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Coreia do Sul busca canalizar o espírito de Bogotá contra o Equador

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Após empatar com a França na estreia da Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA Polônia 2026™ e depois sofrer uma derrota por 3 a 1 para Gana, a Coreia do Sul agora enfrenta um confronto decisivo contra o Equador.

A importância da partida vai além de simplesmente manter a Coreia do Sul viva no torneio. As jogadoras ganharam uma compreensão mais clara de onde estão atualmente no cenário mundial e das áreas em que ainda precisam melhorar.

“Se não conseguirmos pontos contra o Equador, não temos esperança, então vamos dar tudo o que temos”, disse a técnica da Coreia do Sul, Park Younjeong, à FIFA sem rodeios.

“As jogadoras claramente cresceram e melhoraram ao longo dos dois primeiros jogos, mas ver jogadoras do mundo inteiro também nos mostrou onde ainda precisamos evoluir. Acho que seria bom para as jogadoras melhorarem um pouco mais em físico, velocidade e tomada de decisão.”

A zagueira Nam Seungeun, que disputa sua segunda Copa do Mundo Feminina Sub-20 sob o comando de Park, saiu do jogo contra Gana com pensamentos parecidos. Em entrevista à FIFA, Nam destacou que a Coreia do Sul precisa pensar e movimentar a bola mais rápido para neutralizar o ritmo e a força das adversárias. “Estávamos definitivamente carentes de ritmo e força em comparação com Gana”, disse Nam.

“Para superar isso, precisávamos tomar decisões mais rápidas e movimentar a bola mais depressa, mas não conseguimos fazer isso hoje.”

No entanto, a experiência de se testar diretamente contra jogadoras do mundo inteiro deu a Nam uma motivação extra. Tendo enfrentado anteriormente, na maior parte do tempo, adversárias asiáticas, ela vê a Copa do Mundo Feminina Sub-20 como uma oportunidade tanto para identificar as áreas em que precisa melhorar quanto para aprender o que é necessário para chegar ao próximo nível.

“Tendo jogado principalmente na Ásia, enfrentar equipes fortes de países diferentes na Copa do Mundo me fez perceber que preciso melhorar tecnicamente e desenvolver minha velocidade e força”, disse Nam. “Isso também me fez perceber que preciso trabalhar ainda mais forte do que trabalho agora.”

A diferença que ela sentiu neste torneio incentivou Nam a mirar ainda mais alto. Já tendo vivido a experiência de jogar fora do país, no Japão, suas próximas ambições são atuar na Europa, disputar a UEFA Women's Champions League e chegar à Copa do Mundo Feminina da FIFA™ principal.

“Gostaria de ir para a Europa e jogar contra as melhores jogadoras de lá”, disse a zagueira do Bunnies Gunma FC White Star. “Também gostaria de jogar na Champions League e na Copa do Mundo principal.”

Antes de tudo isso, porém, o Equador é o desafio imediato. Depois de sentir na pele, em seus dois primeiros jogos, a importância do físico, do ritmo e da tomada de decisão no cenário mundial, a Coreia do Sul agora precisa transformar essas lições em resultado.

Tanto Park quanto Nam viveram situação parecida em sua primeira Copa do Mundo Feminina Sub-20, na Colômbia 2024. A Coreia do Sul perdeu para a Nigéria e empatou com a Venezuela, deixando suas esperanças de avançar por um fio. Em seguida, venceram a Alemanha por 1 a 0 na terceira rodada da fase de grupos para conquistar a primeira vitória no torneio.

O resultado fez com que terminassem entre as quatro melhores equipes em terceiro lugar e garantissem, de forma dramática, uma vaga nas oitavas de final, sua primeira presença nessa fase em dez anos.

Em entrevista à FIFA antes do torneio deste ano, Nam relembrou vividamente aquele dia. “Nosso terceiro jogo da fase de grupos foi contra a Alemanha. Acho que qualquer um que visse o jogo pensaria: ‘A Alemanha vai vencer isso.’ Mas nos preparamos muito bem, causamos uma zebra com a vitória e avançamos para as oitavas de final. Eu me lembro de ficar tomada pela emoção durante toda aquela experiência.”

Será que a equipe de Park pode recriar as cenas milagrosas de Bogotá de dois anos atrás quando entrar em campo em Lodz neste sábado?

Publicado originalmente pela FIFA em 10/09/2026: Coreia do Sul busca canalizar o espírito de Bogotá contra o Equador →

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