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Estudiosa, aguerrida e fã de Kane: Inglaterra pode contar com ela contra o Brasil

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Seleção da Inglaterra.
Foto: Divulgação/FIFA

Estudiosa em Stanford e aguerrida em campo, Eleanor Klinger não dá espaço às adversárias. A meio-campista inglesa sofreu uma fratura no dedo do pé durante um amistoso de preparação contra os Estados Unidos para a Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA Polônia 2026™, mas pouco se importou. Ela não pretende mudar.

A jogadora conseguiu combinar sua intensidade e agressividade com criatividade e qualidade técnica para se tornar uma peça importante da Inglaterra – desde que trocou a categoria de base dos Estados Unidos pela inglesa.

Depois de ficar de fora das edições de 2022 e 2024, a Inglaterra voltará ao cenário mundial sub-20 na Polônia 2026, onde enfrentará Brasil, Canadá e Tanzânia na fase de grupos.

Às vésperas do torneio, Klinger conversou com a FIFA sobre seus estudos em Stanford, suas metas de curto e longo prazo na carreira (como a possibilidade de disputar o Mundial Sub-20) e sua admiração por Harry Kane.

FIFA: O que significaria para você disputar a Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA?

Eleanor Klinger: Obviamente, seria uma honra imensa. Sempre que represento a Inglaterra sou extremamente grata, porque você não representa apenas o grupo do qual faz parte, mas também todo o legado das mulheres que vieram antes de nós, além de fazer parte de algo maior. Todas as jogadoras atuam no mais alto nível, em grandes clubes profissionais da Inglaterra e do exterior, então seria muito emocionante representar o meu país ao lado delas.

O que você acha das adversárias da Inglaterra na fase de grupos: Brasil, Canadá e Tanzânia?

São equipes com estilos de jogo diferentes e todas têm muita qualidade. Dito isso, fizemos o trabalho necessário e estou confiante de que, se jogarmos o nosso melhor futebol, estaremos preparadas para avançar de fase.

O que você aprendeu, individual e coletivamente, no período de preparação nos Estados Unidos?

Fiquei muito feliz por fazer um período de treinos em casa e foi uma ótima oportunidade porque, em alguns aspectos, simulou o ambiente de uma fase de grupos. Mesmo sem valer classificação, tentamos reproduzir esse cenário observando a sequência de partidas. Enfrentamos os Estados Unidos, depois fizemos um amistoso no meio da semana e encerramos contra a Colômbia. Eu me machuquei no primeiro jogo. Consegui atuar por 70 minutos e foi uma partida de altíssimo nível. Empatamos por 1 a 1 e tiramos muitos aspectos positivos dali. Depois da partida, descobri que haviam pisado no meu pé e que eu havia fraturado um dedo, então precisei ficar de fora do restante da preparação. Mas poder acompanhar as reuniões táticas, participar dos treinamentos e continuar integrada ao grupo foi muito valioso. Encerramos o período com uma vitória sobre a Colômbia, o que foi muito legal porque, se fosse uma fase de grupos, teríamos avançado. No geral, foi uma experiência muito importante para a equipe e para mim, fortalecendo nossos laços dentro e fora de campo antes da Polônia.

Como é ter uma companheira da seleção inglesa em Stanford, Kaiya Jota?

A Kaiya é sensacional. Ela é o tipo de pessoa que se dá bem com todo mundo. Ter ela ao meu lado durante os períodos com a seleção traz uma sensação extra de familiaridade, mesmo enquanto vou conhecendo melhor o restante do grupo. É muito bom tê-la comigo.

O que você estuda em Stanford?

Curso Ciência Política. O futebol exige muito de quem é estudante-atleta, mas fora de campo também participo do Comitê Consultivo de Estudantes-Atletas. Faço parte da representação dos estudantes-atletas nas conversas com a administração da universidade, além de atuar em outras organizações estudantis relacionadas aos meus interesses em Ciência Política.

Quais são seus objetivos de carreira, no futebol ou fora dele?

No futebol, obviamente, quero jogar profissionalmente no mais alto nível e aproveitar ao máximo todas as oportunidades que surgirem. No curto prazo, meu foco é a temporada universitária em Stanford e a Copa do Mundo na Polônia. Mas jogar profissionalmente sempre foi meu grande objetivo desde pequena.

Como você descreveria seu estilo de jogo?

Criativo, técnico, mas também agressivo. Quando acabei quebrando o dedo do pé, estava entrando em uma dividida e levei uma pancada forte. É assim que eu jogo: não alivio. Acho que essa é uma das minhas maiores qualidades.

Quem são seus ídolos no futebol?

Desde criança, e até hoje, sou uma grande fã do Harry Kane. Tenho muito respeito pela forma como ele lidera qualquer equipe da qual faz parte, não apenas pela capacidade de fazer gols, mas também pela habilidade de criar jogadas recuando para participar da construção, além da maneira como se comporta dentro de campo.

Se for convocada, o que espera conquistar na Polônia 2026?

Em primeiro lugar, vencer; esse é o principal objetivo. Mas toda vez que vou para um período de treinos, passo momentos incríveis com as meninas. Sei que um torneio tem altos e baixos, então quero contribuir para a equipe dentro e fora de campo, mantendo uma boa atitude, aprendendo com os treinadores, fazendo perguntas e sendo uma boa companheira de equipe.

Você sonha em disputar uma Copa do Mundo Feminina da FIFA um dia?

Claro! Esse é o sonho.

Publicado originalmente pela FIFA em 30/07/2026: Estudiosa, aguerrida e fã de Kane: Inglaterra pode contar com ela contra o Brasil →

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