu 2 mil fãs e somou mais de 336 milhões de visualizações nas redes sociais.
A campanha nacional Essa Coca-Cola Toda foi destacada como Latam Ad of the Month pela System1 e entrou entre os cinco conteúdos mais visualizados da marca, com mais de 1,4 bilhão de impressões e mais de 126 milhões de pessoas impactadas. Pesquisa da Toluna pôs a Coca-Cola entre as marcas mais lembradas durante a Copa de 2026.
Desse período, Ribeiro destacou a leitura do contexto cultural: conectar a mensagem da marca ao que ela ouve do público para participar das conversas.
Para a torcedora, a leitura dessas empresas aponta para uma Copa acompanhada além dos 90 minutos, com as histórias das atletas nas transmissões, nas redes e nas campanhas. Para as marcas, o recado é que há mais portas de entrada nessa conversa, desde que acompanhem a velocidade da cultura digital.
CazéTV, Coca-Cola, Globo e Hyundai, em declarações publicadas pelo Meio e Mensagem em 21 de setembro de 2026.
Maior visibilidade, mais patrocinadores e audiência superior à de edições anteriores, segundo Marcela Zaiden.
Porque será a primeira vez que o campeonato ocorre no continente, de acordo com o Meio e Mensagem.