
A Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027™ está perto de se tornar um assunto de família depois que as irmãs Tabitha e Temwa Chawinga guiaram o Maláui até o torneio mundial. As irmãs estrelas ajudaram a seleção africana a chegar à competição pela primeira vez, depois de inspirar o Maláui a chegar às semifinais da Copa Africana das Nações Feminina de 2026. Tabitha e Temwa estarão em companhia rara: desde a estreia da Copa do Mundo Feminina, em 1991, apenas quatro duplas de irmãs disputaram o torneio. Mas, como a FIFA analisa, mais irmãs esperam seguir os passos das Chawinga no Brasil 2027 e além. ## Sam e Kristie Mewis (Estados Unidos) Depois de uma carreira de destaque nas categorias de base, na qual ajudou os Estados Unidos a vencer a Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA Japão 2012™, Sam foi peça fundamental no elenco americano que conquistou o título principal na França, em 2019. A meio-campista de 1,83 m atuou em seis das sete partidas dos Estados Unidos, incluindo a final, e marcou dois gols. Lesões impediram Sam de disputar a edição de 2023, na Austrália e Nova Zelândia. Mas a história foi escrita quando sua irmã mais velha, Kristie, foi convocada para sua primeira Copa do Mundo aos 32 anos. Reserva no elenco, Kristie, incrivelmente, marcou em seu primeiro e único toque na bola no torneio, numa disputa de pênaltis contra a Suécia nas oitavas de final, que os Estados Unidos acabaram perdendo. ## Estelle e Delphine Cascarino (França) Estelle e Delphine Cascarino são as primeiras gêmeas idênticas a disputar uma Copa do Mundo Feminina da FIFA, embora, assim como as irmãs Mewis, em torneios diferentes. Delphine fez parte do elenco da França que chegou às quartas de final em casa, em 2019. Uma lesão no ligamento cruzado anterior impediu a ponta de disputar o torneio principal quatro anos depois. Estelle, zagueira, ficou de fora da Copa de 2019, na França, mas foi convocada para a edição de 2023, na qual fez três partidas enquanto as Les Bleues foram eliminadas nos pênaltis, nas quartas de final, pela anfitriã Austrália. Com a França já classificada para o Brasil 2027, as irmãs esperam disputar juntas sua segunda Copa do Mundo Feminina. ## Allyson e Chantelle Swaby (Jamaica) A dupla de zagueiras é a única de irmãs a disputar duas Copas do Mundo Femininas: na estreia das Reggae Girlz, na França, em 2019, seguida de uma campanha histórica na Austrália e Nova Zelândia, quatro anos depois. Allyson e Chantelle não só estavam no mesmo elenco como formaram dupla na zaga central. Na edição de 2023, fizeram parte do time da Jamaica que conquistou a primeira vitória do país em Copas do Mundo Femininas, eliminou o poderoso Brasil após um empate sem gols e chegou pela primeira vez à fase eliminatória. Para coroar a campanha, Allyson marcou o primeiro gol da equipe no torneio, na vitória por 1 a 0 sobre o Panamá. As irmãs esperam disputar com a Jamaica o Concacaf W Championship de 2026, no fim de novembro, quando uma vitória sobre a Costa Rica vai garantir uma vaga no Brasil 2027, com vagas adicionais disponíveis pela Repescagem da Copa do Mundo Feminina. ## Olivia e Chandler McDaniel (Filipinas) As irmãs nascidas nos Estados Unidos tiveram papel fundamental para as Filipinas conquistarem a vaga para sua primeira Copa do Mundo, masculina ou feminina, na Austrália e Nova Zelândia, em 2023. Apesar de terem sido eliminadas na fase de grupos, a seleção asiática registrou sua primeira vitória no mais alto nível, com um triunfo por 1 a 0 sobre a Nova Zelândia. A dupla atua em pontos opostos do campo: Olivia no gol e Chandler no ataque. Elas esperam disputar sua segunda Copa do Mundo, no Brasil 2027, depois que as Filipinas se classificaram pela Copa Asiática Feminina. ## Candidatas ao Brasil 2027 ## Alyssa e Gisele Thompson (Estados Unidos) Alyssa já disputou uma Copa do Mundo Feminina, na Austrália e Nova Zelândia, em 2023. A atacante do Chelsea tinha apenas 18 anos e só três partidas pela equipe principal quando foi convocada para o grupo de Vlatko Andonovski. Desde então, se tornou peça-chave no esquema de Emma Hayes e uma das artilheiras mais temidas do futebol mundial. Enquanto a seleção dos Estados Unidos espera carimbar a vaga para o Brasil 2027 pelo Concacaf W Championship, no qual enfrentará El Salvador por um lugar na fase final, Alyssa espera ter a companhia da irmã mais nova, Gisele, que vem impressionando pelo clube e pela seleção neste ano. As irmãs já fizeram parte do mesmo grupo, nas edições de 2025 e 2026 da SheBelieves Cup. ## Kiki e Mimi Van Zanten (Jamaica) Surpreendentemente, a Jamaica pode ter duas duplas de irmãs no Brasil 2027, caso se classifique. Kiki Van Zanten fez parte do elenco das Reggae Girlz em 2023, atuando principalmente como reserva enquanto estudava na Universidade de Notre Dame. Mimi, irmã mais nova da meio-campista, está no elenco do San Diego Wave, da National Women's Soccer League, e a lateral-esquerda espera dar um salto importante nos próximos meses para reforçar sua candidatura a uma vaga. ## Nomes para ficar de olho no futuro A Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA Colômbia 2024™ teve não uma, mas duas duplas de irmãs: Greta e Laura Spinn, da Áustria, e Jynaya e Indiana dos Santos, da Austrália. Em dois jogos da Áustria na fase de grupos, Laura, de 19 anos, e Greta, de 17, foram titulares, e as duas tiveram influência importante no início vitorioso da Áustria em sua primeira participação numa Copa do Mundo Feminina. No primeiro jogo, contra Gana, Laura deu a assistência para o gol de abertura; contra a Nova Zelândia, na segunda rodada, ela deu sua segunda assistência, e Greta também registrou a primeira dela. Embora a Austrália não tenha vencido nenhuma partida no torneio mundial, as irmãs Dos Santos entraram em campo enquanto davam passos importantes no desenvolvimento de suas carreiras internacionais. Aos 20 e 18 anos, Jynaya e Indiana atuam na A-League, pelo Central Coast Mariners e pelo Sydney FC, respectivamente.
Publicado originalmente pela FIFA em 22/08/2026: Irmãs em ação na Copa do Mundo Feminina →