Redação GINGA36

Gal Barradas busca marcas para a Copa do Mundo Feminina 2027

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Gal Barradas, diretora executiva de revenues & marketing do Comitê de Organização da Copa do Mundo Feminina da FIFA, disse em junho de 2026 que o futebol feminino ainda tem espaço para marcas que não encontram lugar no masculino, em entrevista ao Meio & Mensagem. A conversa aconteceu durante o evento All In, promovido pela Holding Clube, na semana em que começava a Copa do Mundo masculina, em 11 de junho.

A executiva falou sobre os legados que a FIFA pretende deixar com o comitê brasileiro e sobre a busca por parceiros para a Copa do Mundo Feminina 2027, que o Brasil recebe entre junho e julho de 2027, em oito cidades.

Quem é Gal Barradas no comitê da FIFA?

A FIFA nomeou Gal Barradas para o cargo em janeiro de 2026, com o objetivo de reforçar a presença da entidade no mercado brasileiro e montar uma estrutura dedicada só ao torneio feminino. Antes, ela passou por empresas como Rio Bravo, Spark e F/Nazca.

O comitê tem quatro diretorias: operações, que cuida de logística, estádios, segurança e tecnologia; administração, responsável por jurídico, compliance e recursos humanos; legado; e marketing. Na diretoria de marketing, Gal Barradas responde pelas estratégias de patrocínio, venda de ingressos, hospitality e licensing, entre outras frentes.

Por que a FIFA montou uma estrutura no Brasil?

Segundo a executiva, o comitê serve para reconhecer as questões culturais do país e o peso delas num evento desse tamanho. Na avaliação dela, ter uma subsidiária com brasileiros, que traz conhecimento de várias áreas, ajuda as marcas e dá suporte a elas em todas as etapas do funil de vendas.

Outra parte do trabalho é a captação de parceiros. A FIFA já tem uma lista extensa de patrocinadoras, mas a intenção de Gal Barradas é mostrar a mais empresas como usar o futebol como plataforma para entrar no esporte de forma autêntica, participando da construção do futebol feminino.

Onde está a oportunidade para as marcas?

Para a diretora, as empresas querem resultado com autenticidade, e as mulheres, que hoje representam metade do mercado, têm o poder de decisão nas mãos. O que mais a atrai no projeto, disse, é trabalhar com uma modalidade em ascensão.

"O futebol masculino está saturado de marcas. Ainda existe espaço para novos entrantes no futebol feminino", afirmou.

Quem vai transmitir a Copa de 2027?

A FIFA já tinha acordos fechados com a CazéTV e a Globo, as mesmas detentoras dos direitos de transmissão da Copa do Mundo masculina de 2026. Para Gal Barradas, isso mostra a valorização do futebol jogado por mulheres.

Qual legado a FIFA espera deixar?

A executiva lembrou que uma Copa do Mundo deixa impactos econômicos grandes em qualquer país sede, e ainda maiores no Brasil, pela relação do país com o futebol. Ela acrescentou que a edição de 2027 amplia a percepção sobre o poder da mulher, num esporte dominado por homens durante décadas que agora ganha um evento pensado para elas.

O que muda

Para as marcas, a fala de Gal Barradas deixa claro que a FIFA vende a Copa do Mundo Feminina 2027 como porta de entrada num esporte ainda pouco disputado por patrocinadores, ao contrário do masculino. Para a torcedora, a estrutura brasileira do comitê e os acordos com CazéTV e Globo indicam um torneio tratado como produto próprio, com transmissão nos mesmos canais da Copa masculina.

Para entender

Quem é a diretora de marketing da Copa do Mundo Feminina 2027?

Gal Barradas, nomeada pela FIFA em janeiro de 2026 diretora executiva de revenues & marketing do comitê organizador.

Quem transmite a Copa do Mundo Feminina 2027 no Brasil?

A FIFA fechou acordos com a CazéTV e a Globo.

Quando e onde será a Copa do Mundo Feminina 2027?

No Brasil, entre junho e julho de 2027, em oito cidades.

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