Lovemore Fazili, que comanda a seleção feminina do Malaui, está entre os participantes do curso de licença A da Confederação Africana de Futebol (CAF) na Mpira Village, em Blantyre, como informou o Daily Times em 4 de novembro de 2026. É a primeira edição do curso no país desde 2016.
O peso da turma para o futebol feminino está no banco das Scorchers, como a seleção é chamada. Fazili não tem a licença A da CAF, e por isso a Football Association of Malawi (FAM) anunciou que vai contratar outro nome para dirigir a equipe na Copa do Mundo Feminina 2027, no Brasil.
A licença A da CAF é a exigência mínima para que treinadores africanos dirijam seleções nacionais em competições da CAF e da FIFA. Sem ela, quem levou o time até o Mundial não pode ficar à beira do campo no torneio.
Segundo o Daily Times, o curso começou duas semanas depois do anúncio da FAM sobre a troca de comando para a Copa. Em comunicado divulgado na segunda-feira, a federação tratou o início das aulas como um passo importante.
“A volta do curso marca um passo importante para fortalecer a formação de treinadores e desenvolver profissionais altamente qualificados, capazes de contribuir para o desenvolvimento do futebol nos níveis nacional e internacional”, diz o texto da FAM.
Além de Fazili, a turma reúne Peter Mponda, do Masters Football Club; Joseph Kamwendo, auxiliar do Caps United; Pritchard Mwansa, auxiliar dos Flames; Enos Chatama, da seleção sub-20; Oscar Kaunda, do Luanar Mitundu; e Peter Mgangira, que já dirigiu o Silver Strikers.
Quatro mulheres participam do curso: Carolyne Phiri, Chisomo Nkhoma, Linda Kasenda e Karen Chawula.
Depois da edição de 2016, a CAF orientou as federações filiadas a suspender os cursos de treinadores em andamento e a desenvolver manuais próprios. Desde então, os treinadores do Malaui esperavam a chance de subir de nível.
Para o analista esportivo James Jemar Majawa, ouvido pelo jornal, a volta do curso é um avanço importante, porque treinadores locais sem a licença A vinham tendo dificuldade para conseguir cargos técnicos nos níveis mais altos do futebol. Segundo ele, a qualificação dá a esses profissionais as credenciais para disputar essas vagas.
Para a seleção feminina do Malaui, o curso não resolve o problema imediato: a FAM já anunciou que outro nome vai comandar as Scorchers na Copa do Mundo de 2027, no Brasil, porque Fazili não tem a licença. A turma de Blantyre, com quatro mulheres entre os participantes, amplia o grupo de profissionais do país habilitados a dirigir seleções em torneios da CAF e da FIFA nos próximos ciclos.
Não, segundo a FAM, que anunciou a contratação de outro nome para o Mundial porque Fazili não tem a licença A da CAF.
É a exigência mínima para que treinadores africanos dirijam seleções nacionais em competições da CAF e da FIFA.
Quatro: Carolyne Phiri, Chisomo Nkhoma, Linda Kasenda e Karen Chawula.