
— Brasil disputou a semifinal da Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA™ pela primeira vez
— No banco da Seleção Brasileira, Rilany Silva vem fazendo ótimo trabalho e recebendo elogios
— A FIFA oferece um perfil da treinadora de 39 anos por meio da perspectiva de suas jogadoras
O Brasil impressionou nas últimas semanas no Marrocos, mas não foram apenas as jovens jogadoras que se destacaram. Enquanto Gi Iseppe, Kaylane, Evelin e Ana Morganti estão entre as promissoras estrelas em ascensão, a treinadora Rilany Silva também fez uma entrada notável no cenário mundial.
Em sua primeira passagem no comando de uma seleção nacional, a treinadora de 39 anos já conseguiu se tornar a primeira técnica da história a levar o Brasil às semifinais da Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA™ – aliás, ela foi a primeira a fazer a Seleção Brasileira passar de fase no mata-mata.
Nada disso aconteceu por acaso, mas julgar o sucesso da ex-jogadora da seleção apenas pelos resultados ignora o raro e forte vínculo que ela construiu com seu elenco. Quem mais a elogia são as próprias jogadoras.
"Rilany é uma pessoa incrível, além de ser uma treinadora excepcional", elogiou a atacante Giovanna Waksman. "Agora que tive a oportunidade de conhecê-la, vejo que ela sempre quer o melhor para nós. Eu a adoro."
O que inspirou as jovens brasileiras a abraçarem a filosofia da treinadora foi o carinho quase maternal que Rilany demonstra fora dos treinos e jogos, aliado aos altos padrões que ela exige quando entram em campo.
"A Rilany é uma treinadora muito exigente, que sempre coloca a gente numa situação muito caótica dentro dos treinos, que prepara muito a gente para os jogos", afirma a goleira Ana Morganti. "E, como pessoa, fora de campo, ela é uma grande companheira, está sempre tendo ajudar, todo mundo. Sempre tentando fazer a gente rir, sempre sendo extremamente divertida e deixando o clima muito mais leve.
“Ela sempre tenta nos manter motivadas, felizes, sorrindo e cheias de energia, mas quando a partida está prestes a começar, ela também sabe como virar a página”, confirmou Waksman.
A linha que separa Rilany, a treinadora, de Rilany, a mentora, é cruzada com mais frequência quando o apito final soa. A ex-zagueira do Grindavk (Islândia) se dedica completamente ao seu papel como a 12ª jogadora da equipe durante os 90 minutos.
E quando o trabalho árduo dá frutos, ela costuma comemorar com emoção desenfreada ao apito final. Houve gritos de alegria após a vitória de sua equipe por 3 a 0 sobre a China nas oitavas de final, e lágrimas após um empate sem gols nas quartas de final contra o Canadá, que terminou com a vitória do Brasil por 5 a 4 nos pênaltis.
Artilheira da equipe, a atacante Iseppe não poupa elogios à sua treinadora. "Rilany é uma das pessoas mais inteligentes com quem já trabalhei", disse ela à FIFA. "Ela tem um método de jogo muito bom. Além de trazer leveza para gente dentro de campo e fora. Ela interage com todas nós. Mas sempre, com certeza, com muita responsabilidade. Ela é incrível.
“Chamo a Rilany de nossa ‘mister’”, acrescentou a capitã Kaylane, fazendo referência a um termo popular no futebol masculino brasileiro para treinadores distintos e respeitados. “Gosto muito dela como pessoa. Nunca tive uma treinadora como ela, sempre brincando com a gente e tendo conversas honestas. Quando é necessário nos dar uma bronca, ela sabe como fazer isso.”
É claro que há mais do que apenas obter resultados. A treinadora pretende desenvolver as jogadoras do seu elenco, consciente de que o seu trabalho principal continua a ser o de nutrir as jovens jogadoras que, espera-se, um dia jogarão pela Seleção.
“Ela diz sempre que quer nos ver numa Copa do Mundo adulta para poder dizer que trabalhou com essa jogadora’”, afirmou Kaylane. “É muito especial ouvir isso da Rilany. Honestamente, ela é única. É uma alegria trabalhar com ela e espero que ela realize todos os seus sonhos.”
Ana Morganti tem a palavra final. Com apenas 16 anos, a goleira já sabe que Rilany Silva montou um elenco muito singular para esta Copa do Mundo Feminina Sub-17.
"A gente constrói um legado de originalidade. Somos uma equipe muito diferente de tudo o que já foi visto [na base brasileira]. Cada uma tem uma característica diferente, e isso já foi muito ressaltado pela Rilany", afirmou a goleira do Corinthians. "Porque a gente se sente muito à vontade, exploramos muito isso dentro e fora de campo. É um Brasil muito original, com suas características mais bonitas sendo exploradas."
Publicado originalmente pela FIFA em 04/11/2025: O que as garotas da Seleção falam sobre Rilany →