
— O Senegal disputa a sua quarta edição consecutiva da Copa Africana de Nações Feminina em 2026.
— A atacante Korka Fall tem objetivos ambiciosos para a sua seleção
— Se chegarem às semifinais, as senegalesas se classificariam para a sua primeira Copa do Mundo Feminina da FIFA™.
Ao se preparar para sua quarta participação na Copa Africana de Nações Feminina, que acontece no Marrocos de 26 de julho a 16 de agosto, a senegalesa Korka Fall mira alto.
A atacante estabeleceu uma meta tão clara quanto ambiciosa: levar as Leoas de Teranga pelo menos às semifinais e, com isso, garantir uma classificação histórica e inédita para a Copa do Mundo Feminina da FIFA™, a ser realizada no Brasil em 2027.
"A ambição continua a mesma: chegar às semifinais", afirma ela. No entanto, segundo Korka Fall, o Senegal não entra na competição como um dos principais favoritos, embora ela prefira encarar isso como um ponto forte.
"Entramos nesta competição como azarões." Livres da pressão que recai sobre as potências do continente, a seleção senegalesa espera avançar com determinação e aproveitar a oportunidade.
Essa ambição é sustentada por progressos que agora são tangíveis.
Em 2022, a seleção feminina do Senegal viveu um momento decisivo em sua história. Ao retornar à WAFCON após uma ausência de dez anos, as Leoas chegaram às quartas de final antes de serem eliminadas pela Zâmbia (1 a 1 após a prorrogação; 2 a 4 nos pênaltis). Elas ficaram muito perto de conquistar uma vaga nas semifinais e a classificação direta para a Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2023.
Dois anos depois, chegaram novamente às quartas de final. Desta vez, foram eliminadas pela África do Sul, então campeã, mais uma vez nos pênaltis (0 a 0 após a prorrogação, 4 a 1 nos pênaltis).
Embora essa derrota mais recente tenha sido, sem dúvida, cruel, ela também confirmou que o Senegal, que desde 1991, havia participado da fase final apenas duas vezes, sendo eliminado em ambas logo na primeira fase, agora era capaz de competir com as potências do continente em jogos de mata-mata.
Esses dois revezes alimentaram a frustração, mas também reforçaram a convicção de que o Senegal está se aproximando do nível necessário para romper essa barreira. Korka Fall acredita que a falta de experiência desempenhou um papel importante em 2022. "Foi a nossa primeira experiência nesse nível de competição. Simplesmente nos faltou experiência."
Desde então, o elenco evoluiu. "A equipe atingiu um novo patamar. Fizemos grandes progressos nos aspectos técnico, físico e mental. Muitas jogadoras jovens também se juntaram a nós." O Senegal pode, portanto, contar com uma combinação da experiência das veteranas e do ímpeto de uma nova geração, que atua em um ambiente mais favorável do que aquele vivenciado por suas antecessoras.
Korka Fall observa uma profunda transformação no futebol feminino senegalês e, de forma mais ampla, no africano. Por muito tempo deixado em segundo plano, o esporte vem ganhando cada vez mais reconhecimento. "Nos últimos seis anos, vi um progresso real, especialmente no Senegal. Muitas das minhas colegas de equipe estão jogando no exterior. É algo de que me orgulho."
Para a jogadora, esta Copa Africana de Nações tem um significado profundamente pessoal. Após mais de treze anos servindo à seleção, a capitã sabe que as oportunidades de realizar seu maior sonho estão se esgotando. "Poder disputar uma Copa do Mundo seria um sonho, para mim e para todo o elenco."
E ela sabe do que está falando: em 2023, Korka Fall disputou o torneio de repescagem da FIFA, mas sofreu um revés logo no início, quando o Senegal perdeu por 4 a 0 para o Haiti, na Nova Zelândia.
As Leoas de Teranga não querem mais ser elogiadas apenas pelo seu progresso ou pela capacidade de enfrentar as melhores equipes africanas. Após duas eliminações consecutivas nas quartas de final, elas querem transformar seu potencial em resultados.
Chegar às quatro melhores equipes representaria um feito histórico, o auge da trajetória de uma geração e o início de um novo capítulo: o de um Senegal que finalmente deixa sua marca no cenário mundial.
Publicado originalmente pela FIFA em 23/07/2026: Korka Fall fala das ambições de Senegal na CAN →