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Yotsumoto: queremos honrar quem veio antes de nós

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Yotsumoto: queremos honrar quem veio antes de nós
Foto: FIFA/Reprodução

Uma década depois da última vez em que esteve na final, o Japão se prepara para disputar novamente o título da Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA Marrocos 2026™.

Na véspera do confronto de sábado com a Nigéria, a capitã Honoka Yotsumoto entrou na sala de entrevistas coletivas com um sorriso tímido, mas a empolgação nos olhos era inconfundível enquanto compartilhava seus pensamentos e sentimentos antes da partida. Ao lado dela estava Sadayoshi Shirai, que entrará para a história da competição ao comandar seu 16º jogo, um novo recorde do torneio.

“Ganhar a Copa do Mundo é o nosso objetivo desde que esta equipe se formou”, disse Shirai à FIFA durante a entrevista coletiva antes da partida. Esta é a terceira edição dele no comando, depois de levar o Japão às quartas de final em República Dominicana 2024 e Marrocos 2025. Desta vez, as jogadoras assimilaram as lições dessas experiências e encontraram uma forma de virar o jogo.

Elas não só superaram o obstáculo das quartas de final, como também eliminaram a Coreia do Norte na semifinal, vingando derrotas anteriores para as rivais regionais tanto no cenário continental quanto no mundial. “Perdemos para elas nas eliminatórias asiáticas, e passamos os seis meses seguintes trabalhando duro para corrigir os pontos em que precisávamos melhorar antes de vir para cá”, acrescentou.

Aquela vitória dramática nos pênaltis deu ao Japão um valioso impulso de confiança antes da final. Agora, com a chance de coroar a aventura no Marrocos com o prêmio máximo, jogadoras e comissão técnica estão unidas na determinação de ir até o fim. “Eu disse à equipe que amanhã todas nós precisamos remar juntas, inclusive as que não estarão entre as titulares. Quero que todas se lembrem de que estamos lutando juntas, como uma só.”

A campanha do Japão até a final foi quase impecável. A equipe segue invicta e sofreu apenas dois gols, e a goleira Kou Kadowaki teve papel decisivo na vitória eletrizante sobre as coreanas na semifinal, com uma defesa crucial na disputa de pênaltis. A Nigéria, porém, será um desafio diferente, depois de se tornar a primeira seleção africana a chegar à final na história da competição. “Já enfrentamos três seleções africanas, e todas foram muito fortes e determinadas a marcar gols.”

Mas o Japão vai jogar por mais do que si mesmo quando entrar em campo para a final. A equipe levará os sonhos das gerações anteriores que ficaram perto da glória, assim como os de milhares de torcedores no país. “Carregamos as esperanças e os sentimentos das jogadoras que vieram antes de nós. Queremos honrá-las levando a taça de volta para o Japão”, concluiu Yotsumoto.

O que muda

O Japão volta a disputar o título da Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA uma década depois da última final, invicto e com apenas dois gols sofridos. A decisão contra a Nigéria, primeira seleção africana a chegar à final da competição, também marca o 16º jogo de Sadayoshi Shirai no comando, novo recorde do torneio, depois de duas eliminações nas quartas de final.

Para entender

Contra quem o Japão disputa a final?

Contra a Nigéria, no sábado. A Nigéria é a primeira seleção africana a chegar à final na história da competição.

Qual recorde Sadayoshi Shirai alcança na final?

Ele comanda seu 16º jogo na competição, novo recorde do torneio. É a terceira edição dele no comando do Japão, depois das quartas de final em República Dominicana 2024 e Marrocos 2025.

Como o Japão chegou à final?

Invicto e com apenas dois gols sofridos, o Japão eliminou a Coreia do Norte nos pênaltis na semifinal. A goleira Kou Kadowaki fez uma defesa decisiva na disputa.

Publicado originalmente pela FIFA em 05/11/2026: Yotsumoto: queremos honrar quem veio antes de nós →

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