O FC 27, novo jogo de futebol da EA Sports, representa as jogadoras com mais fidelidade visual, mas ainda dá a elas notas incoerentes com o que se vê em campo. A crítica é do site francês Footeuses, especializado em futebol feminino, em análise publicada em 4 de novembro de 2026, um mês depois do lançamento do jogo.
Segundo a avaliação, a maior parte dos campeonatos femininos já tem licença no jogo, os rostos estão mais fiéis e as animações ganharam realismo. O problema está nos números que definem cada atleta.
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O site dá exemplos. Cristiana Girelli, descrita como jogadora notável, mas veterana, aparece mais rápida do que a jovem Rose Kadzere: 78 contra 74 em velocidade. Selma Bacha, lateral de perfil ofensivo, tem mais força física do que Maëlle Lakrar: 81 contra 77.
Para a Footeuses, os casos não são isolados e levantam dúvidas sobre o trabalho de observação feito pela EA Sports. O site cita o Football Manager como referência de um jogo que observa as jogadoras com mais cuidado e retrata as qualidades delas com mais precisão. Sem pedir esse nível de detalhe, a Footeuses quer estatísticas minimamente coerentes com o que acontece nos gramados.
"O futebol feminino merece mais do que uma representação visual cuidadosa acompanhada de notas às vezes discutíveis", escreveu o site.
A modelagem das jogadoras é, na avaliação do site, o ponto em que a EA Sports mais avança a cada edição. O clima das partidas também melhorou. As arquibancadas às vezes mostram rostos conhecidos, como jogadores do time masculino assistindo a um jogo da equipe feminina do clube, um detalhe que dá mais vida ao conjunto.
No Ultimate Team, o modo em que a pessoa monta o próprio elenco com cartas de atletas, as jogadoras seguem competitivas contra os jogadores. A Footeuses destaca o prazer de misturar perfis sem se preocupar com o gênero e de ver a irritação da adversária diante de uma vitória de um time só de mulheres. A ressalva é a progressão: em dez horas de teste gratuito, o site montou uma equipe muito forte, o que tira o sentido de evoluir o elenco ao longo do tempo.
O modo Rush, de partidas em campo reduzido com times de cinco, continua divertido, com as jogadoras bem representadas, mas quase sem mudanças em relação às edições anteriores.
The Grounds, novidade que serve de porta de entrada para o modo Clubs, é um espaço aberto em que jogadoras e jogadores se encontram para atividades. O site viu bugs e interesse que se perde depois dos primeiros dias. O sistema de mentores traz desafios extras, com atletas como Chloé Kelly acompanhando a evolução, mas não dá profundidade ao modo.
Os passes, em especial os em profundidade, ficaram difíceis de acertar, e algumas ações exigem apertar dois ou até três botões ao mesmo tempo. Os PlayStyles, habilidades especiais atribuídas a cada carta, pesam tanto que o talento de quem joga deixa de garantir o sucesso em certos lances. Na defesa, por outro lado, o posicionamento manual é mais recompensado.
Para a torcedora que joga, o FC 27 entrega mais campeonatos femininos licenciados e jogadoras mais reconhecíveis na tela. A cobrança da Footeuses é que o realismo chegue também às notas, porque é por elas que o jogo diz quem é rápida, forte ou decisiva, e a imagem de cada atleta passa por isso.
A incoerência de algumas notas, como Cristiana Girelli mais rápida do que Rose Kadzere e Selma Bacha com mais físico do que Maëlle Lakrar.
Sim. Segundo a Footeuses, elas seguem perfeitamente competitivas, e dá para montar times mistos ou só de mulheres.
A modelagem mais fiel das jogadoras, o clima das partidas e as licenças da maior parte dos campeonatos femininos. Mais em PopGinga36.